Paragominas escolhe BB para pagar os 3 mil servidores municipais

Instituição oferece tarifa zero em contrapartida. Folha de pagamento para este ano é de quase R$ 177 milhões, bolada sobre a qual a instituição fatura com propostas de crédito competitivas.
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Em uma negociação milionária, o Banco do Brasil ganhou o direito de centralizar os salários de todos os servidores da Prefeitura de Paragominas nos próximos meses, uma folha que, em 2019, chegou a R$ 161,06 milhões, a 11ª maior do estado entre os municípios. A instituição financeira ofereceu ao governo de Paulinho Tocantins R$ 5 milhões para receber os proventos dos 3.026 profissionais da administração.

Ao centralizar créditos provenientes de folha de pagamento das prefeituras, os bancos têm possibilidade de ampliar os negócios, devido ao cenário de queda das taxas de juros, que reduz os ganhos com títulos públicos. Os servidores efetivos, que têm estabilidade e salários mais robustos que os da iniciativa privada, são sempre um filão atrativo para as instituições financeiras, que não perdem tempo com ofertas agressivas e competitivas, como as dos famosos empréstimos consignados.

O município de Paragominas tem seis agências bancárias (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Banco da Amazônia e Banpará), mas, de acordo com a prefeitura, apenas o BB manifestou interesse formal em concentrar o pagamento dos servidores, com “compromisso da prestação de serviços de boa qualidade”. O governo municipal diz ainda que o banco apresentou proposta comercial “de acordo com a realidade mercadológica”.

Vale ressaltar que, mesmo sendo o Banco do Brasil a instituição oficial para as operações da Prefeitura de Paragominas, isso não impede que os servidores, se quiserem, recebam seus salários em outros bancos, por meio da portabilidade. Para fidelizar a carteira, o BB, por seu turno, oferece isenção de tarifas.

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