Pará tem exército de “sem instrução” do tamanho de três cidades de Marabá

São 656 mil habitantes que, ainda hoje, não sabem ler e escrever e passaram não mais que um ano na escola. Na capital do estado, segundo o IBGE, são 70 mil.
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Com o 9º maior pelotão do país de analfabetos e pessoas que frequentaram a escola por não mais que um ano, o Pará tem 656 mil cidadãos ainda distantes das letras formais. É uma população considerada sem instrução equivalente a três cidades do tamanho de Marabá. A informação foi levantada com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu junto à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PnadC-T), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (16). O Blog é o único veículo de comunicação a fazer o recorte mais atual da escolaridade da população paraense com dados fora de censo.

De acordo com o IBGE, o Brasil soma 14,16 milhões de habitantes sem instrução, o menor contingente da história, e sua taxa de analfabetismo é de 7,2% da população. O Pará também tem o volume mais baixo de analfabetos e a taxa é de 8,3% da população. Sete anos atrás, o estado tinha 773 mil analfabetos (ou sem instrução), número que diminuiu mediante ações implementadas por diversos governos e entidades que facilitaram a aproximação da população da certificação formal escolar. Não é raro, por exemplo, encontrar ainda hoje quem saiba ler e escrever, mas não tenha certificado que comprove o nível de instrução equivalente.

Os estados de Alagoas e Maranhão são os que possuem mais analfabetos no Brasil, com taxas de 13,6% e 13,2%, respectivamente. Rio Grande do Sul e Distrito Federal, por seu turno, compartilham da taxa de 4,4%, a menor do país. Na Região Norte, Acre, com 11,4%, e Tocantins, com 10,6%, possuem as maiores proporções de analfabetos. Em números absolutos, São Paulo tem 1,97 milhão de analfabetos, seguido pela Bahia, com 1,71 milhão. Já Roraima, com 45 mil, e Amapá, com 72 mil, têm os menores volumes.

Capitais

O recorte do IBGE chega até o nível de capitais. Belém, metrópole paraense, tem atualmente 70 mil pessoas sem instrução, o equivalente a 5% da população. É como se uma população quase do tamanho da cidade de Redenção vivesse na capital do Pará sem escolaridade. O menor volume absoluto de Belém foi registrado em 2014, quando atingiu 64 mil.

Na Região Norte, a capital do Pará só é superada por Manaus (AM), onde há 106 mil iletrados. São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) são as capitais com mais analfabetos em números absolutos, 438 mil e 247 mil, respectivamente, enquanto Vitória (ES) e Florianópolis (SC) são as com menos, 15 mil cada. Ao todo, 16 capitais possuem taxas de analfabetismo inferiores à de Belém, sendo que as sulistas Porto Alegre (RS) e Florianópolis têm a melhor escolarização do país, com 2,8% e 3,2% de analfabetos, respectivamente. No outro extremo, as nortistas Macapá (AP) e Rio Branco (AC) têm 8,2% e 8,1%, as maiores taxas do país.

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