Pará tem 6 das 10 cidades mais atrasadas em saneamento básico do país

Barcarena e Marabá são as piores do Brasil entre lugares do grupo da universalização inicial, enquanto Parauapebas e Paragominas são lanterninhas no empenho para a universalização
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Um levantamento divulgado nesta terça-feira (15) pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) reforçou, pela enésima vez, que as cidades paraenses são as piores do Brasil para viver quando o assunto é saneamento básico. O “Ranking Abes da Universalização do Saneamento”, elaborado a partir de dados informados em 2019 pelas próprias prefeituras ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), mostra que o Pará tem 6 das 10 cidades com mais de 100 mil habitantes mais atrasadas no assunto.

Numa escala de pontuação que vai de 0 a 500, dentro da qual são considerados quesitos como abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta e destinação adequada de resíduos sólidos, as quatro mais populosas cidades paraenses — Belém, Ananindeua, Santarém e Marabá — aparecem na categoria “Primeiros passos para a Universalização” com nota extremamente baixa.

A cidade de Barcarena é a lanterninha de todas, com preocupante nota 93,29. A nota conjunta de Barcarena foi tão baixa que sequer seria suficiente para acompanhar um único indicador das cidades paulistas de Piracicaba, Hortolândia, São Caetano do Sul e Birigui, todas as quais tiraram nota máxima (100 pontos) em cada um dos quesitos avaliados e cravaram 500 pontos no total.

Além de Barcarena, as cidades de Marabá (2ª pior do Brasil, com nota 128,29), Ananindeua (4ª pior, com nota 142,8), Marituba (6ª pior, nota 166,31), Santarém (8ª pior, nota 185,59) e Belém (10ª pior, nota 186,8) também passaram vexame, de novo, já que são as “protagonistas” de sempre das edições anteriores do ranking da Abes.

Nem os ricos escapam

Quem também passa vergonha como a 4ª pior cidade do país em saneamento na categoria “Empenho para Universalização” é a endinheirada Parauapebas, que piorou bruscamente em relação ao relatório anterior. Sua nota, de 213,63 pontos, só não é pior nesse eixo que a de Paragominas, que fez 207,29 pontos e é a 2ª menor da categoria. Parauapebas passa, atualmente, por obras agressivas de saneamento básico a fim de universalizar o serviço até o final da década atual. No grupo de que Parauapebas faz parte, a melhor — ou menos pior — cidade dentro da categoria é 349,64 pontos.

CONFIRA A ÍNTEGRA DO RANKING DA ABES!