Marabá: Donos de bares, artistas e garçons protestam

O protesto foi para pedir que as casas de show e bares continuem funcionando, mesmo na pandemia, da mesma forma que os restaurantes
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print
Os manifestantes fizeram um protesto bastante descontraído, mas se mantêm na luta

Continua depois da publicidade

Proprietários de bares, casas noturnas, além de garçons e músicos se reuniram hoje na VP-28, na altura da Folha 27 (centro da Nova Marabá). O objetivo da reunião, em plena via pública, foi chamar atenção das autoridades para que encontrem uma saída de não penalizar a categoria, que teve suas atividades limitadas em razão dos últimos decretos (estadual e municipal).

O protesto foi diferente: os empresários, trabalhadores e artistas montaram uma espécie de bar a céu aberto, onde – entre uma manifestação e outra – se serviram de refrigerante, água de coco e cerveja.

De acordo com Jader Santos, presidente da associação que representa a categoria, denuncia que várias outras atividades que geram aglomeração continuam funcionando, mas apenas a classe deles está proibida de trabalhar. Segundo ele, trabalhadores e patrões que atua no setor representam 30% dos empregos no comércio local.

De acordo com o último ajuste feito pelo governo do Estado, restaurantes poderão funcionar com lotação de 50% e nesses locais o consumo de bebidas alcoólicas só pode ser feito até as 22h, mas os estabelecimentos podem permanecer abertos até 24h. Por enquanto, bares e casas de shows, com música ao vivo, continuam impedidos de funcionar.

É justamente isso que revolta os donos de bares, pois eles entendem que poderiam funcionar nos mesmos moldes dos restaurantes, que inclusive funcionam em ambientes climatizadas, ou seja, fechados, o que possibilita uma maior circulação do vírus. Mas até agora não houve flexibilização.

Por fim, Jader Santos observa também que desde o início da pandemia os bares já não permitiam mais que as pessoas dançassem, evitando o contato físico.