Marabá deve ganhar novo curso de Medicina até 2024 e será federal

Informação consta de plano estratégico da Unifesspa. Se vingar, cidade será a 1ª do interior a ofertar 200 vagas dessa graduação: 120 por particular, 40 pela estadual e 40 então pela federal
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Com 18 mil estudantes universitários, quantidade suficiente para montar um acampamento juvenil do tamanho da cidade de Eldorado do Carajás, Marabá se firmou no interior do Pará como um dos principais polos universitários da Amazônia. E, no que depender da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), o papel estratégico acadêmico da cidade será ainda mais fortalecido nos próximos anos. E com mais um curso de Medicina.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que folheou as 352 páginas do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da prestigiada instituição a fim de conferir as novidades, no âmbito de nível superior, para a região. O PDI é uma espécie de bússola que norteia os prognósticos e as perspectivas da universidade até 2024.

Hoje, a Unifesspa tem sede e campi em Marabá, além de campus nos municípios de Xinguara, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Rondon do Pará e Canaã dos Carajás. Fundada em 2013, a instituição tem atualmente 42 cursos de graduação e pretende instalar outros oito nos próximos três anos. Pelo esboço institucional, Xinguara ganhará um curso, ainda a definir; São Félix, Rondon e Santana ganharão dois cada, também a definir; e Marabá ofertará 40 vagas de Medicina.

Se isso se concretizar, Marabá será a primeira cidade do interior do Pará a ofertar 200 vagas de Medicina, sendo 120 pela Faculdade de Ciências Médicas do Pará (Facimpa), 40 pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) e 40, então, pela Unifesspa. O Blog estima, com base no cálculo de impacto econômico dos cursos de Medicina, que as 200 vagas poderão fazer circular em Marabá cerca de R$ 100 milhões, apenas com despesas básicas dos estudantes com mensalidade e ou permanência dos estudantes durante a graduação.

Segundo a Unifesspa, a implantação do curso de Medicina está condicionada ao cumprimento da pactuação de expansão do ensino médio pelo Ministério da Educação (MEC).

Programas de pós-graduação

A Unifesspa também prevê diversificar o leque de oferta de cursos de pós-graduação, em nível de mestrado e doutorado, respeitando, de acordo com a universidade, “as diversidades locais dos diferentes campi, a iminente necessidade de formação de recursos humanos qualificados e de inovação tecnológica nas áreas prioritárias de desenvolvimento da Amazônia”. A ideia é ter 17 novos cursos, entre mestrados acadêmico e profissional e doutorados vinculados aos mestrados.

No rol das propostas de curso de mestrado e doutorado está o programa de pós-graduação em Educação, de modo a reforçar o compromisso com a formação continuada de professores da educação básica. “Tais propostas atendem a diferentes áreas de formação e a vários institutos, na sede e fora de sede, alguns dos quais ainda sem oferta de curso de pós-graduação”, informa a Unifesspa.

Canaã como polo universitário

Um dos grandes destaques da Unifesspa para o quadriênio 2020-2024 é a implantação de cursos de graduação em Canaã dos Carajás. Considerado “desafio suplementar” para a universidade, o campus de Canaã é, hoje, o que mais oferta cursos públicos na região de Carajás, depois de Marabá.

Atualmente, Canaã disponibiliza mais vagas em cursos públicos de graduação que Parauapebas, mesmo sendo cinco vezes menos populoso. Por exemplo, estão abertas neste momento as inscrições para os cursos de Jornalismo, Engenharia Florestal, Engenharia da Computação, Matemática e Física, alguns deles bastante demandados, como Jornalismo e Engenharia da Computação. Esses cursos se somarão aos que já estão sendo ofertados pela Unifesspa naquele município: Letras (habitação em Língua Inglesa), Artes Visuais, Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica.   A título de comparação, Parauapebas tem apenas seis cursos de graduação públicos regulares: Zootecnia, Agronomia, Engenharia Florestal, Engenharia de Produção e Administração pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); e Automação Industrial pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Os recém-ofertados pela Uepa — Engenharia de Software, Biologia e Matemática — sofrem para se fixar em Parauapebas. Com empurrão da Unifesspa, Canaã tornou-se protagonista de ensino superior na microrregião de Parauapebas nos últimos cinco anos, algo que o município-mãe não conseguiu fazer em 33 anos