Marabá: aumento de salário de vereadores em 25% gera bate-boca na Câmara

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cmmA sessão desta terça-feira, 6, na Câmara Municipal de Marabá, foi marcada por uma discussão acalorada entre alguns vereadores e uma plateia composta, a maioria, por educadores.

A pressão popular já era esperada. Um grupo de pessoas havia avisado pelas redes sociais que ocuparia o Plenário da Câmara, que não chegou a ficar lotado. As manifestações foram aumentando de tom desde o discurso do primeiro vereador a fazer uso da palavra na tribuna, até chegar a Guido Mutran, que acabou trocando farpas com Wendel Bezerra, presidente licenciado do Sintepp e candidato a vereador.

Foram mais de cinco minutos de entrevero entre eles. Nem a turma do “deixa disso” conseguiu acalmar os ânimos de ambos. Mutran destacou que caso o salário do prefeito não for corrigido pela Câmara, será pelo Tribunal de Contas dos Municípios. Os educadores, em vários momentos, vaiaram Guido em seus posicionamentos, mas mesmo assim ele não se calou.

O advogado Valdinar Monteiro, procurador jurídico da Casa, disse que não se trata de aumento salarial, mas sim fixação, conforme determina a Constituição Federal. O percentual é definido pela receita do município do ano anterior. “Quando alguém vier dizer que não tem receita para reajustar o salário dos professores, este é um argumento a favor de vocês”.

De outra parte, o vereador coronel Antônio Araújo disse ser contra o reajuste de salários de servidores. Ele disse que as pessoas tentam justificar seu posicionamento contrário em função do alto salário que ele recebe como coronel da reserva da Polícia Militar, não precisando dos vencimentos da Câmara.

Com mais lenha na fogueira, o vereador Pedro Correa posicionou-se favorável ao reajuste salarial e sustentou que este é o momento de tomar essa iniciativa, porque os salários dos vereadores não podem ser reajustados na próxima legislatura. “Não vamos usar esse momento político para demagogia. Quem for contra, que entende que não é devido, não vote nele. Mas estaremos aqui defendendo os interesses de todas as classes, e não é só da educação. Como servidores públicos, cumprimos nossa missão”.

Irismar Araújo foi a única favorável ao reajuste que não foi hostilizada pela plateia. “Se defendo melhorias para os servidores da educação durante quatro anos, por que não defenderia um reajuste que é constitucional. Estou na segunda legislatura e tenho defendido nenhum direito a menos. Toda vez que chega projeto de reajuste salarial de servidores, nós aprovamos. Os salários dos vereadores são retirados do repasse do município à Câmara. Não temos aumento e nem 13º salário. No final da legislatura ocorre um reajuste para aqueles que forem eleitos. Me sinto digna deste reajuste pelo trabalho que desenvolvo, mas não sei se serei eleita”, disse Irismar.

A Câmara também emitiu uma nota assinada por seu presidente reafirmando a legalidade da fixação do novo salário do vereador, aprovada em Plenário no dia 22 de agosto passado.

A sessão foi encerrada às 11h30 e o público saiu do Plenário vaiando os vereadores presentes.

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