Marabá

Marabá: partidos querem ir às urnas sem Maurino e Tião Miranda

Por Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá De olho nas eleições municipais de outubro próximo, cinco partidos selaram um que denominam de um “protocolo de intenções” para caminharem juntos em …

Por Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá

De olho nas eleições municipais de outubro próximo, cinco partidos selaram um que denominam de um “protocolo de intenções” para caminharem juntos em prol de um projeto político para administrar a Prefeitura de Marabá entre os anos de 2013 e 2016. Representantes do PMDB, PT, PPS, PDT e PV se juntaram para formar um bloco independente.

A vereadora Júlia Rosa (PDT), médico Jorge Bichara (PV), Luiz Carlos Pies (PT), Roberto Salame e Gilson Dias PPS) revelaram que as conversam entre seus partidos vêm ocorrendo há seis meses e só agora o protocolo de intenções foi formalizado. Eles informaram também que outros quatro partidos estão dialogando para chegarem a um acordo para formarem a referida aliança em prol do que denominam de “terceira via”.

Júlia Rosa justificou que os cinco partidos reconheceram que não será possível compor aliança com o ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda Filho (PTB), nem com o atual gestor do município, Maurino Magalhães.

Sobre o primeiro, eles alegam que não realizou uma gestão democrática e que o diálogo de gestão compartilhada fica inviável. Em relação ao segundo, Júlia ressalta que não teve pulso para comandar um município do tamanho de Marabá. “Entendemos que a cidade vive uma situação extremamente difícil do ponto de vista da governança e que não há qualquer

possibilidade de apoiar o grupo da atual administração. Mas também não podemos voltar a um passado, mas construir um momento novo para este município, com probidade administrativa e transparência”, destacou.

Por isso, como no grupo há quatro pré-candidatos a prefeito que foram até mesmo citados em pesquisa recente publicada por este jornal: João Salame (PPS), Ítalo Ipojucan (PDT), Luiz Carlos (PT) e Jorge Bichara (PV), ficou acertado que um candidato a prefeito e outro a vice deverão sair dessa aliança. “A decisão de expor publicamente para a população de Marabá a formação dessa aliança ocorreu na noite da última terça-feira, em uma reunião entre os dirigentes dessas agremiações”, revelou Júlia Rosa.

Ainda não há nome para composição de cabeça de chapa, e os partidos vão adiar essa decisão até que outras agremiações possam compor com eles e ajudar na definição dessa etapa.

Júlia ressaltou ainda que os cinco partidos entenderam que a próxima gestão do município deverá administrar a cidade como um todo, e não apenas que seja reconhecida em função de obras, mas por ações em todas as áreas, melhorando a saúde, infraestrutura e educação, por exemplo.

Luiz Carlos disse que essa composição partidária e a própria administração do município, caso consigam a eleição, será marcada pelo debate político. “Começamos uma discussão sobre o futuro da cidade como Capital de Carajás, e não apenas uma proposta de campanha”, amplificou o petista.

Segundo Jorge Bichara, apenas na segunda quinzena de maio deverão ser definidos os nomes de candidatos aos respectivos cargos. “O melhor caminho para nós será escolhido no momento certo. Claro que neste momento o nome de João

Salame é forte, mas não podemos esquecer o trabalho de outros representantes que estão em ascensão”, observou, ressaltando que seu partido (PV) está muito a vontade na esfera estadual, sem atrelamento a nenhuma esfera de governo e quer ajudar a construir para Marabá um projeto de futuro baseado na sustentabilidade.

Roberto Salame, do PPS, disse que o partido vai apresentar, dentro do grupo, o nome de João Salame como pré-candidato a prefeito, mas respeitando a decisão da maioria. “Apenas através de uma terceira via nós vamos poder melhorar a situação de Marabá. Precisamos ter um candidato que mostre compromisso com a causa do Estado do Carajás, nossa grande bandeira e que será o principal pano de fundo desta campanha”, destacou.

Como presidente do PPS, Gilson Dias entende que chegou o momento de mudar o rumo da cidade para melhor, e não piorar ainda mais. “Essa ampla aliança é o reflexo de que há um grupo preocupado com o melhor para esta cidade, que cresce em velocidade assustadora e precisa de uma administração séria. Esse grupo tem bons nomes e vamos consolidar um para conduzir as discussões rumo às eleições deste ano”.

Um comentário em “Marabá: partidos querem ir às urnas sem Maurino e Tião Miranda

  1. Walmor Costa Responder

    Caro Zé, as informações da vereadora Júlia Rosa nao batem com os fatos. O PT, há 15 dias, lançou Luís Carlos Pies como candidato. Ítalo Ipojucan do PMDB me falou que esta esperando manifestação do partido em Belém. Em conversa que tive com Jorge Bichara do PV, ele disse que a única alternativa do partido fazer aliança é se ele for o candidato.

Deixe seu comentário