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Líder do MST pega carona em carro oficial

No Fórum Social Carajás, realizado em Parauapebas e promovido pelo MST e pela Via Campesina, o chefe local do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), …

No Fórum Social Carajás, realizado em Parauapebas e promovido pelo MST e pela Via Campesina, o chefe local do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Frederico Drummond, subiu ao palanque, integrou a mesa do evento e fez um discurso bastante radical. Ele disse que a privatização da Vale foi uma “derrota para quem acredita na soberania nacional” e que os movimentos sociais devem usar a área da Floresta Nacional de Carajás, área de preservação que ele dirige e na qual se encontra a mina da Vale,como base para “mecanismos de controle do processo de mineração”.

A empresa utiliza apenas 3% de uma área de preservação de 1,2 milhão de hectares. Drummond surpreendeu os jornalistas que visitaram a mina da Vale na tarde de ontem ao aparecer com o dirigente nacional do MST, João Pedro Stédile, que não esteve presente na abertura do Fórum Social Carajás, em Parauapebas, nem tampouco na coletiva de imprensa. Stédile foi levado no carro oficial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ligado ao Ibama, uma caminhonete Toyota branca de placas JVI 8046.

Processado em vários locais, principalmente no Rio Grande do Sul, João Pedro Stédile é reconhecido como o principal dirigente do MST, embora o movimento tente não responsabilizar pessoas por seus atos justamente para escapar de processos. A Vale conseguiu demonstrar à Justiça do Rio de Janeiro, num processo que ainda está em curso, que Stédile é o principal dirigente nacional dos sem-terras e que suas ações, insuflando a população, levaram à invasão de propriedades da empresa no Pará, Maranhão e Minas Gerais ao longo do ano passado.

O dirigente do MST também foi responsabilizado pela Justiça no caso da invasão de uma fazenda da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul, em março de 2006. Mulheres da Via Campesina, considerado o braço internacional do MST, destruíram laboratórios da empresa e um milhão de mudas de eucalipto. Stédile foi denunciado pelo Ministério Público de Barra do Barreiro (RS) por suposta participação nessa ação. A Via Campesina também participa do Fórum Social de Carajás.

Diário do Pará

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