Inflação do Pará foi a 2ª menor do Brasil em junho; confira sobe e desce nas prateleiras

Mesmo assim, em 12 meses, subida média dos preços está em 8,71%. Para trabalhadores que sobrevivem com um salário mínimo, é o equivalente a deixar de comprar 3 kg de carne no mês.

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho do Pará, tendo como referência a medição de preços da Grande Belém, aumentou 0,24%, menos da metade do crescimento nacional, de 0,53%, no período. Com esse desempenho, a inflação oficial do estado mais rico da Região Norte registrou o segundo menor crescimento entre as Unidades da Federação, empate com o Rio de Janeiro e acima da inflação do Distrito Federal (0,17%).

As informações foram levantadas nesta sexta-feira (9) pelo Blog do Zé Dudu, que analisou os números que acabaram de ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 2021, o IPCA paraense está em 3,63% e, em 12 meses, a inflação acumula alta de 8,71%. De forma didática, é como se R$ 1 mil de 2020 tivesse perdido um valor suficiente para comprar dois quilos e meio de carne em 2021, em decorrência da inflação.

No primeiro semestre, os gastos que mais subiram foram com artigos de residência (7,63%) e transportes (7,4%). Eles superaram o dobro da inflação do período. Apesar disso, são as despesas com comida e bebida que seguem como vilãs do bolso do trabalhador paraense: cada um deles teve de desembolsar 27,65% do salário para custear as refeições. As despesas mensais com transportes (18,55%) já estão maiores que com aluguéis (15,36%).

O Blog do Zé Dudu apurou que, entre todos os itens pesquisados pelo IBGE, os que mais viram os preços disparar em junho foram:

1º artigos de maquiagem: 6,55%

2º fígado: 4,94%

3º açúcar cristal: 4,93%

4º leite longa vida: 4,61%

5º açúcar refinado: 4,58%

6º café moído: 4,41%

7º antialérgico: 3,77%

8º cerveja: 3,42%

9º peixe (dourada): 3,34%

10º hipocolesterolêmico: 3,3%

Cereais perdem valor

A notícia boa é que os produtos essenciais da cesta para uma alimentação saudável ficaram muito mais baratos em junho, com destaque para tubérculos, verduras e legumes, que puxaram a deflação ― há deflação quando os preços caem. A batata-inglesa, por exemplo, viu o preço despencar 15,38% em junho. Acompanhada da cebola, cujo preço caiu 13,7%, a batatinha bateu recorde de perda de valor nos mercados. Confira quais produtos apresentaram maior deflação no Pará:

1º batata-inglesa: -15,38%

2º cebola: -13,7%

3º cenoura: -9,87%

4º tomate: -9,35%

5º feijão carioca: -7,76%

6º feijão preto: -5,83%

7º passagem aérea: -5,68%

8º brócolis: -5,27%

9º laranja-pera: -4,58%

10º manteiga: -4,54%