Governadores de 16 estados devem disputar reeleição em 2022

Em 11 estados, novos governadores serão escolhidos pelos eleitores
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Novo modelo de urnas eletrônicas será usado na eleição de 2022

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Brasília – Já estamos em 2022 e, na primeira matéria do ano do Blog do Zé Dudu em Brasília, levantamento indica que pelo menos 16 governadores estão dispostos a disputar a reeleição e os eleitores de 11 estados brasieliros escolherão novos gestores no pleito de outubro. Em nove deles, o atual chefe do Executivo cumpre o segundo mandato e não poderá se candidatar ao mesmo cargo. No Rio Grande do Sul e São Paulo, os atuais governadores não tentarão a reeleição, enquanto que os governadores de outros 15 estados e do Distrito Federal devem disputar a reeleição em 2022.

Com eleições gerais marcadas para o domingo, dia 2 de outubro (1º turno), os eleitores de todo o Brasil também escolherão o novo presidente da República, além de um senador em cada estado e no Distrito Federal. No Pará, 17 deputados federais devem ser eleitos e 41 deputados estaduais comporão uma nova legislatura na Assembleia Legislativa.

Os palanques estaduais são importantes para a eleição do novo Presidente e conferem apoio ao novo governador.

Dos 32 partidos políticos que disputarão nesse ano, muitos estarão focados em eleger o maior número possível de deputados, e se possível, um senador. É que a distribuição dos cargos mais importantes na 57ª Legislatura que tomará posse em janeiro de 2023, após as eleições deste ano, são proporcionais ao número total de parlamentares eleitos. Em janeiro de 2023, haverá também a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A eleição de um senador – em 2018, foram eleitos dois em cada estado – ainda confere equilíbrio de forças na Casa Revisora no mandato de um novo Presidente da República.

Confira o cenário até agora projetado para a disputa em cada estado. Lembrando ao leitor que, de acordo com o Calendário Oficial das Eleições de 2022, já divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, 15 de maio é a data a partir da qual é facultada às pré-candidatas e aos pré-candidatos a arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo, ficando a liberação de recursos por parte das entidades arrecadadoras condicionada ao cumprimento por eles do registro de sua candidatura, da obtenção do CNPJ e da abertura de conta bancária (Lei no 9.504/1997, art. 22-A, § 3o e Res.-TSE no 23.607/2019, art. 22, § 4o).

Sudeste

Na região Sudeste, São Paulo é o único estado em que o atual governador não tentará a reeleição. Rodrigo Garcia (PSDB) é pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes e tem o apoio do atual chefe, João Doria (PSDB), que participará da disputa pelo Palácio do Planalto. Maior colégio eleitoral do país, os pré-candidatos devem dar atenção especial a São Paulo, fundamental para a eleição presidencial.

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) foi eleito em 2018 como vice, na chapa com Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo depois de um processo de impeachment, acusado de roubalheira na Saúde. Castro atuava como interino desde agosto de 2020, e tomou posse como governador em maio de 2021, após o afastamento definitivo do titular.

Sul

A situação é semelhante na Região Sul. Os governadores do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e de Santa Catarina, Carlos Moisés (sem partido), devem tentar a recondução ao cargo. No Rio Grande do Sul, o PSDB deverá lançar Ranolfo Vieira. O atual governador, Eduardo Leite, foi derrotado por Doria nas prévias da sigla para definição do candidato à Presidência.

Nordeste

Dos seis estados da Região Nordeste, em dois o atual gestor tentará a reeleição: Paraíba e Rio Grande do Norte, com João Azevedo (Cidadania) e Fátima Bezerra (PT), respectivamente. A petista é a única mulher a comandar um estado.

Ainda não há definição no Ceará sobre o nome a ser apoiado pelo governador Camilo Santana (PT). Com o fim do segundo mandato, ele poderá sair candidato ao Senado, com dois possíveis pré-candidatos para apoiar: Luizianne Lins (PT) e Roberto Claudio (PDT). Há uma aliança local entre as duas legendas. Os partidos têm pré-candidatos próprios ao Planalto: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Ciro Gomes (PDT).

Norte

O Amapá é o único estado do Norte em que o governador, Waldez Góes (PDT), está cumprindo o segundo mandato. Nos demais seis estados, o atual chefe do Executivo deve buscar a reeleição.

No Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa (sem partido) assumiu o posto depois do afastamento de Mauro Carlesse (PSL). Ele foi afastado do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeita de pagamento de propina e obstrução das investigações. A Justiça Eleitoral também o declarou inelegível – no começo de dezembro, a Assembleia Legislativa do Tocantins aceitou um pedido de abertura de processo de impeachment contra Carlesse. É o segundo governador afastado do cargo por corrupção após as eleições de 2018.

Centro-Oeste

Deverão tentar a reeleição no Centro-Oeste os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil). No Mato Grosso do Sul, o atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB) apoia seu secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, na disputa.

Por Val-André Mutran – de Brasília