Em Marabá, Helder “mima” Toni Cunha e deputado pode ser o candidato a prefeito do governo em 2020

Deputados Chamonzinho e Dirceu Caten também estavam no palanque, mas não receberam os afagos do governador
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

O governo do Estado fez o maior barulho em uma cerimônia de lançamento das obras de recuperação da PA-150, entre Morada Nova e Goianésia. O evento, realizado no fim de tarde e início de noite desta segunda-feira, 21, reuniu prefeitos da região, sete deputados estaduais: Dr. Daniel (presidente da Alepa), Chicão, Caveira, Dra. Heloísa Guimarães, Dirceu ten Caten, Chamonzinho, e o próprio Toni Cunha, além de lideranças regionais.

Apenas os três deputados com vínculo com Marabá (Toni, Chamonzinho e Dirceu) usaram a palavra, além do secretário Regional, João Chamon e o secretário de Transportes, Antônio de Pádua.

Mas o discurso que mais acendeu o alerta dos grupos políticos da cidade foi do próprio governador Helder Barbalho, que citou o nome de Toni Cunha pelo menos 17 vezes ao longo dos 22 minutos em que usou a palavra. Sempre “penso” para a esquerda, lado em que Toni estava sentado, o governador começou a pavimentar o caminho para fortalecer o nome do delegado licenciado da Polícia Federal na cidade nas eleições para prefeito em 2020.

A diferença de tratamento começou pelos cumprimentos. Citou Toni Cunha como “deputado aqui de Marabá”; deputado Dircen ten Caten, também com atuação aqui no município de Marabá; o deputado Chamonzinho, também aqui da região”. O delegado, então, surgiu na boca do gestor estadual como único de Marabá. Aliás, é preciso fazer uma justiça. Outro nome a quem Helder disse ser de Marabá foi o secretário de Transportes, Antônio de Pádua, “que representa Marabá no nosso governo”.

Depois vieram os atendimentos aos pedidos de Toni. Para isso, citou que Cunha havia lhe cobrado a iluminação do trecho da rodovia BR-222 entre Morada Nova e São Félix e que ele vai mandar fazer estudo para avaliar o valor. Depois, Helder, mais sensível ainda aos pedidos do delegado-deputado, disse que vai implantar uma delegacia para atender as demandas dos dois grandes núcleos (Morada Nova e São Félix).

Toni havia articulado um grupo de moradores de Morada Nova para “torcer” por ele na arquibancada do evento. E este mesmo grupo, curiosamente, era quem questionava Helder, em tom de voz alto, pela ausência do prefeito Tião Miranda na cerimônia.

O secretário Pádua também parecia alinhado com o governador em citar, na ocasião, o nome de Toni. Disse que ele havia ido várias vezes em seu gabinete cobrando as obras de restauração da PA-150.

Com a certeza de que não estará tão próximo de Tião Miranda nas eleições do ano que vem, Helder Barbalho parece não ver outra saída a não ser apoiar um candidato pretensamente forte para enfrentar o atual prefeito de Marabá em 2020 e que possa apoiá-lo em sua tentativa de reeleição, em 2022.

As bajulações de Helder em direção a Toni vinham ocorrendo de forma mais discreta em outros eventos públicos. Mas, para alguns políticos de Marabá, esta foi a primeira vez que o governador exaltou tanto o deputado. A tendência é que daqui para frente a coisa comece a ficar mais escancarada.

Publicidade

Relacionados