Em Marabá, Helder “mima” Toni Cunha e deputado pode ser o candidato a prefeito do governo em 2020

Deputados Chamonzinho e Dirceu Caten também estavam no palanque, mas não receberam os afagos do governador
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O governo do Estado fez o maior barulho em uma cerimônia de lançamento das obras de recuperação da PA-150, entre Morada Nova e Goianésia. O evento, realizado no fim de tarde e início de noite desta segunda-feira, 21, reuniu prefeitos da região, sete deputados estaduais: Dr. Daniel (presidente da Alepa), Chicão, Caveira, Dra. Heloísa Guimarães, Dirceu ten Caten, Chamonzinho, e o próprio Toni Cunha, além de lideranças regionais.

Apenas os três deputados com vínculo com Marabá (Toni, Chamonzinho e Dirceu) usaram a palavra, além do secretário Regional, João Chamon e o secretário de Transportes, Antônio de Pádua.

Mas o discurso que mais acendeu o alerta dos grupos políticos da cidade foi do próprio governador Helder Barbalho, que citou o nome de Toni Cunha pelo menos 17 vezes ao longo dos 22 minutos em que usou a palavra. Sempre “penso” para a esquerda, lado em que Toni estava sentado, o governador começou a pavimentar o caminho para fortalecer o nome do delegado licenciado da Polícia Federal na cidade nas eleições para prefeito em 2020.

A diferença de tratamento começou pelos cumprimentos. Citou Toni Cunha como “deputado aqui de Marabá”; deputado Dircen ten Caten, também com atuação aqui no município de Marabá; o deputado Chamonzinho, também aqui da região”. O delegado, então, surgiu na boca do gestor estadual como único de Marabá. Aliás, é preciso fazer uma justiça. Outro nome a quem Helder disse ser de Marabá foi o secretário de Transportes, Antônio de Pádua, “que representa Marabá no nosso governo”.

Depois vieram os atendimentos aos pedidos de Toni. Para isso, citou que Cunha havia lhe cobrado a iluminação do trecho da rodovia BR-222 entre Morada Nova e São Félix e que ele vai mandar fazer estudo para avaliar o valor. Depois, Helder, mais sensível ainda aos pedidos do delegado-deputado, disse que vai implantar uma delegacia para atender as demandas dos dois grandes núcleos (Morada Nova e São Félix).

Toni havia articulado um grupo de moradores de Morada Nova para “torcer” por ele na arquibancada do evento. E este mesmo grupo, curiosamente, era quem questionava Helder, em tom de voz alto, pela ausência do prefeito Tião Miranda na cerimônia.

O secretário Pádua também parecia alinhado com o governador em citar, na ocasião, o nome de Toni. Disse que ele havia ido várias vezes em seu gabinete cobrando as obras de restauração da PA-150.

Com a certeza de que não estará tão próximo de Tião Miranda nas eleições do ano que vem, Helder Barbalho parece não ver outra saída a não ser apoiar um candidato pretensamente forte para enfrentar o atual prefeito de Marabá em 2020 e que possa apoiá-lo em sua tentativa de reeleição, em 2022.

As bajulações de Helder em direção a Toni vinham ocorrendo de forma mais discreta em outros eventos públicos. Mas, para alguns políticos de Marabá, esta foi a primeira vez que o governador exaltou tanto o deputado. A tendência é que daqui para frente a coisa comece a ficar mais escancarada.

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