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Eleições 2018

Como votaram os eleitores dos municípios mais ricos do Pará?

As 24 prefeituras mais bem abastecidas financeiramente em 2018, que governam para 4,83 milhões de cidadãos, entre os quais 3,13 milhões de eleitores, escolheram Helder Barbalho (MDB) em 18 delas. Márcio Miranda (DEM) levou em seis.

As 24 prefeituras mais bem abastecidas financeiramente em 2018, que governam para 4,83 milhões de cidadãos, entre os quais 3,13 milhões de eleitores, escolheram Helder Barbalho (MDB) em 18 delas. Márcio Miranda (DEM) levou em seis. Juntos, esses governos já arrecadaram R$ 9,74 bilhões nos últimos 12 meses, de acordo com informações compiladas pelo Blog do Zé Dudu junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e diretamente do portal de transparência das prefeituras.

Barbalho foi o preferido de 56,6% do eleitorado do conjunto de municípios, considerando-se o universo de 2,18 milhões de votos válidos — ele teve 1,23 milhão de adesões nas urnas. Seu adversário, Miranda, tirou aproximadamente 945 mil votos.

Observando-se a divisão por partidos, na prefeitura mais rica comandada pelo MDB, partido de Helder, ele perdeu com uma diferença de pouco mais de 5.500 votos. Parauapebas, que tem a segunda prefeitura mais rica do Pará, com receita líquida de R$ 1,04 bilhão nos últimos 12 meses, votou em sua maioria com Márcio Miranda.

Marabá, que tem a terceira prefeitura mais rica do Pará, com receita líquida de quase R$ 770 milhões nos últimos 12 meses, também embarcou com Miranda. Comandada por prefeito do PTB, que até declarou apoio a Helder, Marabá deu quase 9 mil votos de diferença em favor do candidato do DEM.

Além de levar a melhor em Parauapebas e Marabá, Márcio Miranda também triunfou em Castanhal, São Félix do Xingu, Bragança e em Tailândia. Helder Barbalho, por seu turno, ganhou apertado em Tucuruí, Juruti, Canaã dos Carajás, Novo Repartimento, estas duas últimas comandadas por prefeitos do próprio MDB.

Fonte: IBGE (2018), TCM (2018), TSE (2018).

Pará

Governador eleito terá de reinventar a roda para fazer o Pará andar para frente

Pobreza, desemprego, violência, escassez na oferta de serviços sociais básicos e, por outro lado, um orçamento bilionário. Desafio do novo governador será unir o estado em torno de seu projeto administrativo.

Às 18h25, enquanto muitos não tiravam o olho do placar da marcha da apuração, Helder Barbalho (MDB) já estava matematicamente eleito, considerando-se os votos válidos a computar e mantida a tendência de não comparecimento às urnas até aquele horário. Sua eleição põe fim a uma sequência de gestão do PSDB, que só foi intercalada entre 2007 e 2010, pelo PT, com Ana Julia Carepa.

Helder chega ao poder tendo seu pai, Jader Barbalho, senador; sua mãe, Elcione Barbalho, deputada federal; e seu primo, José Priante, também deputado federal. Terá, assim, apoio fora do Pará, precisamente em Brasília, tanto na Câmara quanto no Senado. Belenense e com vasto currículo na política, Helder estará em casa e, literalmente, em família.

Todavia, seus desafios serão igualmente domésticos. O futuro governador, que só começará a dar canetadas a partir de 1º de janeiro de 2019, terá R$25,5 bilhões em receitas para gerir e uma miríade de problemas sociais para transpor. O Pará, que praticamente vive a “década perdida”, sendo escandalizado em áreas essenciais como educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, atração de negócios e distribuição de renda, precisará de forças ultra enérgicas para sair da situação de calamidade social que o atual governador, Simão Jatene, está deixando de lembrança após dois mandatos consecutivos e, naturalmente, um desgaste administrativo, inclusive na capital, de onde ele pouco saiu.

O Pará é, hoje, um dos estados que mais produzem riquezas na nação e seu governo é um dos que mais arrecadam. A economia paraense está majoritariamente pautada em relações injustas e mal compreendidas da venda de minério de ferro, que sai das entranhas de Carajás e é precificado na China por meio de negociatas de uma mineradora multinacional sediada no Brasil, mas que dá as cartas a partir do Rio de Janeiro.

A autonomia econômica do estado é pequena e sensível e a relação com empresas que se fazem impor, sobretudo as de mineração, carece de muita atenção.

Miséria social

O Pará é, hoje, um dos três piores estados em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). É, também, um dos três piores na qualidade de ensino médio público, segundo o Ministério da Educação (MEC). É, ainda, um dos cinco que apresentam a mais baixa renda domiciliar média e um dos dez com menor expectativa de vida média, conforme aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não obstante, é um dos dez mais violentos da nação, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). E é, para variar, um dos dez com maior população em situação de pobreza, considerados os números do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Quem há de investir num estado que concentra, hoje, 427 mil pessoas desocupadas e com elevada taxa de informalidade? São 782 mil trabalhadores informais no Pará, além de outras 283 mil pessoas em idade de trabalhar que, de tanto procurarem emprego sem sucesso, desistiram.

Como fazer para não escorraçar investidores — que não mirem apenas recursos minerais — diante da montanha de 4,47 milhões de pessoas que sobrevivem com até meio salário mínimo em terras de onde saem muitos bilhões de dólares em produtos primários? Essa é uma mera parte dos problemas que Helder Barbalho terá de administrar para honrar os cerca de 2,1 milhões de votos que recebeu neste domingo (28).

Recado das urnas

O apurar das urnas dos municípios da mesorregião que mais produz riquezas no Pará, o Sudeste Paraense, mandou um recado claro a Helder Barbalho: vai ter de olhar com carinho para a região. O governador eleito não conseguiu bater seu adversário, Márcio Miranda, em Marabá e Parauapebas, os dois mais importantes colégios eleitorais de uma região que outrora quisera emancipar-se. Marabá e Parauapebas, aliás, dão as cartas na região de Carajás, tanto política quanto economicamente.

Mesmo com apoios declarados de prefeitos da região, e com a ausência física quase completa de seu adversário no solo desses municípios, Helder retrocedeu, inclusive em relação à eleição de 2014, quando não ganhou, mas obteve mais votos que seu então adversário Simão Jatene. Marabá e Parauapebas são municípios em que os ânimos políticos pegam fogo e levam a sério o tema eleição.

Helder terá a difícil missão de unir, de Tapajós a Carajás, um Pará separado em relação à capital por diferenças políticas, históricas, demográficas, de povoamento e até sociolinguísticas, para muito além das distâncias geográficas. No fundo, porém, é um Pará absurdamente igual num quesito: problemas sociais, abandono e miséria.

A própria capital, centro secular de decisões e poderes, amarga os reflexos ruins de um Pará que, até aqui, não deu certo, socialmente falando. Helder, por isso, terá de tolerar a vaidade da metrópole e, ainda assim, buscar regionalizar e descentralizar sua gestão, fincando presença nos lugares mais distantes — e não apenas com discurso, mas com presença física de fato, investimentos e respostas rápidas.

Abacaxi administrativo

O Pará, em 2020, já sob comando do governador eleito será alvo do Censo Demográfico, do IBGE, do qual serão extraídos indicadores que, pelo que se tem visto até aqui, são ruins em várias áreas. Sob o colo de Helder Barbalho, que terá apenas dois anos para reinventar a roda e a pólvora combusta do desenvolvimento, vão recair estatísticas perigosas, por serem negativas, e todos os paraenses podem, pela enésima vez, tornar-se motivo de chacota e opróbrio, para o Brasil e para o mundo.

O mais rico estado amazônico tornou-se uma bomba prestes a explodir, e a pessoa que vai receber o pacote fechado acaba de ser escolhida pela maioria do eleitorado paraense. É preciso, a partir de agora, desarmar palanques e lutar, todos, indistintamente, em prol do desenvolvimento do Pará, que, até aqui, só tem crescido, mas sem oferecer progresso social a seu povo. O Pará, com sua austeridade fiscal e respeito a limites prudenciais, avolumou seus dilemas sociais, semeando um abacaxi administrativo.

A partir de 1º de janeiro, quando o estado alcançar 8,6 milhões de habitantes e Helder já estiver confortavelmente sentado sobre a cadeira de governador, a população — mesmo a que não votou nele — vai aguardar um gestor onipresente, não de vez em quando ou quase nunca, como seus antecessores. Isso porque, na condições de um dos piores estados para se viver e, contraditoriamente, um dos maiores geradores do saldo comercial para o país, o Pará agoniza e, por tudo isso, tem pressa. Resta saber se o governador eleito atenderá o estado em suas urgências e se será capaz de mudar a cara de um Pará castigado nas estatísticas e na vida cotidiana. A confiança popular para a empreitada Helder acabou de obter.

O Brasil clamou por mudança e elegeu Bolsonaro para presidente. O Pará clamou por mudança e elegeu Helder Barbalho governador. Que ambos tenham a perspicácia de fazer diferente, sendo presentes e aplicando as mudanças que a população tanto pediu. Boa sorte a ambos!

Eleições 2018

Parauapebas e Marabá deram vitória a Márcio e deixam recado a Helder, o governador eleito do Pará

Novo governador eleito terá de dobrar a atenção para tentar conquistar os dois maiores municípios da região de Carajás

Os dois maiores municípios da região de Carajás – Parauapebas e Marabá – deram vitória nas urnas para Márcio Miranda ao governo do Estado e Jair Bolsonaro para presidente da República. A vitória de Miranda sobre Barbalho é um recado firme da região de Carajás, de que vai esperar o filho de Jader Barbalho assumir para cobrar investimentos na região.

Em Parauapebas, Márcio Miranda alcançou 52,83% dos votos válidos, enquanto Helder ficou com 47,17%. Os votos nulos chegaram a 11,30% e brancos 3,06. Já o índice de abstenções chega à marca de 26,45%.

Em Marabá, Márcio Miranda obteve 54,26% dos votos válidos, enquanto Helder 45,74%. Um total de 12.513 eleitores anularam seus votos (10,42%), enquanto brancos somaram 2.778 (2,31%).

Para presidente, Jair Bolsonaro venceu com 55,91% dos votos, contra 44,09% de Fernando Haddad. Em Parauapebas, o novo presidente da República alcançou a expressiva votação de 61,54%, deixando o petista com 38,46%.

Helder Zahluth Barbalho, de 39 anos, falou sobre a mudança que pretende fazer como governador. “Queremos virar essa página e fazer um governo presente, com disposição, vontade e coragem de liderar as transformações que nosso Pará tanto precisa”, disse.

Uma das principais reclamações da população paraense é sobre a insegurança que assombra o Estado. “Temos, acima de tudo, que fortalecer as polícias civil, militar e municipal, ampliando seus efetivos, pagando salários condizentes e dando condições para que garantam a segurança do cidadão. Como a situação aqui fugiu do controle, um dos meus primeiros atos será solicitar, ao novo presidente da República, a presença da Força Nacional de Segurança no Pará para cooperar com as nossas polícias”, destacou.

Quem é Helder Barbalho?

Helder Zahluth Barbalho nasceu em Belém do Pará, em 18 de maio de 1979. Ele é graduado em Administração no ano de 2002, pela Universidade da Amazônia (Unama), em Belém, e pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, com o título de MBA Executivo em Gestão Pública. No ano 2000, foi o vereador mais votado de Ananindeua com 4.296 votos. Dois anos depois, se elegeu deputado estadual, também o mais votado, com 68.474 votos.

Eleições 2018

Como Miranda e Barbalho pretendem ‘matar’ a charada de problemas crônicos do Pará?

O Blog do Zé Dudu esmiuçou e comparou o programa de governo de cada um dos candidatos a governador do estado nas polêmicas áreas de educação, saúde, segurança, saneamento básico e emprego e renda

Há mais semelhanças entre os programas de governo dos candidatos Helder Barbalho (MDB) e Márcio Miranda (DEM) do que sonha a vã filosofia da indiferença. Entre o fogo cruzado de acusações, troca de farpas, “fake news” e ilações com “personas non gratas” às companhas eleitorais, eles — os candidatos e seus programas — focam em tudo aquilo em que o Pará vai mal: educação, saúde, saneamento básico, segurança, emprego e renda.

Cada plano, a seu modo, imprime um projeto político pessoal que, com o passar dos dias sobre a mesa do Gabinete do maior Poder Executivo do estado, talvez nem dê certo e torne-se obsoleto. Quatro anos são muito pouco para consertar décadas de atraso social de um estado rico por natureza, mas que desde a origem da divulgação de indicadores de qualidade de vida no país amarga índices precários e vexatórios de desenvolvimento humano.

Com base em contrassensos, semelhanças e diferenças dos planos, o Blog do Zé Dudu decidiu analisar o que traz cada documento que norteia as tomadas de decisão político-administrativas dos candidatos Helder Barbalho e Márcio Miranda, um dos quais será declarado governador do Pará no próximo domingo (28). São considerados para efeito de comparação as áreas de educação, saúde, saneamento básico, segurança e emprego e renda.

O programa de governo de Helder Barbalho tem 40 páginas e se intitula “Helder Presente, Cuidando da Gente”. Já o programa de Márcio Miranda é mais sintético, tem 28 páginas e se identifica como “O Pará em Boas Mãos”.

EDUCAÇÃO

O ensino médio público do Pará é o 2º pior do país, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O ensino superior ofertado pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) não consegue penetrar o território a contento porque falta estrutura administrativa à instituição. A taxa de analfabetismo no Pará não consegue acompanhar as Unidades da Federação mais desenvolvidas. A educação pede socorro e um olhar de compaixão.

A palavra educação é encantadora e até se repete 43 vezes no plano escrito de Barbalho, inserida na diretriz Sociedade de Direitos, de cuja mesma fazem parte também as políticas direcionadas à saúde, à segurança, à juventude e à cultura. O candidato apresenta diversas propostas estruturantes direcionadas à infraestrutura escolar, à qualidade de ensino e à escola de tempo integral. Para ele, a educação é o alicerce que impulsiona a atração de investimentos, a empregabilidade e os ganhos nas dinâmicas social e econômica, como visto em lugares desenvolvidos.

No programa de Miranda, o termo educação se faz notar 21 vezes e se desdobra em três eixos: Universalização, Qualidade e Gestão, com abordagens intrínsecas. O candidato relaciona, sem detalhar, propostas estruturantes em cada eixo, sendo que infraestrutura escolar, qualidade de ensino e escola de tempo integral são os valores marcantes. Para ele, a educação só vai melhorar quando for posto em prática o compromisso de estimular o melhor desempenho de escolas e de premiar jovens que se esforcem para concluir o ensino médio.

SAÚDE

A saúde é um dos argumentos da sobrevivência, e não é novidade que no Pará essa sobrevivência esteja ameaçada pela precariedade com que a saúde vem sendo tratada por décadas. Na projeção da população para até 2060, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do Pará, no médio prazo, vai tornar-se uma das menores entre os estados. Nas contas do IBGE, 50 mil pessoas morrem por ano no Pará e muitos desses óbitos poderiam ser facilmente evitados com investimentos em políticas eficazes em saúde pública. Faltam hospitais, leitos, profissionais de saúde. Enquanto isso, a taxa de mortalidade bruta é uma das mais altas da Região Norte.

Entre outros aspectos, para resolver os problemas de saúde pública, o programa de governo de Helder Barbalho promete construir policlínicas, fortalecer a atenção básica nos municípios por meio de parcerias com os entes federativos, aumentar o número de leitos mediante a construção de mais hospitais e equipamentos públicos e fortalecer a prevenção às chagas que se proliferem no estado, como as doenças crônicas, as epidemias e o câncer. O candidato almeja também potencializar o atendimento móvel, especialmente em áreas de difícil acesso, e o atendimento materno-infantil.

O programa de Márcio Miranda promete fortalecer as redes de saúde com revitalização e readequação de seus hospitais; incentivar a atuação dos municípios na atenção básica; ampliar a rede de saúde para primeira e segunda infâncias, com novos leitos e novas unidades de urgência e emergência; aumentar a capacidade dos serviços de hemodiálise, inclusive infantil. O candidato pretende ainda implantar unidades de ambulatório médico de especialidades e uma rede integrada de telemedicina, para agilizar diagnósticos a distância.

SEGURANÇA PÚBLICA

Não é segredo que o Pará seja um estado violento. Anualmente desfila em rankings, mapas e atlas de assassinatos produzidos pelas mais diversas entidades, sempre como um dos que ocupam o topo. No mais recente levantamento, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Pará é o 8º mais letal, com registro de 53,4 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2017. Ano passado, 4.465 pessoas perderam a vida de maneira violenta no estado, número superior às 4.207 mortes de 2016. As estatísticas só pioram.

Helder Barbalho consta em seu programa de governo que, se eleito, vai fortalecer o aparato policial paraense para atuar rigorosamente no combate à criminalidade, dentro dos princípios da legalidade. A proposta do candidato foca não só na segurança pública, mas também na defesa social, para garantia de dignidade e de direitos (à vida, à liberdade, ao patrimônio, de ir e vir, de escolha), condições que, segundo ele, estão ameaçadas pelo crime organizado no estado. Barbalho faz alusão à criação de “Territórios de Paz” para fundamentar um Pará mais habitável.

Márcio Miranda destaca em seu plano a ampliação da política de prevenção em áreas de maior incidência criminal e a realização de intervenções antes que o crime aconteça, com campanhas educativas e ações de cidadania com foco em adolescentes e jovens. O candidato pretende, ainda, ampliar investimentos na repressão a crimes, fortalecer as polícias com insumos básicos e reforçar a inteligência para garantir atuação precisa, diminuindo o tempo-resposta à impunidade. Miranda reporta o fortalecimento do Propaz, para dar mais sensação de segurança.

SANEAMENTO BÁSICO

O Pará é um dos piores estados do país em oferta de saneamento básico. Além disso, possui os piores municípios brasileiros no quesito (Belém, Santarém, Ananindeua e Barcarena), nos mais diversos recortes conjunturais que sejam feitos. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, o Pará tem feito o 3º menor investimento per capita em saneamento: R$ 46,94. Roraima chega a fazer dez vezes mais: R$ 458,21. O Pará está entre aqueles em que as pessoas mais vão parar no hospital por doenças relacionadas a saneamento ambiental inadequado.

O candidato do MDB enxerga como prioridade resolver o déficit histórico de saneamento básico do Pará, sendo necessário proporcionar de modo sustentável a ampliação do atendimento dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos, com vistas a garantir maior eficácia de saneamento à população, apoiando as prefeituras nessa empreitada. Ele vê como fundamental elaborar planos de dimensão estadual direcionados a saneamento básico e a resíduos sólidos e projeta reestruturar a Cosanpa para ser protagonista do saneamento básico no estado.

Por seu turno, o candidato do DEM condensa em seu plano o pensamento de que a resolução do grave problema de saneamento que afeta o Pará perpassa pela articulação de ações que mirem a precariedade habitacional, a inadequação fundiária, a ausência de água tratada, a ausência de ruas pavimentadas e arborizadas, bem como a equivocada disposição de lixo. Ele reconhece ser preciso avançar na coleta e tratamento de esgoto nos municípios atendidos pela Cosanpa e implantar soluções regionalizadas que viabilizem limpeza urbana, manejo e destinação de resíduos sólidos.

EMPREGO E RENDA

De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com referência ao trimestre encerrado em junho deste ano, o Pará tem 427 mil desempregados, sendo 163 mil na Grande Belém e 264 mil no interior do estado. A taxa de desocupação paraense está em 11,2%, mas dispara quando consideradas as pessoas que até estão ocupadas, mas sem emprego formal, o que gera uma taxa de desemprego para além das estatísticas oficiais.

Para fazer frente a isso, o programa de governo de Helder Barbalho aposta na criação de vetores de estímulo ao mercado local e na valorização de vocações produtivas de cada município. Para ele, é preciso estimular o empreendedor, a partir de programas de capacitação e de incentivo; reduzir a burocracia e a ineficiência, estimulando investimentos privados; investir na educação de jovens, com iniciativas de qualificação e de primeiro emprego; potencializar a modernização tecnológica e a economia criativa.

Já o programa de governo Márcio Miranda prevê implementar políticas de incentivo às empresas que mantiverem contratos de trabalho por períodos superiores à média do seu setor e criar programas específicos de formação e qualificação profissional, direcionados às distintas faixas etárias. Para ele, é importante apoiar o associativismo e o cooperativismo, para geração de renda e oportunidades, bem como apoiar projetos locais de geração de renda, em articulação com os municípios.

Eleições 2018

Helder Barbalho (MDB) e Marcio Miranda (DEM) disputarão 2º turno no Pará

Doxa acerta, de novo!

Com 99% dos votos apurados, Helder Barbalho e Marcio Miranda farão o segundo turno para o governo do Pará em 28 de outubro, conforme acertou o Instituto Doxa em recente pesquisa divulgada pelo Blog. Diga-se de passagem, o Doxa foi o único a persistir desde, as primeiras pesquisas registradas, que haveria segundo turno no Pará entre o emedebista e o democrata.

Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PSC) farão companhia a Paulo Rocha representando o Pará no Senado.

 

Eleições 2018

Helder Barbalho votou de manhã em Ananindeua e aguardará resultado com familiares

Acompanhado da família, Helder votou na Escola Estadual Dom Alberto Galdêncio Ramos, no bairro do Paar em Ananindeua

O candidato ao governo do estado Helder Barbalho do MDB, votou pela manhã na Escola Estadual Dom Alberto Galdêncio Ramos, no bairro do Paar em Ananindeua. Acompanhado da família e de correligionários e amigos, Helder cumprimentou os eleitores, ficou na fila e sem demora votou na cabine.

Somente após votar Helder falou a imprensa sobre a caminhada que fez até o dia da eleição e da emoção de receber o carinho do podo do Pará.

“Estamos contribuindo a confiança do povo do Pará. Meu coração está cheio de felicidade e gratidão com a certeza de que Deus irá iluminar o povo do Pará para fazer a melhor escolha. O sentimento aqui é de muita felicidade e eu espero poder retribuir essa confiança com muito trabalho”, afirmou emocionado.

O candidato vai ficar reunido em família até o resultado final da apuração.

Eleições 2018 - Pará

TRE-PA manda “Boca do Jambu” retirar postagens contra Helder Barbalho no Facebook

Com bonecos e rostos de Helder, Jader e Elcione, publicação afeta a honra e a imagem do candidato a governador do Estado, avalia magistrado

O juiz Edmar Silva Pereira, do TRE-PA, acatou, no final da tarde desta segunda-feira, 3, parcialmente a tutela de urgência por propaganda eleitoral negativa irregular, proposta pela Coligação Majoritária “O Pará daqui pra Frente”, contra a página “Boca de Jambu” e Facebook Serviços Online do Brasil.

A denúncia diz que a referida página tem se utilizado da rede social Facebook para disseminar postagens de conteúdo ofensivo ao candidato e ao cargo de Governador do Estado do Pará, Helder Barbalho.

Alega que a página denunciada opera em anonimato, o que é vedado pela legislação eleitoral e requer, a título de tutela de urgência, a imediata suspensão da referida página, com a seguinte URL: https://www.facebook.com/Boca-de-Jambú-2032378147086282, sob pena de aplicação de multa por descumprimento em relação ao Facebook.

Requereu, ainda liminarmente, que o Facebook faça a identificação do usuário responsável pela página, através do fornecimento de todos os seus dados cadastrais.

Em sua decisão, o juiz Edmar Silva Pereira avalia que com o advento da modernidade e a ampliação das ferramentas para o exercício da liberdade de expressão, não apenas pelos órgãos de imprensa, mas por toda a sociedade, tornou-se cada vez mais complexa a tarefa da Justiça Eleitoral de reprimir os excessos cometidos no direito à livre manifestação do pensamento, seja no exercício do poder de polícia, seja na execução da função judicante, máxime pela proliferação de redes sociais e outros meios de comunicação congêneres, de natureza eminentemente virtual, cuja política de relacionamento e termos de uso nem sempre logram êxito em se antecipar às diversas situações que podem surgir a partir das novas formas de interação trazidas pela vida moderna.

“Nesse viés, não raras vezes, ocorrem situações em que a liberdade de expressão necessita sofrer limitações que garantam a preservação de direitos de terceiros, pois não se pode olvidar que nenhum direito, por mais fundamental que seja, possui caráter absoluto”.

O magistrado mesmo diz ter acessado a página denunciada e verificou que muitas postagens ali veiculadas possuem características de propaganda negativa, com ataques à honra e à imagem do candidato Helder Barbalho, atribuindo-lhe, ainda, a prática de crimes, consistindo, por tal razão, em sério risco de causar grave prejuízo à sua campanha eleitoral.

Ele também determinou a quebra de sigilo do usuário responsável pela Boca do Jambu. O Facebook deverá retirar do ar as postagens no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 5.000,00.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Eleições 2018

Pará: Helder Barbalho lança Plano de Governo ao lado de lideranças políticas

O candidato do MDB apresentou um programa de governo com quatro diretrizes, as quais nomeou de “Sociedade de Direitos”; “Crescimento Inteligente”; “Trabalho com responsabilidade”; e “Gestão Pública Presente”.

Com o auditório da Unama lotado de políticos, homens, mulheres, jovens, lideranças comunitárias e todos os que querem um Pará melhor, o candidato ao governo do Estado, Helder Barbalho (MDB), lançou nesta terça-feira, 21 de agosto, o Plano de Governo da Coligação “O Pará Daqui pra Frente”.

Acompanhado pelo candidato a vice-governador, Lúcio Vale e pelos candidatos ao Senado Federal, Jader Barbalho e Zequinha Marinho e pelo vice-prefeito de Belém, Orlando Reis e de diversos deputados estaduais e federais, vereadores e ex-vereadores de Belém, Hélder apresentou as quatro diretrizes com os quinze principais pontos do programa de governo para os próximos 4 anos.

A primeira diretriz chamada de “Sociedade de Direitos” vem a integrar, as áreas de educação, juventude, cultura, saúde e segurança. A segunda vem como o “Crescimento Inteligente”, que abrange a infraestrutura, o desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e a qualidade de vida.

A terceira diretriz tem como nome o “Trabalho com responsabilidade”, e atende o equilíbrio fiscal, e a quarta chamada de “Gestão Pública Presente”, trabalha a modernização institucional.

Helder também falou da expectativa de ter um Governo presente para o povo dos 144 municípios do estado.

“Precisamos estar presente e cuidando de todos os paraenses. Nosso Plano de Governo não é apenas para uma formalidade à Justiça Eleitoral, mas sim, um documento que será apresentado para a sociedade paraense com nosso compromisso daquilo que queremos para o Estado do Pará nos próximos quatro anos. Hoje foi um dia histórico e fundamental para o nosso estado”, declarou Helder.

O candidato a vice, Lúcio Vale, também ressaltou a importância do trabalho integrado para a melhoria do estado.

“Nosso desafio será grande, mas importante ao povo do Pará. O trabalho começou em Brasília, com Helder nos Ministérios e eu, na Câmara Federal. Daqui frente, estamos juntos para melhorar a vida da população paraense”.

Na oportunidade, o vice-prefeito, Orlando Reis, também declarou adesão à candidatura de Helder, e afirmou que o candidato está preparado para governar o Pará.

“Eu sempre fui muito bem definido politicamente e por isso estou aqui. Para mostrar que estou com Helder, e que minha opção é o Helder como governador. Passei muitos anos observando seu trabalho, mas principalmente, como Ministro do Brasil, pois Helder foi um grande Ministro para o Pará. Também sei quanto está preocupado com o desenvolvimento do Pará. Tenho certeza que Helder é o mais preparado para governar nosso Estado”, declarou Orlando Reis.

Fonte: Assessoria de Imprensa de Helder Barbalho – Foto: Marco Santos