Educação superior em Parauapebas. Uma nova perda!

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Como é de conhecimento de todos, as questões relacionadas à educação superior em Parauapebas passam por um momento de turbulência e parecem aumentar. Depois de ter inesperadamente perdido o direito de sediar um campus da UNIFESSPA – Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – sem que nenhuma autoridade federal, estadual ou municipal tenha tentado justificar tal perda, Parauapebas perde agora o direito de aplicação, no município, do Programa de Ingresso Seriado – PRISE –  da UEPA – que possibilita o ingresso do aluno no Ensino Superior através de uma avaliação gradativa e gradual, ao término de cada série do Ensino Médio. É uma prova na qual são propostas questões relacionadas aos conteúdos programáticos da série correspondente. Segundo o governo federal, o PRISE é o aperfeiçoamento constante dos critérios da avaliação para acesso ao Ensino Superior com reflexos positivos na qualidade das escolas de Ensino Médio.

Com a perda, os alunos de Parauapebas terão que se deslocar até Marabá para poder participar do processo seletivo.

O deputado federal Wandenkolk (PSDB-PA) entrou em contato com o Blogger pois havia enviado ofício à pró-reitora da UEPA questionando os motivos que levaram a direção da UEPA a excluir Parauapebas do processo (clique aqui).

A resposta da UEPA é vaga, segundo ela a culpa é da prefeitura de Parauapebas que não teria se adequado em tempo hábil para receber o PRISE, assim como teria havido descaso por parte da PMP (clique aqui).

Procurada, a SEMED, através da Assessoria de Comunicação, emitiu a seguinte nota:

“ A Secretaria Municipal de Educação (Semed) lamenta que milhares de alunos do ensino médio (ensino de responsabilidade do Estado) de Parauapebas tenham que se deslocar até Marabá para fazer a prova do processo seletivo do PRISE – Programa de Ingresso Seriado.

Esperamos que a Uepa – Universidade Estadual do Pará –, entidade responsável pelo processo seletivo, revise sua posição de não aplicar as provas do PRISE em nosso município. A grandeza político-econômica de Parauapebas não permite que o Estado dispense esse tipo de tratamento para a capital mundial do minério.

A prefeitura compreende a importância do ensino superior para uma cidade da dimensão de Parauapebas: Atualmente, a gestão local gasta em média R$ 3 milhões e 750 mil para manter centenas de pessoas na faculdade; 1.200 pessoas formaram-se na universidade pública com o apoio municipal desde 2005.

Por entender a importância do ensino superior numa cidade do porte de Parauapebas, a prefeitura, por meio de sua Secretaria de Educação, dispõe-se a fazer o necessário – embora o PRISE seja uma obrigação do governo do Estado – para que as provas sejam realizadas no município, evitando o transtorno de milhares de alunos que, de outro modo, terão de ir até Marabá com o fito de participar do processo seletivo.

Ressalte-se ainda que, sempre que o Estado procurou a Prefeitura a fim de obter a colaboração para assuntos de interesse do município, obteve resposta positiva, muito embora se tratasse de assuntos cuja responsabilidade fosse inteiramente do governo estadual. É o caso do apoio incondicional que a municipalidade dá ao sistema de segurança pública. Foi assim no último ano quando da realização da prova do PRISE; a administração municipal bancou os custos nas primeira e segunda fases do certame, conforme o pedido da UEPA. No entanto, para a realização da terceira fase não houve solicitação alguma. Sobre as provas que acontecerão neste ano também não foi feito nenhum requerimento ao município.

No que diz respeito à comprovação do número de candidatos inscritos para o PRISE, não cabe ao município essa função. Não é necessário esforço demasiado para que se deduza que, se os alunos que participarão do processo seletivo são da rede estadual, portanto, é o próprio Estado quem tem que ter este levantamento. O município não dispõe de estatísticas oficiais da rede estadual. Desta forma, a Prefeitura de Parauapebas, através de sua Secretaria de Educação solidariza-se com a luta dos estudantes do Ensino Médio para trazer para nossa cidade a realização do PRISE aqui no município e não em Marabá. De igual modo solicitamos ainda, que Secretaria de Educação do Estado e a UEPA respondam aos estudantes que anseiam pelo PRISE”.

Se faltou empenho da PMP, se existe um complô nas esferas educacionais para preterir Parauapebas dos benefícios da boa educação, se falta vontade política dos que militam na área em Parauapebas ou se eles não têm a força política necessária, ninguém pode afirmar ao certo o que está acontecendo. O certo é que agosto foi um mês terrível para nossos jovens que precisam mais do que nunca de acesso à uma boa educação para se habilitarem ao competitivo mercado de trabalho. Não é justo que um município pujante, com índice de migração entre os maiores do país, não tenha acesso ao básico.

No caso do PRISE, de quem é a culpa? Faça você, leitor, o seu julgamento.