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Parauapebas

Com plateia lotada, Cinema Art Movie é inaugurado no Karajás Shopping

Dotado dos mais modernos recursos digitais, o novo empreendimento agradou em cheio, assim como o filme de estreia. Unanimidade entre os espectadores o mais novo cinema da cidade veio para ficar

Com a produção norte-americana “À Deriva”, filme estrelado por Shailene Woodley, Sam Claflin, Jeffrey Thomas e Grace Palmer, aconteceu na noite de ontem, quarta-feira (8), a inauguração do Cinema Art Movie, no Karajás Shopping.  O mais novo investimento do complexo comercial tem três salas com capacidade para 160 lugares, stadium (inclinação) com mais conforto, comodidade e acesso visual à tela de qualquer ponto da plateia, projetor digital de última geração, três telas com maior ganho de luz e uma delas para projeções em 3D.

O mais novo cinema de Parauapebas conta ainda com ar refrigerado, acessibilidade a cadeirantes, segurança e saídas de emergência. Todos os requisitos exigidos pelo Corpo de Bombeiros para salas de exibição foram preenchidos e aprovados em vistoria, conforme as normas de segurança vigentes.

O Cinema Art Movie faz parte da empresa Arte Movie, do Grupo Circuito de Cinemas, e nada fica a dever para salas de exibição dos grandes centros culturais do País, como Rio e São Paulo, exibindo simultaneamente os lançamentos nacionais e mundiais. Ou seja, o público de Parauapebas vai ter acesso às mais novas produções ao mesmo tempo que o público de outras cidades brasileiras.

O elefante não é mais branco

O Grupo Circuito de Cinemas tem renome internacional e, na América Latina, está também no Paraguai com o Cine Art, onde mantém três complexos com dez salas.

O atendimento é de primeira linha com funcionários qualificados para cada função e, em breve, o espectador vai poder comprar seu ingresso on-line, uma vez que o sistema para isso já está sendo preparado. O Cinema Art Movie recebeu as bênçãos do padre Hudson Rodrigues, da Paróquia Cristo Rei, durante a inauguração.

 

Roberto Simões Júnior, diretor de Implantação do Karajás Shopping, afirma que a inauguração das três salas de cinema é uma resposta para aqueles que desacreditaram nos empreendedores parauapebenses Marx e Jussara Jordy. “Nós pintamos o elefante branco de azul. Então, hoje é uma satisfação enorme estarmos inaugurando três belíssimas salas de cinema de última geração, com tudo o que tem de mais moderno em termos de cine cultura no País”, declarou ele ao Blog.

Vem mais novidade por aí

“Em verdade, este não é um evento nosso. É um evento de Parauapebas. Então, eu convido a todos para virem prestigiar o que nós estamos entregando ao povo de Parauapebas. Estamos trazendo entretenimento, lazer e serviço. É a hora de vir conhecer porque isso tudo aqui é do povo de Parauapebas”, reforçou ele.

Sobre mais novidades que ainda estão por vir para o Karajás Shopping, Simões Júnior disse que elas estão chegando em sequência: “Tivemos a inauguração da Estação Cidadania, bancos e outros serviços. Mas, temos muito mais, teremos clínicas voltadas ao trabalhador, lojas de alimentação, do açaí ao restaurante, com iguarias regionais, vamos ter o boliche, que é agregado a uma bela choperia, e é um anseio da população em termos de requinte e lazer. A nossa história está sendo repaginada e começando agora”, comemorou ele.

Simões também alertou aos interessados em investir no Karajás Shopping, afirmando que a hora de investir naquele complexo comercial é agora “porque daqui a pouco não vai haver mais espaço” e aí a direção já vai estar trabalhando na expansão: “Então, quem quiser investir, estamos de braços abertos, prontos para negociar, prontos para atender a todo tipo de empreendedor”.

Espectadores aprovaram

Para a jornalista Karine Gomes, a estrutura do cinema é “maravilhosa”. “Eu achei muito bacana porque é bem próximo da minha casa, então vou até bater cartão aqui no Karajás Shopping de agora em diante”, brincou ela, aprovando o Cinema Art Movie.

Demerval Moreno radialista, disse que o primeiro filme foi fantástico, “maravilhoso, roteiro lindo, uma prova de que vale a pena resistir, mesmo nas piores tempestades”.

“Acho que o filme meio que contou a história desse empreendimento, do Karajás Shopping, e de quanto valeu a pena ter acreditado, ter investido tempo e recursos e visto a coisa funcionando e dando certo”, disse Moreno, fazendo uma analogia entre a história de “À Deriva” e o complexo comercial.

“Em relação às salas de cinema, elas apresentam alta tecnologia, projeção maravilhosa, som fantástico. Para quem ama o cinema, são de primeiríssima qualidade, principalmente para a gente que mora aqui no setor Cidade Nova. Então, ficou pertinho demais, vai ser agora algo maravilhoso curtir na telona as aventuras que Hollywood prepara para a gente”, avaliou.

Elson Brito, radialista e jornalista, disse que agora o público de Parauapebas tem uma opção a mais para acompanhar esses lançamentos mundiais, com conforto e qualidade. “Não tenha dúvida que já é sucesso e é importante para a comunidade de Parauapebas, uma cidade com mais de 300 mil habitantes, contando com a região do entorno”.

“É mais que necessário a gente ter esses espaços para comportar e para apresentar o que tem de melhor para o morador daqui. Se tratando de cinema, a estrutura é belíssima, o som é maravilhoso, adorei o som, as salas são confortáveis e visão da tela é perfeita em qualquer posição. Já é sucesso e a gente vai estar sempre por aqui”, opinou o comunicador.

Luciano Teixeira da Silva, empresário, disse que foi surpreendido com a qualidade das salas de exibição: “Vou ser sincero, eu não esperava essa qualidade toda. O Karajás Shopping está de parabéns. Vamos esperar para ver o que acontece, pois, não é qualquer pessoa que investe o que foi investido aqui”, disse ele, complementando: “Foi muito bom, eu acho que o cinema é um âncora e eu investi aqui e agora, que tem um grande âncora, vamos para frente”.

Marabá

“Senti TPF”, revela Dira Paes antes do início das filmagens de Pureza, em Marabá

Longa-metragem com atriz paraense começa a ser filmado nesta segunda na Feira da Laranjeiras e amanhã será em becos da Velha Marabá

A famosa TPM (Tensão Pré-Menstrual), que tanto incomoda as mulheres, ganhou um paralelo no mundo da dramaturgia: é a TPF (Tensão Pré-Filmagem), conforme revelou a atriz Ecleidira Maria Fonseca Paes, ou simplesmente Dira Paes, que está em Marabá atuando nas filmagens do longa-metragem “Pureza”. Os trabalhos intensos devem seguir por aqui até o início do mês de julho. No último sábado, 3, a direção do filme reuniu atores e equipe técnica no restaurante Tertúlia – que foi fechado só para o evento – e promoveu uma interação entre as diferentes equipes, tanto de Marabá quanto as que vieram de várias partes do País.

Ao usar a palavra para falar com os demais membros da equipe do set de filmagem, Dira Paes revelou que sentia a tal TPF, porque estava muito ansiosa para o início dos trabalhos e porque o longa-metragem vai exigir muito dela como protagonista, tendo quase um monólogo e aparecendo em praticamente todas as cenas.

A atriz multipremiada comparou seu papel no filme com uma convocação para a Copa do Mundo: “são daquelas situações que você não pode recusar, você só aceita e vai. Em muitos momentos parecia que as datas não se encaixariam, mas de alguma forma alguns compromissos foram mudando e, no fim das contas eu estou aqui em Marabá hoje”.

Dira disse também que, mesmo sendo paraense, tendo circulado por muitos municípios do Estado, nunca tinha vindo ao sul do Pará antes e que está se sentindo muito bem acolhida na terra de Francisco Coelho.

A atriz também destacou a intensidade da história, revelou conhecer Dona Pureza há mais de 15 anos, antes mesmo de sua saga ganhar grande repercussão e declarou que ficou encantada pela força e determinação daquela mulher maranhense.

Renato Barbieri, diretor e produtor do filme Pureza, comparou a equipe que está sob sua coordenação com uma ópera, que bem afinada pode produzir uma linda obra. O cineasta destacou a presteza do povo marabaense, “que não se cansa de estar disponível para qualquer coisa, a qualquer hora que for necessário”, disse.

A filmagem desta segunda-feira, dia 4, está concentrada na feira coberta do Bairro Laranjeiras, simulando o início da viagem de Pureza em busca de seu filho. Para o primeiro dia de trabalho, Dira começou a ser maquiada as 5h30. Ela passou por uma caracterização que foi projetada por um dos mais renomados nomes da maquiagem do cinema, Martin Macias. Sua representante no set é Mari Pin. Em seu figurino, ela usa uma saia jeans longa e uma blusa branca.

Dois dos acessos à feira foram bloqueados pelo DMTU, para facilitar o trabalho da equipe técnica. Ao todo, mais de 100 pessoas participam dos trabalhos de filmagem.

Alguns dos feirantes ficaram boquiabertos quando viram tantos equipamentos eletrônicos, mas a maioria não tirava o olho de Dira Paes. No intervalo entre uma gravação e outra, a protagonista de Pureza senta em um banco de uma barbearia, responde mensagens no Whatsapp, lê o texto de sua fala no filme e ainda conversa com algumas pessoas da comunidade, informalmente.

Amanhã, terça-feira, as filmagens continuam em becos da Marabá Pioneira, na quarta devem simular um cabaré e na quinta uma audiência pública em que Pureza participou para falar de sua longa jornada a procura de seu filho.

História de Pureza

O filme gira em torno da saga de Pureza Lopes Loiola, que sai à procura do filho Abel, que sumira aos 19 anos, de Bacabal, a 246 quilômetros de São Luís, no Maranhão. Ainda morando no mesmo local de onde partiu para procurar o filho em 1993, “revirando as fazendas e matas do Maranhão e Pará”, Pureza lembra os piores momentos da viagem que parecia sem fim e que a levou a flagrar repetidas situações de exploração brutal do trabalhador.

Dira Paes e Dona Pureza

E foi assim a vida de Pureza naqueles três anos. Via as condições degradantes de trabalho, que deixaram de ser consideradas para se caracterizar trabalho escravo, por meio de portaria do Ministério do Trabalho. “Toda a fazenda que tinha trabalho escravo, eu denunciava. Eles eram tratados como bicho, pior do que porco, que a gente trata bem para vender. Tinham malária e eram deixados lá. Bebiam a mesma água do gado. Viviam debaixo de lonas. Comiam feijão duro, arroz e, às vezes, tripa de porco”, conta Pureza em recente entrevista.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Marabá

Praça São Félix de Valois em Marabá se transforma em sala de cinema no sábado

A iniciativa tem patrocínio da Vale, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura

Neste sábado (2), a Praça São Félix de Valois, na Marabá Pioneira, vai se transformar numa sala de cinema ao ar livre. Trata-se da apresentação do projeto Cultura na Praça, patrocinado pela Vale, via Lei Rouanet, com apoio da prefeitura e da Secretaria de Cultura.

A programação inicia a partir das 17 horas, com a exibição da aventura infanto-juvenil, “D.P.A – Detetives do Prédio Azul”. O projeto tem por objetivo ampliar o contato das pessoas com o cinema brasileiro e a ocupar artisticamente os espaços públicos. Além da sessão de cinema, artistas locais terão espaço para apresentar a sua arte.

Antes de Marabá, o Cultura na Praça  passou pelas cidades de Canaã dos Carajás, Parauapebas e Curionópolis, na vila de Serra Pelada. Graças ao patrocínio da mineradora, o projeto ainda seguirá para cidades de Alto Alegre do Pindaré, Igarapé do Meio e Vitória do Mearim, no  Maranhão

O cineasta e coordenador geral do projeto Vivas Cultura, Gilberto Scarpa fala da iniciativa. “Além do acesso à produção cinematográfica nacional, queremos estimular o encontro das famílias nos espaços públicos. Pois quando transformamos praças em salas de cinema, estimulamos novas experiências à população”, ressalta.

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A gerente de Patrocínios da Vale, Christiana Saldanha, destaca a importância da parceria.  “É por acreditar no potencial transformador que tem a cultura e o acesso ao conhecimento, que a Vale patrocina projetos como esse”.

O Cultura na Praça vai promover também uma oficina de audiovisual com profissionais locais nesta sexta-feira, 1º de junho, para alunos da Escola Municipal José Mendonça Virgulino, na Marabá Pioneira.

Sobre o Filme “D.P.A – Detetives do Prédio Azul”

Os Detetives do Prédio Azul, Pippo (Pedro Henriques Motta), Sol (Leticia Braga) e Bento (Anderson Lima) se infiltram na festa de Dona Leocádia (Tamara Taxman), a terrível síndica que é, literalmente, uma bruxa. Eles presenciam um crime mágico quase perfeito, que condena o Prédio Azul a uma demolição de emergência. Para salvar o edifício, eles precisam sair pela cidade do Rio de Janeiro para investigar os principais suspeitos, que são quatro poderosos bruxos. Para resolver esse caso, o trio vai contar com a ajuda do porteiro Severino (Ronaldo Reis), que empresta sua Kombi azul novinha para a missão. A aventura fica completa quando Tom (Caio Manhente), Mila (Letícia Pedro) e Capim (Cauê Campos), os detetives veteranos, são trazidos de volta ao Rio para ajudar no caso, tornando os Detetives do Prédio Azul mais imbatíveis do que nunca.

Serviço

Marabá – 02/06 Local: Praça São Félix de Valois, a partir das 17h.

Ascom Vale
Marabá

Dira Paes chega a Marabá para gravar longa-metragem “Pureza”

Diretor conta ao blog os bastidores do filme que vai contar história de uma mulher que viajou por três anos em busca de um filho cooptado pelo trabalho escravo

Se nas próximas semanas você cruzar com a atriz Dira Paes em restaurantes, shopping center ou hotel de Marabá, não pense que se trata de um totem de propaganda. Será a atriz mesmo, que a partir do dia 28 de maio estará em Marabá para atuar como protagonista no longa-metragem “Pureza”, que vai enfocar a longa jornada de uma mulher maranhense (Pureza Lopes Loiola) que peregrinou pelo Pará em busca de um filho aliciado para o trabalho escravo.

Por cerca de uma hora, o aclamado produtor Renato Barbieri conversou com o jornalista Ulisses Pompeu em um hotel de Marabá para explicar os bastidores das filmagens e o impacto que elas terão para a cidade quando as gravações se intensificarem, no início de junho próximo. Barbieri já lançou filmes de prestígio no cenário nacional, como “Cora Coralina – todas as vidas”, que recentemente ganhou prêmios em festivais, incluindo o do Júri Popular do Melhor Filme de Longa-Metragem no 49° Festival de Brasília. Na entrevista, ele foi acompanhado do colega produtor Marcus Ligock. A seguir, a entrevista:

Blog do Zé Dudu – Como você conseguiu garimpar a história para esse filme no interior do Maranhão?

Renato Barbieri – Essa história surgiu para mim em 2007, há 11 anos. O fotógrafo Hugo Santarém me contou a saga de Dona Pureza, que ganhou um prêmio internacional pelo reconhecimento da sua luta, que foi movida pelo desejo insistido de uma mãe encontrar seu filho. Imediatamente me encantei com a história, mas não tínhamos o contato dessa mulher, da cidade de Bacabal-MA. O amigo fotógrafo me trouxe a pesquisa preliminar, mas não chegou a trazer o contato dela.

Eu já tinha produzido campanhas para a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), com vídeos sobre drogadição, por exemplo, para a Campanha da Fraternidade. E fiz contato com Dom Orani Tempesta, que estava Belém, mas que exercia o cargo de diretor de comunicação da CNBB. Ele tinha conhecimento da Dona Pureza, mas também não tinha o contato dela. Mas como na história que me chegou havia o nome de um padre da CPT (Comissão Pastoral da Terra) que tinha ajudado a dona Pureza – chamado Flávio – de São Luís, dom Orani conseguiu o contato desse clérigo e me passou.

O padre disse que já conhecia meu trabalho, com o “Atlântico Negro na Roda dos Orixás”, que é um filme que ganhou Margarida de Prata, da CNBB. Ele me deu o número do telefone da dona Pureza.

Blog do Zé Dudu – E como foi o primeiro contato com ela?

Renato Barbieri – Dona Pureza atendeu e falei que queria produzir um filme da sua vida e ela aceitou. É uma mulher evangélica, que me contou que um pastor teve a revelação de que os olhos do mundo iriam lhe ver. E ela disse que só naquela ligação telefônica entendeu que seria o cinema. Pureza é uma mulher simples, mas inteligente e perspicaz. E ali começou uma boa relação entre nós. Em 2007, fui com o produtor Paulo Morelli, de São Paulo, para iniciar o desenvolvimento do projeto em Bacabal. Foi uma viagem longa, estrada bem difícil. Tive acesso ao acervo dela, pois é uma pessoa organizada, que escreveu cartas para três presidentes pedindo ajuda para encontrar seu filho.

Blog do Zé Dudu – E como foi a trajetória para reencontrar esse filho “perdido”?

Renato Barbieri – Primeiro, é preciso entender que dona Pureza é uma mulher que se alfabetizou aos 40 anos de idade para aprender a ler a Bíblia. Nessa época ela tinha 53 anos de idade e iniciou a busca pelo filho em 1993. Agora tem 78 anos. Ela tinha fotos, fez uma jornada de três anos e dois meses em busca de Adão, que saiu de casa com 19 anos. Moveu montanhas, foi a Brasília para falar sobre essa busca, registrou fotos, gravou depoimentos, tudo muito organizado. O jornal Correio Brasiliense publicou matéria de página inteira sobre sua saga. Ela emprestou o acervo que tinha, levei para Brasília e digitalizamos tudo e devolvemos com uma cópia em DVD. A partir desses registros fiz o primeiro roteiro, e de lá para cá estamos na sexta versão.

Blog do Zé Dudu – Quem são os apoiadores desse projeto?

Renato Barbieri – Para esse filme Pureza já agregamos 25 instituições, como a Secretaria de Justiça, Secretaria Nacional de Direitos Humanos, TRT 8ª região, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, CPT, Sinart, além da Unesco e Itamaraty.

Blog do Zé Dudu – Por que escolheram Marabá como cidade cinematográfica para esse o filme Pureza?

Renato Barbieri – Eu poderia fazer esse filme em algumas cidades, como Imperatriz, Açailândia, Bacabal, Belém, São Luís, Palmas, mas escolhi Marabá porque fiquei encantado. Não conhecia essa cidade, embora tivesse viajado por muitos lugares da Amazônia.

Marabá me encantou porque tem belezas fantásticas, arquitetura peculiar e diversa, me oferece uma estrutura hoteleira muito boa, aluguel de veículos, gerador de energia, banheiros químicos para alugar, restaurantes, locação de drones. Enfim, afirmo que esta é uma cidade cinematográfica. Eu tenho falado para os meus amigos cineastas como Marabá é uma cidade que tem uma vocação cinematográfica fantástica, mais do que Belém, Santarém ou outras capitais amazônicas.

Antes de escolher Marabá, eu estudei a história daqui, vi que o povo é muito acolhedor, que foi formada por muita gente que veio de fora. Já cheguei a pensar em elaborar um projeto sobre Rio Tocantins, que integra o Centro Oeste e o Norte.

Blog do Zé Dudu – Vocês começaram a pré-produção. Já escolheram os cenários onde farão as principais filmagens?

Renato Barbieri – Teremos vários ambientes. Estamos filmando em Marabá como se fosse Bacabal, Imperatriz, Açailândia, Altamira, Rondon do Pará, entre outras cidades por onde Pureza passou, tanta na área urbana quanto na rural. Marabá me oferece uma miríade de bairros e ruas, quatro opções de rodoviárias, embora tenha apenas duas. Temos diversas cidades do ponto de vista dos bairros, das ruas, das pontes, como se eu pudesse estar em várias cidades, mas sem me deslocar daqui. Não é qualquer cidade que tem essa vocação. Parauapebas também me encantou, mas decidi por aqui por questão de logística.

Blog do Zé Dudu – O elenco do filme é formado por quantas pessoas?

Renato Barbieri – A gente tem uns 30 atores com força dramática e mais uns 15 com importância funcional. Estamos trabalhando com atores de Belém, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Estamos garimpando pessoas daqui, com falas. Atualmente, Marabá ainda não apresenta um potencial de elenco com experiência, mas estamos trabalhando isso e acreditamos que o filme vai ajudar a impulsionar essa vocação dramática de grupos de teatro.

Blog do Zé Dudu – Por que escolheu Dira Paes para fazer o papel de Pureza?

Renato Barbieri – A Dira Paes é uma paraense cabocla e tem pele marrom, como Pureza. É uma grande estrela. Onze anos depois de conhece-la, fui apresentar a dona Pureza para Dira Paes. Fiz o mesmo trajeto para Bacabal, foi uma grande surpresa para Dira conhecer aquela mulher muito lúcida, forte, sem vaidades e bem resolvida. Ela encontrou o filho e voltou para casa. Tem uma conexão direta com Cristo sem intermediários, é movida por sua fé inabalável, passou por situações de perigos, fome, cedo, andou sozinha na mata, enfrentou duas onças (mas ela é uma onça – risos).

Blog do Zé Dudu – Quando Dira Paes chega de vez a Marabá?

Renato Barbieri – Temos uma equipe que está em Marabá de forma definitiva. Nos próximos três meses: maio, junho e julho vamos filmar de forma intensa. Eu vou ficar morando aqui, traremos uma equipe grande, mas vamos aproveitar muita gente da cidade. O filme, com certeza, vai incrementar a economia local com a contratação de figurantes. A Dira chega no dia 28 de maio e fica até o final de julho. Os filhos dela, que são pequenos, vêm para Marabá também, porque o cinema tem uma semana de seis dias de trabalho intenso, com 12 horas de atuação por dia e ela não poderá viajar aos finais de semana para o Rio e ficar com os filhos.

Blog do Zé Dudu – E qual o tamanho da equipe que vai atuar nos bastidores para gravação desse filme?

Renato Barbieri – Teremos aqui cerca de 50 pessoas, fora o elenco. Trata-se de uma equipe muito profissional, com muita experiência. Acabamos agregando à equipe um grande cineasta chamado Afonso Beato, que está aqui conosco, pensando no filme para uma projeção internacional. É um homem que planeja a fotografia do filme e já trabalhou com Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Arnaldo Jabor e Walter Sales, por exemplo. Um filme dele já ganhou Oscar (Tudo sobre minha mãe), mas também filmou “O amor nos tempos do Cólera”.

Blog – Qual a previsão para o lançamento do filme Pureza?

Renato Barbieri – No planejamento, este filme fica pronto no início de 2019, e pretendemos exibi-lo em festivais nacionais e internacionais. Em 2020 vamos levá-lo às salas de cinema, Netflix, entre outras plataformas de exibição. Queremos que essa história vá para o mundo.

Ulisses Pompeu – de Marabá

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Entretenimento

Cinema de Carajás reabre, hoje, com programação atrativa

Depois de três anos fechado, Cineteatro ganha investimento para garantir qualidade nas exibições de filmes. O funcionamento terá 4 sessões nos finais de semana, além de espetáculos. O ingresso terá valor máximo de R$ 12

O Cineteatro de Carajás volta a programação a partir de hoje (09) com exibição de filmes de arte, nacionais e voltado para o público infantojuvenil. Serão sessões às sextas-feiras (20h), sábados (19h) e aos domingos com dois horários (às 15h e às 18h). A cada semana, um novo filme legendado estará em cartaz. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Cineteatro antes de cada sessão com preços de R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia).

Para a reabertura Insubstituível é o filme escolhido, que é uma comédia dramática francesa, teve sua estreia em março de 2017. A história do médico Jean-Pierre (François Cluzet) que atende, cura e os tranquiliza a comunidade sete dias por semana, há anos. Com Jean-Pierre doente, Natalie (Marianne Denicourt), recém-formada, chega da cidade para tentar ajudá-lo e enfrenta dois grandes dilemas: conseguir se adaptar a esta nova vida e, principalmente, substituir o homem que a população acredita ser insubstituível.

Fechado há quase três anos, desde 2015, o funcionamento do Cinema Carajás valoriza a cultura e oferece mais uma opção de lazer para a comunidade. “Houve investimento na troca do servidor por um modelo mais moderno, com o objetivo de garantir qualidade das exibições. A bomboniere (lanchonete) também reabrirá durante as sessões. Nossa expectativa é que o público compareça e aproveitem mais essa alternativa com a proposta de oferecer uma programação diferenciada e mais voltada aos filmes que não passam no circuito comercial”, explica Tiago Bento, analista do Núcleo de Carajás.

Os moradores estão em festa com a nova possibilidade de entretenimento. É o caso da moradora do núcleo urbano de Carajás há menos de um ano, Cleide Carneiro, que vai curtir a programação indo a pé, por morar pertinho do Cineteatro. “Estou muito feliz e o sentimento é o mesmo de todos os moradores. Pela praticidade de ser perto de casa e não precisar de enfrentar a estrada, além de ser uma programação diferente para meu filho. Eu amo filme, amo cinema e unir minhas duas paixões pertinho de casa será maravilhoso. Agora quero incentivar essa paixão em meu filho, pois não tinha muita possibilidade de leva-lo ao cinema, ao teatro”, se alegra a contadora.

Espetáculo Infantil:

O Cineteatro, que tem capacidade para 400 pessoas, recebe também no dia 18 de março, às 10 horas, o grupo de teatro Cia Belém Kids com o maior festival infantil e as presenças da turma do LadyBug, Patrulha Canina e Moana. Os ingressos são vendidos antecipados no Clube Doce Norte por R$ 20,00 e no dia o valor fica em R$ 40,00. E crianças de até 2 anos são isentas do pagamento do ingresso. Mais informações pelo telefone: (94) 3328-1717.

Cultura

Projeto “Imerys Cultura e Sustentabilidade” leva teatro, cinema e oficinas de reciclagem ao Pará

Iniciativa tem por objetivo democratizar o acesso à cultura e, por meio dela, incentivar a conscientização ambiental e a preservação do planeta

Criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e estimular a conscientização sobre a importância de preservar o meio ambiente, o projeto Imerys Cultura e Sustentabilidade levará espetáculos teatrais, exibição de filmes, palestras e oficinas culturais e de conscientização ambiental a dois municípios paraenses: Barcarena e Ipixuna do Pará. A iniciativa terá duas etapas. A primeira será realizada a partir desta terça-feira (11) e segue até o dia 21 deste mês, e a segunda em setembro. Todas as apresentações são gratuitas e ocorrem em uma grande arena itinerante, com um palcomóvel e estrutura para receber 250 pessoas por apresentação.

A programação de julho prevê apresentações teatrais, exibições de filmes, palestras e oficinas de reciclagem. O projeto é coordenado pela Magma Cultura e patrocinado pela Imerys, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Em Barcarena, o Palcomóvel ficará em Vila do Conde e em Ipixuna do Pará, na comunidade Vila Canaã.

No palco, duas companhias de teatro vão animar o público. A Casa do Bispo Atelier encena “Era uma vez …Dom Quixote”, que tem como atração extra, além do texto divertido e da dança, o resgate de clássicos do cancioneiro infantil. Já o Circo Fool apresenta “Circo Reciclado”, que aborda a importância da preservação da água e da mobilização de todos para mudar o mundo. “Selecionamos as atrações através de uma chamada pública. Isso possibilitou contarmos com duas companhias que têm grande experiência nesse tipo de apresentação e conquistam a plateia, geralmente formada por crianças e jovens, ao usar muita interatividade e bom humor”, diz o produtor Jefferson Bevilacqua, da Magma Cultura.

O teatro é a atração principal do projeto. Mas os participantes também vão acompanhar oficinas e palestras sobre consumo consciente, geração e seleção do lixo, aproveitamento de alimentos e redução do desperdício. As oficinas de reciclagem e as palestras de conscientização serão ministradas pelo grupo Casa 11.

Para Juliana Carvalho, Coordenadora de Comunicação & Relações com as Comunidades da Imerys, difundir a cultura é levar educação ambiental e conscientização para as comunidades. “Acreditamos que a cultura seja um excelente meio para levar informações sobre o respeito ao meio ambiente à crianças e jovens. A realização desse projeto oferece a oportunidade de participar de atividades divertidas e, ao mesmo tempo, apoiar uma geração a disseminar e a praticar o desenvolvimento sustentável”, afirma Juliana.

Programação

Barcarena / Vila do Conde: Espaço Cultural de Vila do Conde, a partir das 8h30.

11/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Sessão de cinema

12/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Palestra de conscientização

13/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – Oficina de reciclagem
14h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
15h – Oficina de reciclagem
19h30 – Palestra de conscientização

14/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool

Ipixuna do Pará / Vila Canaã: Em frente ao Galpão do Agricultor, a partir das 8h30.

18/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Sessão de cinema

19/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Palestra de conscientização

20/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – Oficina de reciclagem
14h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
15h – Oficina de reciclagem
19h30 – Palestra de conscientização

21/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool

Sobre a Imerys

Há mais de 20 anos presente no Pará, a Imerys é a mineradora que atua com caulim no Estado. Detentora da maior planta de beneficiamento do minério no mundo, a Imerys faz parte de um grupo francês que está presente em cerca de 50 países. No Pará, a empresa possui duas minas no município de Ipixuna do Pará, além de uma planta de beneficiamento e um porto próprio em Barcarena.

Desde 2012, a empresa desenvolve diversos projetos sociais que têm por objetivo levar saúde, educação, geração de renda e qualidade de vida para as comunidades dos municípios onde atua. O principal projeto social, Casa Imerys, possui três unidades físicas no Estado e já beneficiou mais de 10 mil pessoas, entre crianças, jovens e idosos, com atividades como reforço escolar, cursos de qualificação profissional, atendimento odontológico e oftalmológico, aulas de balé, karatê, hidroginástica, artesanato, entre outros.

Cinema

3º – Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira abre hoje em Marabá

Evento vai até o dia 20, exibe 15 filmes e acontece em Belém e outras seis cidades e também no Peru

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Começa na noite desta quarta-feira (12), com a exibição dos filmes “A Pedra Mágica do Homem Invisível” e “Branco Sai, Preto Fica”, no Cine Marrocos – Marabá Pioneira -, a partir das 19 horas, o 3º FIA – Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira. O evento cinematográfico, que nesta edição homenageia o consagrado diretor Jorge Bodanzky, tem o objetivo de debater questões relacionadas às desigualdades de direitos, entre elas, as econômicas, sociais, regionais, de gênero e étnicas.

O FIA, que acontece até o dia 20, além de Marabá, ocorre na Aldeia Mãe Maria, em Belém, Eldorado dos Carajás, São Félix do Xingu, Rondon do Pará, Santana do Araguaia, Xinguara e em Lima e Tarapoto (ambas no Peru).

Durante o 3º FIA, que é promovido pela Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), serão exibidos 15 filmes, entre produções locais, nacionais e internacionais, além de aconteceram debates e rodas de conversa com cineastas.

Na manhã de hoje, durante coletiva para falar sobre o evento, o professor Evandro Medeiros, um dos organizadores e curadores do festival, disse que nos anteriores a temática era a do conflito e da resistência pura, mostrando as contradições e tragédias na região amazônica em consequência dos empreendimentos capitalistas que se instalaram aqui, em especial a partir da década de 1960.

Este ano, porém, segundo ele, os filmes mostram as formas de viver para além dessas consequências. “É muito mais poético porque não apresenta só o lado negativo desses processos, mas mostra como a pessoa sobrevive dentro deles e, apesar deles, e como elas resistem, para mostrar que a vida continua”.

Evandro, afirma que do festival constam filmes nacionais e internacionais que apresentam alternativas às consequências negativas do capitalismo. “Filmes que representam resistência, feitos com a cara e a coragem, com poucos recursos, mas com muito comprometimento político e artístico”.

Amintas Silva Júnior, professor e diretor de Ação Intercultural da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis da Unifesspa, que também participou da coletiva, afirma que a ideia é de que, além de um festival de cinema, o FIA seja uma ação de extensão da universidade, pois apresenta obras que versam sobre a realidade da região de forma mais documental, mais poética.

“Mas também têm uma importância didática enorme. Então a ideia é que os estudantes da universidade também se apropriem desse material como fonte de informação para seus estudos, suas pesquisas”, avalia ele.

Para o ator, diretor e poeta paulista Marcos Fé, um dos convidados para o 3º FIA, é um uma honra participar do festival e é muito importante ter eventos que abordem esses temas.

“Em verdade, é como eles [Evandro e Amintas] falaram. É um cinema de fronteira, é um cinema de resistência, com pouca verba, com pouco recurso, assim como os filmes que são apresentados”, afirma o diretor.

Para ele, se não existem eventos que abordam esses problemas, “a gente não tem lugar para apresentar, e se não tem lugar para apresentar, as pessoas não conhecem o trabalho e não conhecem o assunto e não se discute esses assuntos”.

Confira aqui a programação.

 

Cinema

Diretor David Schurmann prepara filme sobre missionária americana morta no Pará

Dorothy Stang foi morta por pistoleiros em fevereiro de 2015, em Anapu-PA

Em meio à turbulência sobre “Pequeno Segredo”, David Schurmann visa dar continuidade à carreira com dois novos filmes. O diretor do representante brasileiro ao Oscar 2017 prepara uma cinebiografia de Dorothy Stang, missionária americana morta no Pará, e “Blood Rose”, a partir do roteiro escrito por Andrew McKenzie. As informações são do site da Variety.

David Schurmann se disse fascinado pela história da missionária. “Acho incrível pela persistência dela. Por que continuar defendendo aquelas pessoas mesmo quando você sabe que será morta?”, questiona. Para o filme, o diretor está à procura de um roteirista americano e dois brasileiros para a desenvolver a história que deve ter aspectos de ficção misturados com os fatos reais.

“Dot” irá acompanhar uma jornalista estrangeiro em viagem para o Brasil para entrevistar Dorothy Stang. Para o repórter, a missionária é um exemplo de vida. Porém, quando a americana morre, o correspondente internacional começa uma fuga pela Amazônia para não ser morto também e relembra os perigos corridos por Stang. “Ela sempre soube que poderia morrer a qualquer momento. Acho que é um tipo de tensão necessária para ser trazida para o filme”, disse.

Já “Blood Rose” será uma trama mais internacional. A história é ambientada na Rússia durante a Segunda Guerra Mundial no período da invasão alemã ao país. O primeiro rascunho do roteiro já está finalizado.

Por fim, David Schurmann falou sobre os desafios de fazer cinema no Brasil. “O grande desafio é que de dos dois lados: ou está realizando as comédias populares ou os belos e densos filmes de arte que acabam restritos a um nicho do público. Há um grande deserto entre esses dois tipos de produções, os quais, muitas vezes, o público pouco explora”, afirmou. (Cineset)