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MERCADO TRANSOCEÂNICO

Orientais compram mais de 55% do Pará; China sozinha levou 48%

Fama de produtos do estado roda o mundo e pelo menos 74% dos 193 países reconhecidos pela ONU compraram do Pará ano passado, um comércio que movimentou 15,61 bilhões de dólares.

Em 2018, a China foi a maior compradora dos produtos paraenses, consumindo 48% das commodities exportadas pelo estado. Atrás dela, outros dois orientais completam o pódio: Malásia, com 4,8%, e Japão, com 4,3%. Alemanha (3,2%), Estados Unidos (3,1%), Coreia do Sul (3,1%), Canadá (2,9%), Holanda (2,3%), Filipinas (1,8%) e Noruega (1,8%) completam a lista dos melhores mercadores, no ano em que os produtos paraenses chegaram a 142 países do globo, 74% dos 193 atualmente reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

E tem mais: o saldo comercial do Pará é o 3º maior do Brasil. Ao longo do ano passado, o estado exportou 15,61 bilhões de dólares em 334 commodities (cerca de R$ 59,3 bilhões) distintas e importou 1,18 bilhão (R$ 4,5 bilhões). Como resultado, 14,43 bilhões (R$ 54,83 bilhões) ficaram de crédito para o Brasil, o melhor superávit paraense da história. As informações foram divulgadas pelo recém-criado Ministério da Economia, segundo o qual o superávit do Pará está cada vez mais próximos dos dois primeiros colocados, Minas Gerais (14,89 bilhões de dólares) e Mato Grosso (14,61 bilhões de dólares).

O Blog do Zé Dudu compilou os resultados da balança comercial paraense e elaborou o ranking dos 25 produtos da terra mais apreciados pelos gringos. Dos dez primeiros, sete são produtos de mineração, e o mais bem colocado fora desse circuito é a soja, que ultrapassou os embarques de boi vivo.

O minério de ferro segue líder na pauta de exportações, respondendo por 59% das transações, seguido do minério de cobre e seus concentrados, que abocanha 13,5%. Os sete produtos de mineração mais apreciados pelos estrangeiros movimentam 85% da balança comercial do Pará.

Exportações

Parauapebas tem maior saldo comercial do Brasil em 2018, diz Ministério

Guiado por avanço da produção em S11D, Canaã dos Carajás foi o município do país que mais prosperou nas estatísticas do recém-criado Ministério da Economia; veja valores produzidos.

O município que mais produz minério de ferro no Brasil foi o campeão nacional no quesito superávit, na balança comercial, ao longo do ano passado. Parauapebas exportou 6,25 bilhões de dólares, importou 102 milhões de dólares e apresentou lucro à nação de 6,15 bilhões de dólares. As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu na plataforma do extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que foi integrado junto com outras pastas ao novíssimo Ministério da Economia, criado pelo presidente Jair Bolsonaro. Os dados foram liberados na manhã desta sexta-feira (4).

Parauapebas também foi o 3º maior exportador do país. Ficou atrás das exportações do Rio de Janeiro (13,15 bilhões de dólares) e de São Paulo (12,96 bilhões de dólares). Em moeda corrente, a “Capital Nacional do Minério de Ferro” foi responsável por transações comerciais que totalizaram R$ 23,74 bilhões. Em termos proporcionais, apenas as vendas originárias de Parauapebas seriam suficientes para bancar 95% das despesas do Governo do Estado do Pará. É um montante tão fabuloso que, de cada R$ 9,55, produzidos pelo Brasil, ao menos R$ 1 saiu de Parauapebas. De cada R$ 2,35 exportados pelo Pará, R$ 1 saiu do município.

Canaã rouba a cena

O município de Canaã dos Carajás, amparado pelo avanço progressivo do projeto de extração de minério de ferro S11D, da multinacional Vale, foi quem mais prosperou na balança comercial brasileira em 2018. Ele saiu da 100ª colocação quatro anos atrás para, hoje, ocupar a 13ª colocação. E 2019 deve alçar voos ainda maiores, direcionados pela multinacional que pretende fazer de Canaã o maior produtor global de minério de alto teor nos próximos anos.

Candidatíssimo a tomar o trono de ferro de Parauapebas a partir do meio da década que vem, o município, que hoje é o segundo maior produtor da commodity no país, exportou 3,42 bilhões de dólares, importou 59,5 milhões e concedeu lucro ao governo brasileiro de 3,36 bilhões de dólares, um dos dez melhores saldos em 2018.

Apesar de ter o ferro como carro-chefe da economia, Canaã também produz minério de cobre na mina do Sossego, segundo o segundo produtor nacional da commodity cuja reserva está prevista para exaurir-se em 2027.

A lista nacional de paraenses poderosos ainda tem Marabá, maior produtor nacional de minério de cobre, ocupando o 31º lugar com 1,59 bilhão de dólares exportados. Entre todos os municípios mercadores do Pará, Marabá é o que tem o maior portfólio de produtos, que vão desde cobre, manganês e aço até boi vivo, carnes e soja, entre outros.

Barcarena aparece como o 38º maior exportador, com valor acumulado de 1,33 bilhão. Seu parque metalúrgico o torna o maior transformador de bauxita do país, mas, por conta de demandas judiciais em razão de vazamento de rejeitos, as exportações do município caíram drasticamente.

Produção de minério

O Blog do Zé Dudu é o primeiro veículo de comunicação a divulgar, também, o balanço da produção do minério de ferro dos municípios paraenses ao longo de 2018. Da Serra Norte de Carajás, em Parauapebas, foram extraídos 127,12 milhões de toneladas de minério de ferro, o menor volume dos últimos três anos. As minas de N4E, N4W e N5 garantem a produção.

Ao longo de 2018, o mês mais farto foi julho, que bateu 13,12 milhões de toneladas, enquanto fevereiro, com 7,46 milhões, foi o mais fraco. Cabe destacar que o inverno rigoroso no primeiro trimestre de 2018 forçou a diminuição do ritmo de extração mineral no município de Parauapebas, que também é grande produtor de manganês.

Canaã dos Carajás produziu 59,42 milhões de toneladas na mina de S11D, com aumento expressivo da lavra na Serra Sul de Carajás a partir do segundo semestre. Já Curionópolis, com 3,83 milhões de toneladas extraídas na mina SL1, não acumula sequer um mês de produção do vizinho Canaã. A mina da Serra Leste de Carajás aguarda aval de órgãos ambientais para expansão de sua capacidade (de 6 milhões de toneladas por ano atualmente para 10 milhões).

Vale destacar que o resultado de produção física de minério no balanço do Governo Federal geralmente diverge — para menos, entre 500 mil e 2 milhões de toneladas — em relação ao balanço da multinacional Vale por questões metodológicas. O resultado referente ao 4º trimestre produtivo da mineradora só será conhecido na segunda semana de fevereiro. No dia 21 do mesmo mês, ela vai divulgar o resultado financeiro de suas operações.