Dependente químico executado com quatro tiros de pistola em Parauapebas

Há um ano ele entrou no mundo das drogas, abandonou a família, saiu de casa e foi morar nas ruas
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

O morador de rua Rafael Gideone do Nascimento Silva, 32 anos, foi assassinado com quatro tiros de pistola calibre 380 na madrugada de domingo (2), no início da Rua Amazonas, Bairro Primavera. Dois disparos atingiram a cabeça, um perfurou o peito e outro, a nádega direita do homem. O crime aconteceu por volta das 3h40 e, embora tenha ocorrido em meio residencial, nenhum morador das proximidades disse ter visto ou ouvido alguma coisa.

Ao lado do corpo havia uma cesta básica de alimentos e uma garrafa de cachaça; na cintura, ele carregava uma faca peixeira e, em um dos bolsos, um alicate. Pela posição do cadáver, Rafael parecia estar sentado na calçada, quando foi eliminado.

Comunicada, a Polícias Civil esteve no local do crime, assim como uma equipe do Instituto Médico Legal (IML), que fez a remoção do corpo para necropsia. O cadáver ficou sem identificação até por volta das 10h, quando imagens do morto começaram a circular nas redes sociais e ele foi reconhecido por uma irmã, cuja identidade ela pediu que fosse preservada.

Ela compareceu à 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil, onde registrou Boletim de Ocorrência (BO), relatando que o irmão, há um ano se tornou dependente químico e acabou saindo de casa para viver na rua, sem endereço fixo, e perdeu os documentos.        

Ela contou que viu o irmão vivo pela última vez no sábado (1º), por volta do meio-dia, quando ele esteve na casa da mãe, almoçou e saiu, dizendo que estava passando a noite em uma casa abandonada na rua por trás da residência dos familiares. Segundo a irmã, Rafael Gideone dizia que tinha dívidas, mas não informava a quem devia, e era envolvido com tráfico, roubos e furtos na cidade. (Caetano Silva)

Publicidade