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Coluna Direto de Brasília – Por Val-André Mutran

Uma coletânea do que os parlamentares paraenses produziram durante a semana em Brasília

Popularidade
A depender da recepção dos simpatizantes das candidaturas dos pré-candidatos à presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL), que testaram sua popularidade no sul do Pará esta semana, o deputado Capitão do Exército que lidera as pesquisas de intenções de votos em todo o Brasil será eleito no 1º turno.

Aparentemente o único candidato com força para enfrentá-lo é o inelegível ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que insistem em registrá-lo como candidato à disputa. Analistas políticos avaliam a estratégia como um caminho sem volta da legenda, com preço caro demais a ser pago.

Nomes em detrimento de partidos
Bolsonaro parece repetir o caminho do ex-presidente Fernando Collor de Melo que, apesar de filiado a um partido nanico, o PSL, que só agora começa a se estruturar no Pará e em vários outros estados, confirma que o eleitor prefere votar em nomes e não em partidos. É o voto de protesto contra a esquerda que dominou a política nacional nos últimos 12 anos.

Irritação geral
A esquerda, órfã de seu principal líder e um centrão que não consegue fechar um consenso sem representatividade, não empolga em nenhuma região. Aliás, os partidos, em geral, de acordo com recentes pesquisas para consumo interno de caciques partidários, estão em baixa. Pela ordem, as piores instituições segundo a opinião pública são os políticos, o governo federal e empresas de serviços, como operadoras de celular e TV a Cabo.

Redução de recursos
O presidenciável Jair Bolsonaro garantiu que vai reduzir drasticamente os gastos com propaganda em seu governo e aplicar os recursos nas áreas de saúde e educação. A notícia vazou e o capitão deputado disse que essa é uma das razões do boicote da Rede Globo à sua candidatura. “Ela (Globo) que vá mamar em outras tetas!”, disse, arrancando risos dos presentes em Marabá.

No 1º turno
Para garantir que sua candidatura decole, efetivamente, Jair Bolsonaro precisa de tempo de televisão e de rádio. São intensas as conversas com líderes de outros partidos. Ele disse que caso consiga um tempo mínimo na propaganda de TV e Rádio tem chances de ganhar as eleições logo no primeiro turno e explica por quê?

“As pesquisas não estão conseguindo fotografar o momento político de indignação das pessoas. Estou viajando para todo o Brasil e a recepção que tenho tidos desde os aeroportos nas cidades onde estou visitando, é algo que tem elevado ainda mais a certeza que estou no caminho certo”.

Uma multidão tem apoiado o presidenciável onde quer que ela vá.

Alckmin não empolgou
A passagem do ex-governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) agradou um grupo restrito de empresários em sua rápida passagem pelo sul do Pará. A adesão espontânea não aconteceu e foi considerada muito abaixo das expectativas dos coordenadores do palanque que o candidato subirá no Pará quando oficializar a sua candidatura.

SP menor que o RJ
Apesar de paulista, como Alckmin, Bolsonaro fez sua carreira política no Rio de Janeiro quando se afastou de suas funções como oficial do Exército Brasileiro. Nunca perdeu uma eleição para deputado federal com votos dos cariocas. Está no 6º mandato e é um dos mais longevos parlamentares na Câmara dos Deputados.

Semana nas Comissões
Devagar quase parando é a melhor definição às vésperas do recesso branco das férias escolares, quadra junina e encerramento antecipado da participação da seleção brasileira na Copa 2018, na Rússia, em relação ao trabalho dos parlamentares nas comissões temáticas. Suas excelências estão de corpo-e-alma dedicados à organização das campanhas políticas em seus respectivos estados, praticamente não tendo havido audiências públicas ou deliberativas nas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

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Morno aqui, quente lá
Se o trabalho no Congresso Nacional está morno, a temperatura política nos corredores do Planalto atingiu alta temperatura pela segunda semana consecutiva. É cada vez mais ferrenha a queda de braço entre o Governo Federal e o Governo do Pará na questão que envolve a destinação que definirá onde serão aplicados os recursos bilionários em disputa com o anúncio da antecipação decidida em recente reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da renovação (outorga) da concessão da Estrada de Federal Carajás à mineradora Vale por mais 30 anos ao preço de R$ 4 bilhões.

Reforço do Espírito Santo
A discórdia com o governo federal foi reforçada com um documento comum assinado pelo governador Simão Jatene (PA) e Paulo Hartung (ES).

O governo capixaba quer ampliar a ferrovia Vitória-Minas para ligar a capital do Espírito Santo à Capital do Rio de Janeiro. O governo paraense quer iniciar a construção da Ferrovia do Pará, interligando-a à ferrovia Norte-Sul com o Porto de Barcarena.

Requerimento aprovado
Apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) foi aprovado no Senado Federal o seu requerimento para que a renovação da outorga da Estrada de Ferro Carajás seja discutida no Senado Federal.

Unilateral
Os governadores afirmam que Michel Temer não consultou os dois estados e tomou uma decisão unilateral que vai frontalmente contra os interesses da população paraense e capixaba.

Outro ponto contestado é o valor considerado subestimado da contrapartida, cujos governadores contestam. Sem data para solução a curto prazo, essa disputa deve incendiar os palanques, a campanha do rádio e da televisão e as redes sociais este ano.

Ecos no Planalto Central
Confirmando que será candidato à reeleição ao senado federal, o senador Jader Barbalho (MBD-PA) avança mais uma casa no jogo de xadrez da disputa às duas vagas ao Senado este ano.

O ex-senador Mário Couto (PP-PA), pré-candidato ao Senado, fechou questão com a chapa de apoio ao governo estadual que apoia Helder Barbalho ao cargo.

Com o anúncio, reduz ainda mais o tempo de Rádio e TV da terceira candidatura do grupo, a do vice-governador Zequinha Marinho (PSC).

Ainda assim, três candidatos contra 16 da chapa que apoiará o deputado estadual e pré-candidato ao governo pela situação, Márcio Miranda (DEM-PA) é um número desproporcional que as convenções partidárias conseguirá fornecer tantos panos quentes para acalmar os interesses de todos.

Boca fechada com abiu
As peças do tabuleiro começam a avançar dos dois lados.

Os democratas querem assumir a posição majoritária, mas os tucanos, liderados pelo atual governador, não concordam. A insatisfação tende a crescer porque até agora, apesar das cobranças, os aliados ainda não ouviram uma nota sequer da sinfonia que toca no principal: os recursos de campanha e quais seriam os critérios da fórmula matemática para atendem todos os interessados.

Ultimato
Presidente de um grande partido, irritado com a forma como as negociações estão andando, informou que o ultimato é até a véspera da convenção partidária, e se o grupo do governador não honrar os compromissos assumidos, as lideranças da legenda, tempo de rádio e TV, araras, periquitos e papagaios pularão para outro ninho.

Por Val-André Mutran –– É correspondente do Blog em Brasília.

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