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Agronegócio

Campo aumenta presença na cesta de exportações do Pará em janeiro

Carne de gado, madeira em toras e pimenta, entre outras commodities, já marcam presença no pelotão que há décadas é capitaneado pelos minérios de ferro, cobre, manganês e alumínio. Em janeiro, nove produtos do mundo agro renderam mais de R$ 200 milhões.

Acostumado a embarcar milhões de toneladas de recursos minerais, como ferro, cobre, bauxita e manganês rumo ao mercado transoceânico, o Pará tem, aos poucos, diversificado sua gama de especiarias na balança comercial. Titular de um dos três produtos mais cobiçados do Brasil no mundo — o minério de ferro de alto teor — e um dos maiores superavitários das exportações, o estado já conta com quase metade de suas 20 principais commodities saída diretamente do campo.

O Blog do Zé Dudu levantou dados de janeiro da balança comercial e constatou que os produtos paraenses de origem animal e os agroflorestais estão indo de vento em popa no cardápio dos gringos. Esses produtos movimentaram 56,88 milhões de dólares, o equivalente a R$ 213,88 milhões, levando em conta a cotação do Real nesta segunda-feira (11). É um valor histórico para apenas um mês, e considerando-se apenas nove produtos entre 195 commodities que o Pará embarcou rumo ao além-mar no primeiro mês deste ano.

O estado é o 5º maior exportador do país, com 1,18 bilhão de dólares no mês passado e sobe para 3º lugar no quesito superávit, com o fabuloso movimento para o Brasil de 1,07 bilhão. Os números primários foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Boi vivo

Os produtos de origem animal são os principais do estado depois dos recursos minerais, que movimentam bilhões na balança tanto em exportações quanto em saldo comercial. Em janeiro, a carne bovina foi a 9ª commodity mais transacionada, no valor de 12,92 milhões de dólares, embala pelo poderoso rebanho composto por 20,59 milhões de cabeças, o 5º maior do país, de acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) divulgada em outubro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da respeitada exportação de carnes, o Pará também é grande vendedor de boi vivo (5,65 milhões de dólares no mês passado) e couro (2,95 milhões de dólares).

Madeira

A madeira em toras foi o 10º produto mais exportado do estado, com operações totais que somaram 10,66 milhões de dólares. Não é demais lembrar que, por ser um estado integrante do bioma Amazônia, o Pará tem, ainda, grandes extensões de florestas nativas com excelente potencial madeireiro, nem sempre com aproveitamento de forma legal. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que há no Pará 868 mil quilômetros quadrados de florestas, o correspondente a 70% da área do estado.

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Além das madeiras em tora, o estado comercializa como subprodutos e derivados pasta de madeira (6,18 milhões de dólares) e madeira serrada (4,89 milhões de dólares).

Agricultura

Outros três produtos que fecham a gama da participação agroflorestal do Pará vêm diretamente das lavouras e são especiarias das quais o estado entende bem. A começar pela pimenta, que movimentou 6,8 milhões de dólares em janeiro. Esse é um produto de cuja exportação o Pará é líder isolado desde as primeiras remessas feitas ao mercado internacional. Mas antes de ser líder na exportação, o é na produção doméstica.

O mesmo vale para o óleo de palma, que atingiu 3,6 milhões de dólares transacionados. Esse produto, de que o estado entende bem, tem no Pará o maior celeiro, de acordo com dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. O milho, com 3,2 milhões de dólares exportados, completa a cesta.

Lideranças

Apesar do avanço discreto, mas constante, das commodities do campo, os imbatíveis continuam a ser, de longe e sem rivais à altura, os elementos da “tabela periódica” que o Pará tem a seus pés. Sim, eles, os recursos minerais, liderados pelo minério de ferro, roubam a cena e são o principal sustentáculo da participação paraense na balança. Só o superávit do Pará, puxado pelos minérios, é equivalente a 48,8% do lucro do país.

O minério de ferro encabeça a fila, com 647,39 milhões de dólares movimentados no mês passado, acompanhado pelo cobre (217,68 milhões de dólares), óxido e hidróxido de alumínio (76,85 milhões de dólares) e manganês (40,87 milhões de dólares). Também têm presença marcante o alumínio bruto (35,05 milhões de dólares), o caulim (20,53 milhões de dólares), o minério de alumínio (18,92 milhões de dólares) e as ferro-ligas (16,05 milhões de dólares).

Confira os produtos mais exportados do Pará no mês de janeiro!