A Avanco, por meio da AVB Mineração, recebeu na última sexta-feira (5) uma concessão para a lavra de minérios de cobre e de ouro, nos municípios paraenses de Canaã dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas. A outorga, para a parte do empreendimento conhecida como Antas North, foi publicada terça-feira (9) no Diário Oficial da União pelo Ministério de Minas e Energia.
A portaria compreende uma área de 7.290 hectares e abrange a reserva medida de 6.763.732 toneladas de minério bruto (ROM) de cobre, de acordo com o Relatório Final de Pesquisa. Segundo a portaria, a lavra fica condicionada “à produção anual média de 380.000 toneladas, relativa à reserva lavrável de 3.421.681 toneladas de minério bruto (ROM) do Plano de Aproveitamento Econômico da Jazida, aprovado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral”.
Os principais equipamentos estão em processo de entrega ou fabricação, como o moinho de bolas e o filtro de prensa. O moinho está sendo preparado para embarque no porto de Houston, nos Estados Unidos, e deve chegar ao Brasil no fim de setembro. O filtro está sendo fabricado pela Metso na Europa. O alimentador vibratório e a britagem secundária estão em fase de montagem no Brasil.
O diretor da Avanco, Luis Maurício Azevedo, atribui esse marco à persistência e à dedicação da equipe da mineradora. “A Avanco é a prova que no Brasil pode-se trabalhar cumprindo prazos e cronogramas, e contar com a cooperação dos órgãos regulatórios. A Sema, o DNPM e o MME sempre foram informados dos avanços do projeto e, quando precisamos das licenças, elas foram obtidas num prazo muito razoável”, disse ele, referindo-se ao estigma que as mineradoras juniores enfrentam, uma vez que são vistas como empresas de pesquisa, exploração, especuladoras, e não como produtoras em potencial, assim como o Brasil é visto como um país burocrático.
Azevedo diz que foram somente seis anos entre a empresa ser listada até a obtenção das reservas, isto com duas grandes crises no período. A Avanco surgiu em 2008 e o pedido de concessão de lavra foi feito em 2013.
“Nos orgulhamos por que fizemos quase 60 quilômetros de sondagem e gastamos cerca de U$ 30 milhões, tudo certificado pelo JORC. Raras são as companhias que sondam tanto, em tão pouco tempo e com tão pouco dinheiro. Isso mostra que no Brasil, as coisas não são tão caras, e o diferencial pode estar no gerenciamento. Na Avanco, todos perseguem menor custo, e o melhor resultado. O dinheiro do acionista é levado a sério”, afirma o diretor.
A próxima etapa é conseguir US$ 60 milhões com investidores para tirar do papel a planta e em 2015 produzir concentrado de cobre. “A Avanco vai correr atrás deste prazo. E já se prepara para começar um segundo projeto avançado, e que também deve virar mina, mas este lá para 2017”, afirma Azevedo.
Nesta semana, o gestor de fundos da BlackRock, Evy Hambro, disse que a Avanco Resources é a empresa que mais tem se destacado entre as mineradoras juniores listadas na bolsa da Austrália (ASX). O fundo BlackRock é o maior acionista individual da AngloGold Ashanti e o quarto maior da Vale.
O escopo do projeto da Avanco é produzir concentrado com 30% de cobre e 0,8 gramas de ouro por tonelada. O produto será escoado, em big bags, por caminhão de Parauapebas para o porto de Belém, onde deve ser embarcado para a Europa. A meta é embarcar cerca de 1 mil toneladas de concentrado por semana.
Segundo Azevedo, a Avanco está preparada para fazer a transição de empresa exploradora para produtora. “Se você olhar o perfil da diretoria, vai ver que sou o único que não sou minerador nato, apesar de já ter trabalhado e operado duas minas em Goiás, e assessorado várias outras empresas que aqui operam”, declara o diretor, que é advogado e geólogo.
“Quanto aos demais diretores – Tony, Colin , Simon, e Wayne – eles têm juntos quase 150 anos de experiência, colecionados em mais de dez países diferentes em quatro continentes”, diz Azevedo.
Fonte: Notícias da Mineração





