Audiência Pública: Políticos estaduais e federais prometem unir forças para caminhar na direção da realização dos grandes projetos

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Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Audiência Pública que durante quase cinco horas debateu o desenvolvimento socioeconômico de Marabá e região, nesta sexta-feira (11), no Plenário da Câmara Municipal de Marabá não teve a presença esperada e anunciada de políticos estaduais e federais. Pela Assembleia Legislativa do Pará, somente o deputado João Chamon Neto (PMDB) se fez presente. Representando a Câmara dos Deputados, vieram apenas Beto Salame (PP), Joaquim Passarinho (PSD) e Júlia Marinho (PSC). Dos senadores apenas Paulo Rocha (PT). A explicação para tanta ausência foi a falta de passagens nos aviões das empresas que fazem rota para Marabá.

Mesmo assim e com uma hora de atraso, a audiência iniciou com explanação, pelo presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, dos projetos que podem alavancar a economia regional, como a siderurgia, a Ferrovia Paraense, o Porto Público, Hidrovia Araguaia-Tocantins, da Alça Viária no entorno do Distrito Industrial, do Polo Metal Mecânico, consequência da verticalização do aço que for produzido aqui, entre outras saídas possíveis para o crescimento regional.

Na visão do prefeito em exercício Antônio Carlos Cunha Sá, a exposição de Ítalo Ipojucan foi precisa, pois o presidente da Acim “conhece com ninguém os projetos para a região e para o País”, mas não tem poderes para fazer com isso se torne realidade, fazendo com que Marabá e o Pará se transformem na grande locomotiva do País.

O deputado João Chamon Neto, em sua fala, disse que em todas as sessões da Assembleia Legislativa se manifesta em favor do desenvolvimento de Marabá e região e espera, que todos os projetos mostrados durante a audiência se materializem, com a força da bancada federal.

Já o senador Paulo Rocha disse que é preciso que cada um desses projetos seja avaliado com cautela para que a região não se torne apenas exportadora, alertando para o fato de que não se pode abrir mão da verticalização, pois o desenvolvimento tem de atender a todos os interesses.

O deputado Beto Salame, que foi alvo de ovos atirados por um grupo de universitários da Unifesspa, após o tumulto disse que a bancada paraense está unida em Brasília para defender os interesses de Marabá e da região, listou várias conquistas, não só dele, mas de outros políticos da bancada do Pará e disse que o momento é de unir forças, independentemente de siglas partidárias.

Audiência (31)

Discursaram ainda o deputado federal Joaquim Passarinho, o ex-deputado Wandenkolk Gonçalves, representando o governo do Estado, o coordenador de Projetos do Dnit, Edmarques Magalhães, e os vereadores Marcelo Alves (PT) e Ilker Morais (PHS).

Ao final, a vereadora Irismar Melo (PR), que encabeça Comissão Especial de Desenvolvimento, agradeceu a todos, disse que esse é apenas o primeiro passo dessa luta e repudiou a agressão do grupo de alunos da Unifesspa ao deputado Beto Salame.

Indagado se a audiência, na opinião dele, atingiu os objetivos, Ítalo Ipojucan disse acreditar que o movimento é válido. “Nós, de certa forma, abordamos os vetores de desenvolvimento da região, aquilo que é possível acontecer, mas que necessariamente depende da ação de agentes externos e do agente político”, avaliou ele.

Para Ítalo, a grande importância é o encaminhamento prático disso. Eu acredito que esse destaque na união da bancada federal em torno dos projetos estratégicos do Estado e da União, seja significativo. “Apesar da pouca presença de deputados federais, acredito que o senador Paulo Rocha tem essa experiência de liderar os processos em Brasília e de agir onde os gargalos surgem”, afirmou.

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