30 anos de mineração discutidos em evento em Parauapebas

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Durante todo o dia de ontem, quinta-feira (10), estudantes, servidores públicos e funcionários de empresas privadas acompanharam as palestras do evento “Carajás em pauta: 30 anos da mineração e seus reflexos na região”, promovido pela coordenação do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Parauapebas, no auditório Centro Universitário de Parauapebas (Ceup).

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Pela manhã, o público conferiu a exposição do professor da Universidade Estadual do Pará, Doutor em Geografia, Fabiano Bringel, que discorreu sobre a mineração e a questão agrária. Em seguida, foi a vez do vereador de Belém Fernando Carneiro (PSOL) falar sobre o capitalismo e seus reflexos na Amazônia. À tarde, a palestra ficou por conta da liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Charles Trocate, que abordou a necessidade de um movimento popular frente a mineração.

Já a tão aguardada presença do jornalista Lúcio Flávio Pinto, que falaria sobre a história da exploração mineral na Amazônia e encerraria o evento, não aconteceu por problemas de saúde do palestrante. “Nesta madrugada, o Lúcio Flávio passou mal e, por esse motivo, não pode vir ao evento. Esperamos que ele esteja bem e, noutra oportunidade, ele virá ao município”, justificou o secretário geral do PSOL em Parauapebas, Hebber Kennady.

Os juízes Jonatas dos Santos Andrade, da 2ª Vara do Trabalho de Marabá, e Líbio Araújo Moura, da Vara Penal da Comarca de Parauapebas, foram convidados para encerrar o evento, oportunidade em que destacaram a importância da sociedade discutir e dialogar assuntos que afetam e transformam a vida das pessoas. “Devemos discutir cada vez mais a nossa realidade, a nossa região. O verdadeiro papel de um juiz é ser um solucionador de problemas e me preocupa muito a ausência da poderosa Vale neste encontro”, relatou o juiz Líbio.

Por sua vez, o juiz Jonatas dos Santos Andrade disse que tem uma visão otimista para a região. “Eu não comungo dessa visão de consternação e impotência diante da nossa realidade por uma série de motivos. Acredito que precisamos agir e cumprir com a nossa missão para que possamos mudar a realidade que está aí”, observou, acrescentando que sentiu-se honrado em substituir o ícone do jornalismo na Amazônia, o jornalista Lúcio Flávio Pinto, ganhador de Prêmios Esso.

Para o participante Roberto Vagner Lacerda, o evento foi esclarecedor e expôs de forma clara a situação para a qual caminha os municípios da região que estão prejudicados pela retirada de suas riquezas. “As riquezas daqui são levadas para fora e geram lucro exorbitante para as mineradoras, em especial à Vale, deixando para as populações e cidades locais um pesado ônus social. A sociedade deve abrir os olhos para o que vem acontecendo e tomar as devidas providências no sentido de se organizar para cobrar a conta social que será deixada por essas mineradoras para as populações”, opinou.

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