Vírus Zika preocupa o mundo. Em Parauapebas, ações de combate ao mosquito Aedes aegypti continuam

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Aedes_aegypti_foto internetNa noite desta quarta-feira (3), a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento, em cadeia nacional de rádio e televisão, convocando a todos os brasileiros para que se engajem no que chamou de “luta urgente” contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika. Anunciou, ainda, que no próximo dia 13 (sábado), 220 mil homens das Forças Armadas percorrerão 356 municípios em busca de focos do inseto.

A presidente insistiu que o principal instrumento de combate ao mosquito é evitar o nascimento do inseto. No pronunciamento, ela disse também que queria transmitir uma “palavra especial de conforto” às mulheres grávidas, garantindo que o governo federal fará “absolutamente tudo para apoiar as crianças atingidas por microcefalia, malformação em bebês que está relacionada ao vírus”.

Em Parauapebas, as ações de combate ao mosquito da dengue estão sendo realizadas desde o fim do ano passado. Mutirões de limpeza ocorreram em dezembro em locais com alto grau de infestação do mosquito Aedes aegypti, como nos bairros que fazem parte do  Complexo Altamira. Dois casos de microcefalia também foram registrados em Parauapebas, em 2015, como já confirmou a Secretaria de Saúde (Semsa).

Segundo a coordenadora do Departamento de Vigilância Ambiental e Controle de Endemias da Semsa, enfermeira Núbia Lima, a comunidade deve acionar a equipe de saúde para combater criadouros do mosquito da dengue. “Pode entrar em contato com a Secretaria de Saúde, no telefone 3346-1020 – Ramal 257”, orienta.

Há também outro canal de comunicação que a comunidade pode fazer uso, que é o Whatsapp da Secretaria de Serviços Urbanos: 98808-0295. Por meio dele, a população pode indicar locais e terrenos baldios que necessitam de limpeza.

Maternidade

Por conta da situação dos casos de microcefalia associados ao vírus Zika, algumas mulheres estão adiando o sonho da maternidade e, as que já estão grávidas, redobrando os cuidados, como é o caso da moradora do bairro Primavera, Thalita Crystina Pereira Costa, de 19 anos.

Já com 37 semanas de gestação, prestes a ter o bebê, ela conta que, no início da gravidez, usou repelente para se prevenir do mosquito, bem como evitou lugares com mato. “Não ia a lugares como chácara, roça. Ficava mais dentro de casa e cuidava pra não ter focos do mosquito por perto. Fiquei bastante apreensiva com os casos do vírus, porque é um susto pra todo mundo”, declara.

Emergência internacional

Na segunda-feira (1º), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus Zika identificados em diversos países.

A decisão foi tomada após reunião de emergência em Genebra, convocada pela OMS para tratar do assunto. “A ausência de uma vacina contra o Zika e de testes de diagnóstico confiáveis somados à falta de imunidade na população dos países afetados pelo vírus constituem fatores de preocupação”, afirma a Organização Mundial da Saúde.