Turma de Agronomia da Unifesspa é dominada por mulheres em Marabá

“Meninas superpoderosas” colam grau e se tornam engenheiras aptas a atuarem no mercado regional
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As mulheres da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) estão com tudo. A instituição promoveu a cerimônia de colação de grau da primeira turma formada apenas por mulheres na tarde da última quinta-feira (14), no auditório da Unidade III do campus de Marabá.

Essa turma de mulheres pertence ao curso de Engenharia Agronômica do ano de 2014 e foi composta por 7 mulheres que receberam seu diploma com muito entusiasmo e alegria, numa cerimônia que contou com a presença do paraninfo da turma – professor Fábio dos Reis, do diretor do Instituto de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional (Iedar) Eduardo Lucas Peixoto, do pró-reitor de Extensão e Assuntos Estudantis Diego Macedo que, na ocasião, representou o reitor da Unifesspa Maurílio Monteiro e conferiu o grau de bacharel às mais novas agrônomas de Marabá e região, além de outros professores, técnicos, familiares, amigos e alunos da universidade.

O paraninfo da turma, Professor Doutor Fábio dos Reis, falou sobre o valor de cada uma delas e demonstrou o quanto estava feliz em participar daquele momento ímpar. “Vocês podem até não saber, mas são nosso orgulho. Quero parabenizar pais e mães, haja vista que essa vitória também é de vocês. Sinto-me orgulhoso de ser escolhido como paraninfo dessa turma de guerreiras mulheres”. E completou: “Vocês são o farol dessa sociedade”.

A professora homenageada pela turma, Luíza de Nazaré Lima, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas alunas e o quanto elas são vencedoras por chegarem até aqui. “Eu me orgulho das meninas superpoderosas da Agronomia. Meu desejo é de que vocês sejam bênção pra essa sociedade e façam a diferença. Meus parabéns”, ressaltou.

O diretor do Instituto de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional (Iedar) Eduardo Lucas Peixoto, falou sobre a importância do acompanhamento familiar na trajetória estudantil das alunas e a importância dos familiares terem compreendido as ausências e por terem sido compreensivos em momentos decisivos da vida acadêmica de cada uma delas. “Vocês carregam o nome da Unifesspa.     Quero parabenizá-las por terem concluído com louvor mais essa etapa de suas vidas. Continuem estudando e contem sempre conosco”, disse.

O pró-reitor de Extensão e Assuntos Estudantis Diego Macedo que, na ocasião, representou o reitor da Unifesspa Maurílio Monteiro, pediu que as alunas sempre honrassem pai e mãe, relembrando que sua mãe não pode vê-lo colar grau, porque ela já havia falecido e destacou que esse momento é sublime, ímpar e muito importante na vida delas e mais significativo ainda quando se pode dividir com a família e os amigos. “Eu estou muito feliz em saber que o nosso curso de Agronomia vem formando profissionais em processos sustentáveis, agricultura familiar, tendo relevante papel social, sendo agrônomas críticas e participantes que refletem e conseguem ir além. Eu peço a vocês que tenham sempre humildade para aprender e ensinar”, completou.

“É uma sensação de conquista com esperança de novas realizações. Eu espero que as mulheres conquistem cada vez mais seu espaço, já que essa área é tida como majoritariamente masculina. Hoje, pra mim é um dia muito feliz”, disse a aluna Rosane de Sousa.

Ela também foi aprovada no Programa de Mestrado em Ciência Animal Tropical da Universidade Federal do Tocantins (PPGCat/UFT) e já segue viagem para Araguaína ainda este mês para cumprir esta nova etapa de sua vida.

A mais nova agrônoma da Unifesspa Crislei Trindade disse que estudar nessa turma foi uma alegria imensa e uma experiência única. “As experiências vividas aqui são inesquecíveis. Tenho orgulho dessa turma. Para o futuro, quero continuar estudando e focando nas áreas que eu gosto como agroecologia, agricultura orgânica e familiar com destaque para o social. Quero empreender. Minha família tem uma propriedade rural e quero ajudá-los com meus conhecimentos, investindo em fruticultura, criação de pequenos animais e plantas alimentícias não-convencionais, conhecidas como Panc”, disse entusiasmada a mais nova agrônoma.

 

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