Três assaltantes fugiram da Delegacia de Polícia de Jacundá

Inaugurado há 30 anos, o velho prédio da DP nunca passou por reforma ou ampliação e sua segurança está fragilizada
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Luilton da Silva Santos e Thiago da Conceição Mesquita foram presos na madrugada de sábado, 18, enquanto Marcos Tota da Silva acabou preso na semana durante buscas ao bando de assaltantes da agência Bradesco. Os três fugiram da precária Delegacia de Jacundá na madrugada de domingo, 19. Eles serraram grades e cadeados e escaparam. A DP é uma construção com 30 anos de existência e nunca passou por reforma ou ampliação.

Uma ação proposta pelo Ministério Público do Pará foi feita com base em visitas realizadas pelo chefe do MPE. Na ocasião, Sávio Ramon visitou a delegacia, onde constatou diversos problemas de estrutura física e material. Na DP a situação está cada dia pior, já que na vistoria teriam sido encontrados problemas de infiltração, paredes mofadas, dentre outras falhas estruturais, além de esgoto sanitário a céu aberto.

Após receber a ação, o juiz substituto da Comarca de Jacundá, Edinaldo Antunes Vieira, conheceu as instalações da Delegacia e constatou a veracidade da denúncia. “A interdição pode agravar ainda mais os problemas, mas o Estado tem a obrigação de reformar o prédio”, disse à Reportagem. O magistrado não afirmou se decretará a interdição do prédio. A fuga do trigo aconteceu provavelmente na madrugada de domingo (19).

Luilton da Silva Santos e Thiago da Conceição Mesquita foram presos na madruga de sábado, 18, por uma equipe da Polícia Militar. A dupla havia invadido uma residência no Bairro Santa Helena. “Eles roubaram dois notebooks, um molho de chave do referido imóvel e uma moto Bros 160- Azul”, relatou o sargento Luiz. Todos os objetos e veículos foram entregues ao proprietário.

Marcos Tota da Silva era fugitivo da penitenciária do município de Altamira. E foi encontrado por acaso na região do Açaizal, zona rural de Goianésia do Pará, por policiais militares que faziam buscas ao bando de assaltantes da agência do Bradesco na semana passada. Tota responde ao menos a sete processos, entre eles por roubo e tráfico de drogas. O trio aproveitou a precariedade do prédio para serrar os cadeados das celas e grades divisórias.

Por Antônio Barroso – de Jacundá

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