O Tesouro Nacional criou um ranking com notas para os resultados fiscais dos Estados. As notas variam de A ao D- e são definidas pelo Tesouro (veja ranking completo abaixo).
O Pará (A-) tem a melhor situação do Brasil. Na região Norte é seguido por Amazonas (B), Amapá (B), Rondônia (B), Roraima (B), Tocantins (B+) e Acre (C+). Apenas o Pará obteve conceito A- entre todos os Estados brasileiros.
O Pará obteve, em 2015, um resultado primário de R$ 53 milhões, mas possui uma dívida de apenas R$ 3,855 bilhões, sendo que só R$ 1,411 bilhão é com a União. O serviço da dívida do Estado com o governo federal é de R$ 148 milhões. O Pará obteve, no ano passado, um déficit primário de R$ 270 milhões. O serviço da dívida total é de R$ 633 milhões (R$ 374 milhões com Bancos Federais; R$148 milhões com a União; R$110 milhões com a Dívida Externa).
Segundo os cálculos do Tesouro, caso todos os Estados utilizassem a mesma metodologia para a medição de despesas com pessoal, seis estariam fora do limite exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A norma estabelece que a despesa com pessoal deve ser de, no máximo, 60% da receita corrente líquida do exercício. O estudo mostra que o Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Goiás e Rio de Janeiro estariam fora da legislação (clique aqui para acessar o estudo completo).
De acordo com Otávio Ladeira, secretário do Tesouro, para obtenção de créditos, se o Estado tiver nota A ou B, a área responsável pode avaliar as operações. Caso o Estado tenha alcançado a classificação C e D, fica a cargo do ministro da Fazenda a avaliação. “Estamos trabalhando para inserir outras análises que criam restrições”, adiantou Ladeira.
A Fazenda passará a divulgar anualmente dados sobre as finanças públicas de Estados e municípios. A intenção é anunciar em março as informações sobre os Estados e, em agosto, os dados sobre os municípios.



Uma resposta
Boa tarde, sabe me informar se essa operação da Policia Federal também houve em Marabá.