Som “paulera” no meio da rua leva dois para a delegacia

Amigos curtiam música em volume muito alto e vizinhos acionaram a fiscalização. A dupla se rebarbou, foi presa e teve de pagar fiança.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

A equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente está mesmo determinada a coibir casos de poluição sonora em Marabá. Neste ano, várias pessoas já foram autuadas e no último domingo um caso chamou a atenção por ter chegado a um nível que ainda não havia sido registrado até agora.

Na Folha 21, núcleo Nova Marabá, Adão Rodrigues Carvalho e um amigo dele, Wollemberg Costa Carvalho, resolveram colocar uma caixa de som no meio da via pública e curtir o final da tarde de domingo.

Os vizinhos se sentiram incomodados com a música altissonante e resolveram denunciar o caso aos fiscais da SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente). Uma equipe que estava de plantão foi até o local e ao chegar constatou que o volume da caixa de som estava acusando 74.4 decibéis, muito acima dos 55 decibéis permitidos por lei.

A dupla se exaltou com os fiscais da SEMMA, tentando impedir a apreensão da caixa de som, recolhendo-a para dentro da casa. Por conta disso, a Polícia Militar foi acionada e solicitou que a caixa de som fosse colocada do lado de fora, pois ela estava apreendida.

Nesse momento, Wollemberg Carvalho teria jogado o aparelho de som no meio da rua. Segundo a denúncia que chegou à delegacia de Polícia, os dois apresentavam sinais de embriaguez e agrediram verbalmente os fiscais ambientais. Diante do ocorrido, os dois foram conduzidos para a 21ª Seccional de Polícia Civil, onde Adão Carvalho foi preso em flagrante por crime ambiental. Ele pagou fiança, foi solto e vai responder ao crime em liberdade.

Segundo o coordenador de Fiscalização da SEMMA, Paulo Chaves, apenas no último final de semana foram recebidos 37 denúncias específicas de poluição ambiental, tendo sido lavrados três autos de infração e duas caixas amplificadas apreendidas, além de uma lanterna que dá choque.

Ulisses Pompeu – de Marabá