Sem-terras antecipam invasões no ano eleitoral

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Os movimentos de luta pela reforma agrária estão antecipando as jornadas de invasões de terras este ano. O objetivo é pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a recuperar, no último ano de governo, os números que consideram modestos de famílias assentadas. No sábado, cerca de 60 integrantes da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp) invadiram, numa única ação, duas fazendas em Agudos, no centro-oeste do Estado.

De acordo com a Polícia Militar, o mesmo grupo, procedente de acampamentos da região, se dividiu para ocupar as fazendas Cabreúva e Nossa Senhora Aparecida, localizadas na rodovia que liga a cidade de Agudos ao distrito de Domélia. Eles cortaram as cercas e iniciaram a montagem de barracos.

As lideranças do movimento disseram que as áreas foram consideradas improdutivas e estariam em processo de desapropriação pelo Incra. As duas fazendas foram invadidas em 2009 pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). A Cabreúva também já tinha sido ocupada pelos integrantes da Feraesp. Os invasores deixaram o local no penúltimo dia do ano passado. De acordo com a PM em Agudos, o clima na área era tranquilo ontem. Os proprietários tomaram providências na Polícia Civil para entrar com pedido de reintegração de posse na Justiça.

O MST quer antecipar a jornada de lutas pela reforma agrária por causa do calendário eleitoral. "Teremos um ano curto para cumprir nossas tarefas. É um ano de eleições nacionais e de Copa do Mundo, que envolvem toda a sociedade brasileira", afirmou Joba Alves, da coordenação nacional, em balanço publicado no site do MST.

O líder considerou que 2009 foi o pior ano em conquista de assentamentos, pois o governo praticamente não teria assentado famílias. Segundo ele, este ano o movimento vai fazer "uma boa jornada de lutas em março e abril para manter as reivindicações na ordem do dia". Normalmente, a jornada de lutas só é deflagrada com o "abril vermelho".

O líder José Rainha Júnior também acompanha o calendário eleitoral e concentra em fevereiro as ações de seus grupos, dissidentes do MST e ligados a sindicatos de trabalhadores rurais. Ele promete uma jornada de invasões durante o chamado "carnaval vermelho".

Cerca de 50 integrantes do MST acamparam, no sábado, na margem da rodovia estadual que liga as cidades de Coronel Macedo e Itaporanga. Eles estão nas imediações de uma fazenda vistoriada pelo Incra e que teria sido considerada improdutiva.

Fonte: Estadão

Publicidade

Posts relacionados