São Félix do Xingu: Superintendente de Polícia Civil irá até localidade em que uma família foi executada

José Gomes, o Zé do Lago, sua mulher, Márcia Nunes Lisboa, e a filha dela, Joane Nunes Lisboa, enteada de Zé, foram assassinados a tiros de pistola
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Da esquerda pra direita: o ambientalista José Gomes, o Zé do Lago; sua mulher, Márcia Nunes Lisboa e Joane Nunes Lisboa, enteada de Zé e filha de Márcia

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Somente nesta terça-feira (11) é que o superintendente de Polícia Civil do Alto Xingu, delegado José Carlos Rodrigues dos Santos, irá à localidade de Cachoeira do Mucura, às margens do Rio Xingu, em São Félix do Xingu, distante 80 km da sede municipal. Ele e equipe farão mais levantamentos sobre o assassinato do ambientalista José Gomes, o Zé do Lago, da sua mulher, Márcia Nunes Lisboa, e da filha dela, Joane Nunes Lisboa, enteada de Zé.

Família assassinada em São Félix

A família foi encontrada morta no domingo (9), com marcas de tiros. O corpo de Márcia estava boiando no Rio Xingu, e os de Zé do Lago e Joane, próximo da casa em que moravam. Um filho do homem prestou depoimento nesta segunda-feira (10), na Delegacia de Polícia Civil de São Félix, e disse não saber o que pode ter motivado o triplo homicídio nem quem teria cometido. Ele afirmou que não tem conhecimento de que o pai, a madrasta e a filha dela tivessem algum inimigo ou tivessem ofendido alguém.

No local do crime foram encontradas várias cápsulas de munição pistola calibre 380. Os corpos foram encontrados por agentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e por um filho de Zé do Lago, que era trabalhador rural e também desenvolvia um projeto de criação e soltura de quelônios, como tracajás e tartarugas, para o repovoamento do Rio Xingu.

Vídeo em que Zé do Lago fala sobre o projeto dos quelônios

Nesta terça-feira, o superintendente da Polícia Civil vai até a localidade ouvir outros parentes e também conhecidos da família assassinada. Um inquérito já foi aberto e as investigações iniciaram já no domingo.

O acesso à localidade, no verão, é feito de carro, mas, nesta época e devido às fortes chuvas que têm caído na região, atualmente só se chega de barco ou lancha voadeira.

A Polícia Civil solicita a quem tiver informações que possam contribuir com a elucidação do caso ou a identificação dos matadores, que ligue para o Disque Denúncia da PC: 181. 

(Com informações do repórter Jucelino Show, de Tucumã)