São Félix do Xingu: mãe e tia exploravam sexualmente adolescente de 13 anos de idade

O caso foi descoberto porque a mãe da garota foi à Delegacia de Polícia Civil prestar queixa contra um homem que lhe aplicou calote

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Em São Félix do Xingu, uma mulher compareceu à Delegacia de Polícia Civil, acompanhada da filha de 13 anos de idade, nesta segunda-feira (18), para prestar queixa contra um homem. Motivo: ele manteve relações sexuais com a adolescente, mas não pagou conforme o combinado – uma quantia e um telefone celular. Diante do flagrante crime de exploração sexual cometido pela própria mãe da menor, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) assumiram o caso.

A mãe recebeu voz de prisão no momento em que se queixava do calote. Em seguida, uma tia da garota, que a levou até um motel para se encontrar com o homem, também foi presa. Pelo crime de “exploração sexual de criança ou adolescente ou vulnerável”, descrito no artigo 218-B do Código Penal Brasileiro (CPB), ambas podem pegar pena de 4 a 19 anos de cadeia.

Uma vez que o caso passou a ser investigado a fundo, os policiais concluíram que não foi a primeira vez que ocorreu a exploração sexual contra a adolescente vulnerável – menor de 13 anos. Já era uma prática recorrente, com a participação da própria mãe da garota e que a tia era cúmplice. Os próprios funcionários do motel confirmaram que o homem havia reservado um quarto para o encontro.

“No decorrer das diligências, constatou-se que a adolescente foi conduzida ao motel por sua tia, mediante promessa de pagamento em dinheiro e aparelho celular, havendo ainda indícios de que ela já era submetida anteriormente a situações semelhantes, com conhecimento e participação da genitora e da tia”, confirma a Polícia Civil. 

Diante das evidências do crime, considerado hediondo, e até pela participação da própria mãe da garota, que deveria protegê-la, a mulher e a tia foram imediatamente presas e estão à disposição do Poder Judiciário.

A vítima foi entregue aos cuidados da Rede de Proteção do município. O proprietário do hotel também será chamado a prestar esclarecimentos por permitir a presença de menor no estabelecimento, sem a companhia dos pais ou responsáveis. O estuprador ainda não foi localizado.

(Com informações da Polícia Civil)