Quatro são presos em Marabá acusados de aplicarem anabolizantes

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A juíza Elaine Neves de Oliveira, da 5ª Vara Penal de Marabá, expediu um mandado de busca e apreensão em seis residências e uma academia de musculação em Marabá nesta quarta-feira. Mais de 20 policiais civis e uma equipe de promotores foram nos sete nas primeiras horas do dia e em cinco alvos apreendeu uma grande variedade de medicamentos suspeitos, seringas e livros com nomes de supostos clientes e valores cobrados.

O pedido de busca e apreensão foi apresentado à Justiça pelo Ministério Público, que investigou o caso durante seis meses, inclusive com quebra de sigilo telefônico dos suspeitos, tudo autorizado pela Justiça. As investigações apontaram que há em Marabá um grupo de pessoas que estaria aplicando esteroides anabolizantes de forma indiscriminada.

Entre as substâncias mais comercializadas em Marabá estão TNB, Propianato, Durateston, Ciclo Seis, Dianabol e GH, uma das mais comuns.

As conversas telefônicas entre os aplicadores de “bomba”, como são chamados os anabolizantes, revelam que os valores cobrados pelos acusados variam entre R$ 100,00 e R$ 2.000,00, dependendo do produto e da quantidade de doses aplicadas. Alguns pacientes-vítimas chegam a receber até 15 doses do mesmo produto no espaço de 30 dias, causando uma mudança radical no corpo.

Os mandados judiciais de busca e apreensão foram expedidos contra Welison Silva Damasceno, Cristiano Santos Chaves, Silvio Roberto Araújo de Abreu, Esmailly Kalleby Gomes Mendes, Jair Bernardo da Silva, Ana Lúcia Oliveira Batista, Adilson Meneses e Academia Flex.

Foram presos em flagrante com os produtos Welison Damasceno, Cristiano Santos Chagas, Silvio Roberto de Araújo Abreu e Esmailly Gomes Mendes. Cristiano mantinha munição de arma de fogo em sua casa, pagou fiança e foi liberado.

Ana Lúcia Oliveira não estava em casa, mas a polícia encontrou produtos em sua residência ela está sendo procurada para responder também pelo mesmo crime. Em seu local de trabalho, no Saci (Serviço de Atendimento ao Cidadão), Ana Lúcia não apareceu para trabalhar hoje.

Os presos e demais acusados vão responder por crime contra a saúde por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e, caso sejam condenados, podem pegar entre 10 a 15 anos de prisão.