Parauapebas

Prefeitura de Parauapebas vai usar R$ 20,5 milhões para asfaltar estrada da Carimã

Da zona rural do município sai uma farta produção de commodities agrícolas estimada em R$ 135 milhões por ano, encabeçada por considerável parte dos 20 mil camponeses, entre os quais 11 mil eleitores.

De hoje a um mês será dada a largada para que a principal via de escoamento de produtos agrícolas do município receba infraestrutura e os colonos tenham condições de produzir e fazer chegar alimento à mesa da população de Parauapebas. A prefeitura vai abrir no dia 20 de março a concorrência para as obras de asfaltamento de 35 quilômetros de estrada entre o Projeto de Assentamento Carajás e a vila Carimã, na zona rural do município.

Pelo edital da licitação (que você pode conferir aqui), a empreitada vai custar R$ 20.440.566,06. Os recursos são fruto de convênio entre o Governo Federal e a Prefeitura de Parauapebas. A Secretaria Municipal de Obras (Semob) é quem vai ficar responsável pela fiscalização dos serviços de pavimentação asfáltica. O prazo para execução do contrato é de um ano.

A estrada interliga 37 assentamentos à cidade de Parauapebas, sendo que as vilas Nova Jerusalém, com 150 famílias, e Carimã, com 600, são as mais populosas. De acordo com a Semob, do Km 1 ao Km 22, a via pertence ao município de Parauapebas; do Km 23 até o Km 35, é de responsabilidade da administração do município de Marabá. No entanto, as principais vilas localizam-se mais próximas à cidade de Parauapebas — a distância da Carimã para a cidade de Marabá, por exemplo, é de cerca de 150 quilômetros — e, por isso, mesmo que centenas de pessoas residam em território marabaense, recorrem a serviços e equipamentos públicos parauapebenses, uma das razões pelas quais a administração do prefeito Darci Lermen se preocupa em atender aquelas comunidades.

Produção agrícola

O asfalto será literalmente uma mão na roda para a população que reside entre o PA Carajás e a vila Carimã, e adjacências. Atualmente, cerca de 20 mil habitantes de Parauapebas habitam áreas assim, rurais, muitas delas sem qualquer condição de escoamento da produção. São, de acordo com números de janeiro deste ano do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 11 mil eleitores nos rincões do município que mais produz minério de ferro no país.

Essa gente faz pulsar uma economia que corre à margem da megaindústria extrativa mineral. Só em rebanho bovino Parauapebas conta com aproximadamente 120 mil cabeças de gado e suas lavouras produzem cerca de R$ 135 milhões por ano em commodities apreciadíssimas na cidade e noutras praças comerciais, como mandioca (R$ 66 milhões), banana (R$ 36 milhões), açaí (R$ 2,4 milhões), soja (R$ 1,9 milhão), abacaxi (R$ 1,2 milhão), cacau (R$ 500 mil) e produtos oriundos da extração vegetal (R$ 900 mil). A maior parte dessa movimentação econômica, quase invisível, é feita pelo colono, que enfrenta a poeira do verão e o rigoroso inverno chuvoso da Amazônia para levar o alimento à mesa de milhares de pessoas.

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