Polícia desencadeia operação “Fio de Ouro” em Marabá

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Por Ulisses Pompeu – de Marabá
Oito dias depois de a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual terem realizado uma devassa nas secretarias municipais de Obras e Finanças de Marabá, hoje, quinta-feira, 26, cerca de 20 homens do GPE (Grupo de Policiamento Especial) e do NAI (Núcleo Avançando de Investigação), ambos da Polícia Civil, cumpriram um mandado de busca e apreensão na Secretaria de Finanças e na Comissão de Licitação.

Policiais levam documentos apreendidos na Comissão de Licitações da Prefeitura de Marabá

O mandado foi assinado pelo juiz Emerson Benjamin Pereira de Carvalho, titular da 4ª Vara Penal de Marabá, e com o objetivo de apreender documentos, computadores e mídias relacionados aos procedimentos licitatórios e contratos firmados entre a Prefeitura Municipal de Marabá e a empresa Dirceu Herenio Pedras ME.

A operação, comandada pelo delegado Álvaro Ikeda, titular do Núcleo de Apoio às Investigações, não deu detalhes sobre as investigações, alegando que tudo corre em segredo de justiça. A operação foi batizada de “Fio de Ouro”, porque investiga um suposto esquema de superfaturamento na realização de cursos de cabeleireiro, manicure e corte e costura realizados através da Secretaria Municipal de Ações Comunitárias (SEMAC).

Embora tenha iniciado suas atividades em 2010, a empresa Dirceu Herenio Pedras, que tem nome de fantasia como “Norte Cabeleireiros”, ganhou licitações em 2011 da ordem de R$ 1.545.747,50. Nos primeiros dois meses deste ano, a mesma empresa ganhou várias outras licitações para serviços a serem realizados este ano que totalizam R$ 4.428.379,70. “Com esse valor, eu formaria um exército de cabeleireiros”, disse um dos donos de empresas do ramo de formação de cabeleireiros com sede em Marabá, que achou estranho que nunca tenha ficado sabendo dessas licitações.

A procuradora geral do município, disse que achou estranho que a polícia tenha ido a um órgão da Prefeitura de Marabá para obter documentos, uma vez que sempre que a Justiça solicitou informações do atual governo sempre obteve com celeridade. “Vamos acompanhar a operação e depois avaliar qual o instrumento que iremos adotar para nos queixar dessa operação”, ressaltou.

A secretária municipal de Ações Comunitárias, Lúcia Mendes, destacou que foi surpreendida com a ação da polícia e que acabara de receber o mandado de busca e apreensão de contrato relacionado a sua secretaria. “Estamos tranquilos, porque prestamos cursos para a comunidade e temos como comprovar”, garantiu.

A reportagem tentou contato com a direção da empresa Dirceu Herenio Pedras, mas ninguém quis se pronunciar sobre o caso.