Parauapebas vai aplicar R$ 2 mi na saúde de bebês com dificuldade de ingestão de leite

Sem essa política municipal para atendimento a crianças que não podem tomar leite normal, os pais teriam de desembolsar até R$ 3 mil por mês para garantir a sobrevivência de seus pupilos
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Uma medida publicada pelo governo do prefeito Darci Lermen vai contribuir com a saúde pediátrica de dezenas de crianças carentes do município. A Prefeitura de Parauapebas vai licitar no próximo dia 1º, via pregão eletrônico, o fornecimento de fórmulas nutricionais infantis para crianças diagnosticadas com alergias à proteína do leite de vaca. O investimento estimado é de R$ 2,131 milhões.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que observou a compra de aproximadamente 10 mil latas de leite as quais serão distribuídas às crianças cadastradas no Programa de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), do qual atualmente fazem parte 113 indivíduos, 58 deles com menos de um ano de vida.

Nesta terça-feira (24), o assunto virou polêmica na Câmara de Vereadores após o vereador da oposição Aurélio Goiano dizer que a prefeitura não estava envidando esforços para ajudar as crianças carentes que necessitam de leite especial. Segundo ele, a prefeitura não teria sequer aberto licitação para comprar os produtos. O vereador, no entanto, não se preocupou em dar uma passada no portal da transparência para evitar a gafe, já que a licitação foi aberta e deve ter conferência de propostas na quarta-feira da semana que vem.

Em justificativa que acompanha a licitação, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), organizadora da compra, diz que o processo é necessário para manter o fornecimento de leite especial, que contém fórmulas nutricionais infantis dietoterápicas específicas e indicadas para garantir todos os nutrientes para crianças menores de 6 meses e complementar os nutrientes provenientes da alimentação para crianças maiores de 6 meses.

Não fosse o programa municipal de distribuição de leite especial, a vida de muitas crianças estaria em risco. Isso porque algumas latas de leite custam, em média, R$ 250. Com isso, o gasto mensal dos pais para adquirir o produto poderia chegar a R$ 3 mil, valor que está muito distante da realidade de muitas famílias carentes, muitas delas com renda per capital de um salário mínimo.

Intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite?

Muitos bebês passam mal depois de mamar. Pode ser que ele tenha alergia à proteína do leite de vaca ou intolerância à lactose. Ambas as condições apresentam sintomas semelhantes, mas que variam conforme a gravidade das reações. As duas têm tratamento.

De acordo com especialistas, o corpo produz naturalmente enzima digestiva chamada lactase, que é responsável por quebrar a molécula de lactose e facilitar sua absorção correta pelo organismo. A intolerância à lactose acontece quando a produção desta enzima é reduzida ou cai completamente. Assim, a lactose chega ao intestino grosso inalterada e é fermentada por bactérias, provocando desconfortos. Um bebê com intolerância à lactose desenvolve gases, cólicas, diarreia ou até vômito sempre que mama ou ingere alimentos com lactose.

Já a alergia à proteína do leite de vaca é reação do sistema imunológico às proteínas presentes no leite de vaca e em seus derivados, como manteiga, queijo, requeijão e iogurte. É muito mais comum nas crianças e rara em adultos. Os especialistas observam que quem é alérgico ao leite de vaca pode apresentar desde sintomas leves, como urticária na pele, até reações bem graves, como o choque anafilático, que pode ser fatal.