Parauapebas: Pastoral da AIDS retoma atividades após paralisação por conta da pandemia

A entidade, ligada a Igreja Católica, realiza trabalhos sociais com pessoas vivendo com HIV, como palestras, visitas domiciliares e realiza a Campanha de Doação de Leite, para crianças vivendo ou que são expostas ao vírus, que será relançada nesta sexta-feira (23)
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A Pastoral da AIDS aos poucos começa a retomar os seus trabalhos sociais em Parauapebas. Os trabalhos estavam parados há mais de um ano por conta da pandemia. A pastoral é ligada a Igreja Católica e realiza trabalhos de solidariedade, como formação e ações educativas de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), como a AIDS.

Com o objetivo de educar, prevenir e assistir pessoas ligadas à problemática da AIDS, a Igreja Católica se uniu ao Ministério da Saúde em 1999 e criou a Pastoral da IST/AIDS. O trabalho, porém, vinha sendo realizado desde 1986 em locais isolados do País, dentro das Pastorais da Saúde.

Vinculado e gerido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral tem como compromisso implementar um serviço de informação e assistência na base, chegando aonde o governo não tem forças para alcançar. A pastoral trabalha em duas linhas: na prevenção, dando esclarecimentos, visitando escolas e outros lugares e, também, no acompanhamento dos infectados, dando esperança de vida, animando aqueles que precisam conviver com o vírus.

A principal missão é a busca pelo respeito e no combate ao estigma e à discriminação de quem vive com o HIV/AIDS. Em Parauapebas, a pastoral foi fundada em 2015, por um grupo de voluntários. As ações na área de saúde são realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e o Centro de Testagem e Aconselhamento de Parauapebas (CTA).

A pastoral também trabalha a questão religiosa, com as famílias de pessoas vivendo com HIV/AIDS, através de visitas domiciliares. Ações essas que ficaram paradas devido à pandemia.

“Agora, graças a Deus, estamos retomando aos poucos essas atividades, com convites para realização de palestras educativas, que é nosso forte, assim como ações de bairros, que sempre realizamos em parceria com o CTA”, destaca Ana Lúcia, que faz parte da pastoral.

Segundo ela, após um ano sem atividades, devido à Covid-19, agora as ações começam, devagarzinho, sendo retomadas, com palestras. Na próxima sexta-feira (23), pela manhã, será realizada uma palestra em uma empresa mineradora, no Núcleo de Carajás, sobre a Campanha “Julho Amarelo”, que realiza ações preventivas e educativas sobre as Hepatites Virais.

Na semana passada foi realizada palestra para os funcionários do Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap). Segundo Ana Lúcia, nessa volta as atividades de palestras, também será relançada a Campanha de Doação de Leite, que arrecada leite em pó que é doado para crianças vivendo com HIV ou que são filhos de mães vivendo com o vírus, que não podem amamentar.

A campanha será relançada já nesta sexta-feira, durante a palestra em Carajás. A campanha foi lançada em outubro de 2017, juntamente com as atividades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

O leite é doado às crianças atendidas pelo CTA. “Antes da pandemia, a gente fazia mobilizações ou aproveitava eventos, como os da prefeitura, para divulgar a campanha. Com o início da pandemia, as atividades foram suspensas, mas agora vamos nos reunir para retomá-la, porque é um auxílio importantes à essas crianças, já que o estoque do CTA praticamente está zerado devido a redução da doação por conta da pandemia”, frisa Ana Lúcia.

Os agentes e voluntários da Pastoral IST/AIDS fazem a divulgação da campanha nas redes sociais, rádios, canais de TVs, visitas em faculdades públicas e privadas, escolas técnicas e de ensino fundamental e médio. Também buscam parcerias com empresas das áreas de mineração, sensibilizando os colaboradores e estes a se mobilizarem na empresa, no intuito de abraçar a causa.

A campanha, que também conta com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Parauapebas (Comdcap), é permanente e o leite arrecadado é doado rotineiramente às crianças na faixa etária entre 0 e 11 anos de idade, que vivem ou são exposta ao HIV/AIDS.

Tina Santos

Fotos: Pastoral da AIDS