Parauapebas: “Florindo o Mundo” realiza oficina “Jardins Agroflorestais”

A oficina, realizada no Projeto Pipa, segue até esta sexta-feira (10), objetivando a inovação social de sustentabilidade
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Seguem até sexta-feira (10) as atividades da oficina “Jardins Agroflorestais”, realizada pelo projeto “Florindo o Mundo”. A programação da oficina começou segunda-feira (6), no Projeto Pipa- Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos-, objetivando a inovação social de sustentabilidade.

Essa é a segunda turma do projeto, que tem a participação integrada de oito secretarias do governo municipal: Especial de Governo (Segov), Produção Rural (Sempror), Assistência Social (Semas), Meio Ambiente (Semma), Desenvolvimento (Seden), Mulher (Semmu) e Serviços Urbanos (Semurb), além do Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap).

Segundo o secretário de Governo, Kenisto Braga, a oficina “Jardins Agroflorestais” está recebendo técnicos experientes, vindos de fora para realizar um treinamento e aplicar, na prática, as ações visando a entrada das alunas do projeto no mercado de trabalho e geração de renda. “É uma implantação e uma incrementação do Florindo o Mundo nessa área. Nós estamos na segunda turma e a ideia com este treinamento de agroflorestal é intensificar e diversificar o cultivo das flores. Ou seja, é utilizar a nossa floresta e nossas potencialidades naturais, integrando isso a uma cultura de autossustentação. Plantar flores, frutas e hortaliças. Isso faz parte desse contexto, que visa gerar renda às mulheres”, ressalta o secretário.

De acordo com Juliana Araújo, coordenadora do “Florindo o Mundo”, a oficina “Jardins Agroflorestais” é uma proposta do projeto para capacitar as mulheres na área de Sistemas Agroflorestais (Safs), que é uma nova tecnologia de desenvolvimento de culturas, sejam elas de flores, assim como o cultivo de outras plantas ornamentais e hortifrutis no mesmo sistema.

“Essa é a proposta. Fazer com que as mulheres tenham essa prática de fazer um canteiro começando do zero”, ressalta a coordenadora.

Ela destaca que as alunas vão estudar e conhecer sobre o reflorestamento e as espécies de valor comercial para o paisagismo. “O objetivo principal é a capacitação das participantes na implantação e manejo de uma unidade experimental de jardim agroflorestal, com aulas práticas de educação ambiental”, enfatiza.

A oficina inclui aulas práticas e teóricas. Para as alunas, aprender mais sobre produção de flores e hortaliças é um incentivo para que possam investir nesse ramo, aumentando a renda familiar. “Esse curso é muito importantes, para termos mais conhecimento nessa área. Muitas de nós mexemos com flores e com hortas. Então, esse curso vai nos dar mais conhecimento e nos preparar para o mercado de trabalho”, frisou Fabiana dy Laura, aluna do projeto.

Os Sistemas Agroflorestais são modelos de produção fundamentados no funcionamento dos ecossistemas naturais. Segundo Pedro Paulo, palestrante da oficina, o objetivo é nos cinco dias de oficina repassar as alunas o máximo possível de conteúdo sobre esse modelo de produção.

“A gente tem cinco dias para trabalhar muito conteúdo. Vamos focar em passar uma experiência com prática para as mulheres do projeto, para que elas se sintam mais seguras para depois dar continuidade. Após essa capacitação, a gente fica alguns meses acompanhando-as pelo WhatsApp. Nesses cinco dias aqui, vamos fazer uma implantação de um Sistema Agroflorestal Sucessional Biodiverso, com muitas flores e alimentos, porque a proposta é que elas consigam produzir sua renda”, explicou Pedro Paulo, que veio de Alagoas e é agricultor e instrutor agroflorestal.

Tina DeBord- com informações da Ascom PMP