Parauapebas está vencendo o coronavírus e desmobiliza o Hospital de Campanha (HC)

Os pacientes que necessitarem de internação serão encaminhados para a ala conhecida como “covidão”, no antigo hospital municipal, com 40 leitos, e para o Hospital Geral de Parauapebas (HGP). O município dispõe atualmente de 21 leitos de UTI.
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Assim como os mais de 15 mil recuperados da Covid-19 em Parauapebas, o município também está vencendo a batalha contra o novo coronavírus. Números da Vigilância Epidemiológica apontam queda no índice de novas contaminações, redução da taxa de ocupação dos leitos e dos óbitos causados pela doença.

O resultado é fruto das ações desenvolvidas pelo município desde o início da pandemia, como a realização da testagem em massa via PCR, que já está superior a 640 para cada grupo de mil habitantes (maior taxa do País), a capacitação dos profissionais de saúde para lidar com a doença, a disponibilização de medicamento para tratamento das complicações da Covid-19, a ampliação em 100% do número de leitos de UTI e a construção do Hospital de Campanha (HC).

Diante desse contexto, o Comitê Técnico da Covid-19, composto por profissionais de saúde do município, aprovou a desmobilização da estrutura do HC e o encerramento do contrato com o Instituto Acqua, responsável pelo gerenciamento do hospital.

Dados do Hospital de Campanha (HC)

Inaugurado em 19 de maio pela Prefeitura de Parauapebas, em parceria com a Vale, o HC foi uma importante medida de retaguarda para salvar vidas e garantir a saúde da população durante a pandemia: dos 332 pacientes que foram atendidos no hospital ao longo desse período, 95% receberam alta.

Felizmente, jamais foi necessário utilizar todos os 100 leitos disponíveis no HC. Pelo contrário, a taxa de ocupação média girou em torno de 25%. Nesta quinta-feira (10), por exemplo, apenas 14 leitos estavam ocupados.

A maior taxa de ocupação foi registrada em 16 de junho, com 71 internações. Desde então, a estrutura vem sendo cada vez menos utilizada. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a desmobilização do HC já foi iniciada e, até o próximo dia 17, todas as suas atividades estarão encerradas.

Com o fechamento do HC, boa parte da estrutura montada para combater a covid será absorvida na rede municipal de atendimento de Saúde, que passa a contar com novos respiradores, além de profissionais treinados para atuar no tratamento do coronavírus

Os pacientes que necessitarem de internação serão encaminhados para a ala conhecida como “covidão”, no antigo hospital municipal, com 40 leitos, e para o Hospital Geral de Parauapebas (HGP). O município dispõe atualmente de 21 leitos de UTI.

A comunidade de Parauapebas também continuará contando com toda a rede de saúde pública no atendimento aos casos de Covid-19, que inclui a Atenção Básica para atendimentos dos casos mais leves nas 23 Unidades Básicas de Saúde (UBS) das zonas urbana e rural, e com a rede de urgência e emergência para casos mais graves, tendo a UPA e o Pronto Socorro Municipal como portas de entrada.

Dados Epidemiológicos

O município chegou a registrar perto de 500 novos casos por dia na primeira quinzena de junho, de acordo com a Vigilância Epidemiológica do município. Em julho, foi registrada uma leve queda no número, e a média atual de novos casos confirmados por dia é de 131,6.

De acordo com o Boletim Epidemiológico desta quinta-feira (10), há 10.703 pessoas em isolamento e apenas 45 internadas em estabelecimentos de saúde da rede pública e privada do município, ou seja, 0,4% do total dessas pessoas contaminadas pelo vírus precisaram de internação.

Já os dados relacionados aos óbitos por Covid-19 confirmados por dia mostram que o maior número de registros ocorreu entre os meses de abril e maio. Em junho, os números caíram, com leve subida em julho e estabilização em agosto e setembro.

Apesar dos avanços obtidos no combate à pandemia em Parauapebas, as autoridades municipais de saúde alertam para que a população mantenha os cuidados preventivos necessários, como o uso de máscaras, a higienização constante de mãos e braços e o distanciamento de pelo menos 1,5 metro em ambientes públicos.

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