Parauapebas e Marabá se consolidam no topo da construção civil nacional

Os dois municípios também pagam salários iniciais bem acima da média nacional a pedreiros, serventes, carpinteiros e demais profissionais do ramo, batendo até capitais ricas e prósperas.
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As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que se debruçou sobre os números consolidados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para o 2019 e concluiu que Parauapebas foi o 4º e Marabá, o 9º mais dinâmicos do setor nacional da construção civil.

À frente de Parauapebas, que encerrou o ano com quase 2.700 oportunidades com carteira assinada na construção civil, só as metrópoles Belo Horizonte (MG), com quase 9.700; São Paulo (SP), com cerca de 4.200; e Salvador (BA), com pouco mais de 4.100. Proporcionalmente, Parauapebas leva vantagem diante dessas capitais porque todas têm mais de 2,5 milhões de moradores — São Paulo, inclusive, é a maior cidade do continente americano, com 12,3 milhões de moradores, muito mais gente que todo o estado do Pará. Enquanto isso, Parauapebas tem pouco mais de 200 mil moradores.

Marabá, que contabilizou 1.800 empregos celetistas no setor, ficou atrás apenas dos quatro municípios citados anteriormente e de, também, Curitiba (PR), com 2.600 postos; São João da Barra (RJ) e Nova Lima (MG), com algo em torno de 2.500; e Manaus (AM), com cerca de 2.100. Em comum, os dois municípios paraenses avançam em obras públicas de infraestrutura, o que mobiliza muita mão de obra local.

Remuneração acima da média

Os pedreiros, ajudantes, carpinteiros, mestres de obra, entre outros profissionais da construção civil de Parauapebas e Marabá, não ficam atrás daqueles que moram em São Paulo ou Belo Horizonte em termos salariais. Mera ilusão pensar que as metrópoles têm mais oportunidades ou pagam melhor. Enquanto a média de admissão na carteira de um trabalhador da construção foi de R$ 1.685,04 no Brasil no ano passado, um profissional do mesmo ramo em Parauapebas chegou a ganhar R$ 75 a mais. O Blog fez um levantamento exclusivo dos salários médios pagos nos principais empregadores do país.

A média salarial na capital do minério, de aproximadamente R$ 1.760, bateu a de capitais ricas e prósperas, como a mineira (R$ 1.668) e a paranaense (R$ 1.724), mas foi a remuneração paga em Marabá que surpreendeu. Município conhecido por salários mais modestos, a média de admissão no contracheque de um trabalhador marabaense da construção disparou para R$ 1.907, 13% acima da média nacional. Só meia dúzia de municípios (todos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina) pagam melhor que em Marabá.

As capitais nordestinas Maceió (AL), com R$ 1.304 de média salarial, e Teresina (PI), com R$ 1.329, estão no extremo oposto com as piores remunerações iniciais. Não por acaso, elas sediam alguns dos estados mais pobres do país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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