Pará tem redução de 83% em média histórica de focos de queimadas em dezembro

Os dados são do Boletim de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais divulgados, nesta terça-feira (4), pela Semas. Os números mostram que foram registrados 650 focos de queimadas no estado no último mês de 2021
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O Boletim de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais divulgado, nesta terça-feira (4), pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) aponta que houve redução de 83% nos focos de queimadas no último mês de dezembro no Pará, em comparação com a média histórica do período. Em relação ao mesmo período de 2020, a queda nas ocorrências de incêndios foi de mais de 70%.

Segundo o Boletim, foram registrados 650 focos de queimadas no estado, contra uma média histórica de 3.885 ocorrências no período. Das 650 ocorrências de queimadas registradas por satélite, 381 ocorreram em áreas de floresta densa e 269 em áreas de agricultura, pastagens e em perímetro urbano.

Os números mostram que foram observados focos de queimadas em 95 municípios paraenses. Óbidos, Oriximiná, Paragominas, Santarém e Viseu foram os municípios que apresentaram o maior número de ocorrências. Em Óbidos, foram registrados 40 focos de incêndio; em Oriximiná e Paragominas ocorreram 32 queimadas; em Santarém, 30; e em Viseu, 25 focos.

De acordo com o banco de dados da Semas e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos de queimadas de dezembro de 2021 corresponde a uma redução em mais de 70% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando houve registro de 2.184 focos no estado. O Núcleo de Hidrometeorologia da Semas analisa os focos das queimadas a partir das condições meteorológicas que agravam ou atenuam a formação e propagação do fogo.

Segundo a Semas, o Núcleo também tem divulgado os boletins de monitoramento de queimadas para apoiar as secretarias municipais de Meio Ambiente, para que estas possam orientar pequenos produtores no manejo adequado do fogo. A divulgação dos boletins também auxilia o Corpo de Bombeiros e as coordenadorias estadual e municipais de Defesa Civil na tomada de decisão nas estratégias de prevenção e combate aos incêndios florestais.

A Semas observa que as posses ou propriedades que apresentam queima ilegal são identificadas pelo seu Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam), que fornece as localizações, por monitoramento remoto, de imagens de satélite. A partir desta identificação, os responsáveis são autuados pela Secretaria.

A Secretaria destaca que o ato de provocar queimadas em florestas é enquadrado como crime ambiental, que pode ser punido com multas a partir de R$ 5 mil por hectare. Para melhorar o monitoramento desse tipo de crime ambiental no estado, em junho do ano passado, a Semas firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o programa Servir Amazônia, que tem a Nasa como um dos parceiros.

O programa capacita servidores no uso de ferramentas tecnológicas para detectar focos de incêndio no Pará. A cooperação prevê serviços como previsão e tipologia de incêndios, com foco na previsão do risco de incêndios sazonais, mapeamento de áreas suscetíveis a incêndios florestais e de incêndios em tempo real. Os servidores da secretaria também são qualificados, por meio do Projeto Queimadas, do Inpe, em análise de dados e em qualificação de informações.

Tina DeBord- com informações da Semas