Pará lidera ranking de sarampo no Brasil

São mais de 2 mil casos notificados no primeiro semestre. Sespa busca conter o contágio com vacinação

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O Pará lidera o ranking de sarampo no Brasil, com 2.434 casos registrados, seguido do Rio de janeiro (983) e São Paulo (673). De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, só neste primeiro semestre foram 10,3 mil notificações da doença. Atualmente, 21 estados estão com circulação ativa do vírus do sarampo.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), quase metade dos doentes está em Belém. Foram 1130 pessoas infectadas, entre janeiro a junho de 2020. Um salto assustador no número de casos notificados, se comparado ao mesmo período de 2019, onde 150 pessoas adoeceram.

Para conter o avanço da doença na capital, as equipes de saúde começaram a percorrer os bairros que registraram o maior número de casos de sarampo e aplicar a vacina. Para a Sespa, o aumento da doença pode ser explicado pela baixa procura por vacinas nas unidades de saúde.

A campanha de vacinação busca interromper a transmissão e eliminar a circulação do vírus. Crianças, jovens e adultos devem procurar uma unidade de saúde para cobertura vacinal.

Doença grave

No último levantamento do Ministério da Saúde, quatro óbitos foram registrados, sendo dois no Pará, um no estado de São Paulo e um no estado do Rio de Janeiro. 

O sarampo é uma doença viral aguda potencialmente grave, principalmente em crianças menores de cinco anos de idade, desnutridas e imunodeprimidas. A transmissão do vírus ocorre de forma direta, por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo às pessoas sem imunidade contra o vírus do sarampo. 

Os sintomas se manifestam entre 10 e 14 dias após a exposição ao vírus e incluem coriza, tosse, infecção nos olhos, erupção cutânea e febre alta. 3 a 5 dias após o início dos sintomas, uma erupção cutânea explode. Geralmente, começa como manchas vermelhas planas que aparecem no rosto na linha do cabelo e se espalham para o pescoço, tronco, braços, pernas e pés.