Operação Insidiis, da Polícia Civil, faz prisões e apreensões em Parauapebas

Oito suspeitos de sete assassinatos foram presos na manhã desta terça-feira (5). Os assassinatos são motivados pela guerra de facções pelo domínio de pontos estratégicos de venda de drogas na cidade
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A Operação Insidiis, deflagrada na manhã desta terça-feira (5), na cidade de Parauapebas, pela Divisão de Homicídios da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, 20ª Seccional de Parauapebas e Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Pará, cumpriu mandados Busca e Apreensão e de Prisão Temporária contra os seguintes indivíduos: Marconi de Jesus da Silva, o Risca faca; Daniel da Silva Costa, o GDS; Wanderson Ferreira Líbano, o Loirinho; Antônio Francisco da Silva Sousa, o Felipe Pacheco; Marcos Ferits de Jesus da Silva; Carlos Alessandro Santos Vera, o Mandrake; Thiago Lima Neto, o TH; 8. Tiago Moreira da Silva, o Tiaguinho da 15; e João Victor do Nascimento Sousa (este o único que não foi encontrado), três dos quais já estavam presos. Dois adolescentes foram apreendidos.

Todos são acusados pelos assassinatos de Ezequiel de Jesus Soares Brilhante e Célio Kayky Ferreira da Silva, respectivamente em 19 e 30 de maio passado; e amarrados Jefferson Santos de Andrade, Antônio Carlos Chaves Sousa, Marcos Antônio Oliveira Andrade, Felipe Silva de Carvalho e Thawanne Dias de Jesus, encontrados mortos no dia 15 de setembro último.

Os crimes foram amplamente noticiados nos meios de Comunicação locais, estaduais e até interestaduais, e passaram a ser investigados com maior rigor. Todos os assassinatos, com requintes de crueldade, tiveram como motivação a disputa, por facções criminosas, de pontos estratégicos de venda de drogas na cidade.

Foram identificados e qualificados 15 suspeitos maiores e sete adolescentes, todos com participação na morte das sete pessoas. Visando o desenvolvimento das investigações e a coleta de indícios, a Polícia Civil representou à Justiça, pela busca e apreensão em 16 endereços, tendo o Poder Judiciário autorizado as buscas.

Além da busca e apreensão, o Judiciário expediu 18 Mandados de Prisão Temporária, três dos quais já haviam sido cumpridos. Um dos suspeitos – Marconi de Jesus da Silva, o Risca faca – tentou fugir para fora do país com auxílio da facção criminosa, mas foi preso no Estado do Tocantins.

Na manhã desta terça-feira (5), o delegado-geral de Polícia Civil do Estado do Pará, Walter Resende, concedeu coletiva aos meios de comunicação locais, em que disse que na região de Parauapebas têm ocorrido crimes que fogem totalmente à rotina e “desafiam os órgãos de segurança”.

Destacou o assassinato de Ezequiel de Jesus Soares Brilhante, em maio passado, quando os assassinos filmaram tudo, inclusive o momento em que arrancaram o coração da vítima. “Foi muita ousadia e covardia e total desrespeito a tudo aquilo que se tem como sentimento e amor à vida”, indignou-se.

Resende disse já saber que Parauapebas está na rota de uma facção que está tentando se estabelecer no Estado, com uma dinâmica dessa tentativa de domínio. “Temos sido muito firmes e com resultados muito positivos. Com ações integradas da Polícia Civil, 90% dos líderes dessa facção já estão na cadeia. Outros, optaram por reagir e levaram a pior”, disse o delegado-geral.

Insidiis vem do latim e significa emboscada. Ou seja, a maneira como as vítimas são pegas pelos criminosos e depois executados.  

(Caetano Silva)