Olinto Vieira: Parauapebas, uma querida Mãe!

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O advogado e blogueiro Dr. Olinto Vieira (foto) publicou em seu Blog e eu, autorizado por ele reproduzo aqui texto que mostra o sentimento dos que, como eu, abraçaram Parauapebas como sua terra natal e são favoráveis a divisão do Pará em virtude dos maus tratos e do descaso a que somos diuturnamente submetidos. O texto só merece elogios, confira:

Parauapebas faz 23 anos em meio a uma discussão que ganha corpo no Pará, que é a criação do Estado de Carajás. Isto tem mexido com corações e mentes, provocando discussões apaixonadas e veementes, especialmente em alguns paraenses da Capital, que mostram os “brios feridos” pela possível consulta popular.

Olinto Outro dia estava eu nas redes sociais que tem se mostrado tão populares aqui, dialogando com um paraense de Belém, que se mostrou invadido, (agredido mesmo) por nós, oriundos de outros Estados que “ousam” querer dividir o Estado deles, como se nós estivéssemos aqui apenas esperando passar a “chuva das duas”, ou se este debate fosse apenas uma queda de braço, um capricho, um doce que uma criança birrenta não quer largar.

Que piada!

Parauapebas, como uma doce mãe, cresce gloriosamente dia após dia com o trabalho constante de seus filhos mineiros, maranhenses, cearenses, paulistas, piauienses, goianos, tocantinenses e outros bons homens e mulheres de dezenas de Estados. São pessoas acima dos ‘royalties’, das políticas públicas ou da lei de responsabilidade fiscal. São trabalhadores anônimos que chegam em busca de um lugar ao sol, trabalham incessantemente durante anos e conseguem vencer a luta pela sobrevivência com um pequeno lucro que pra eles significa a própria vida.

Alguns arrogantes da vida só conseguem olhar pelos olhos do preconceito sem saber que a maior riqueza desta cidade não é o minério ou os impostos e sim o espírito de trabalho que a grande maioria das pessoas desta cidade ensina ao Pará.

Sim! O Pará que trabalha (também) está aqui, numa cidade de 23 anos que não tem medo de avançar, desafiar barreiras e obstáculos.

Não nos convide a tirar a soneca depois do almoço, temos que pagar o aluguel, temos que trabalhar, não há tempo a perder com preguiça!

Mais uma vez, entendam-me, não falo de política.

Falo do “Zé Raimundo” que veio do Maranhão em busca de trabalho de motorista há dez anos atrás e hoje tem sua casa e seu carro. Ele é maranhense mas seus três filhos de 9, 5 e 2 anos são paraenses de Parauapebas, nasceram aqui e estão aprendendo com o pai, que neste lugar tem espaço para o bom brasileiro que sabe e não tem medo de trabalhar. Assim como o Zé Raimundo, existem milhares de homens e mulheres de fé, fibra e confiança. Eu quero me incluir nesse exemplo.

Não somos invasores e sim construtores de uma terra que insiste em progredir, portanto, respeito é bom e eu gosto!

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