Municípios paraenses estão no topo nacional da infecção de HIV

Três dos dez municípios brasileiros com maior incidência da doença estão na Grande Belém: Marituba, a própria capital e Ananindeua. Por consolo, Castanhal tem situação menos pior.
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Mais uma má notícia para o Pará: os municípios de Marituba e Belém ocupam os 3º e 4º lugares em incidência de casos do vírus HIV entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Esse é um inglório ranking, não desejado por lugar algum. As informações constam do Boletim Epidemiológico HIV/Aids elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), órgão do Ministério da Saúde. Publicado no último final de semana, o estudo apresenta informações e análises sobre os casos de HIV e Aids no Brasil, conforme os principais indicadores epidemiológicos e operacionais estabelecidos.

Para chegar à conclusão que coloca Marituba e a capital paraense em alerta, o Ministério da Saúde compilou vários indicadores, entre os quais a taxa média de detecção de Aids na população total nos últimos três anos; a variação média da taxa de detecção nos últimos cinco anos; a taxa média de detecção na população de menores de 5 anos nos últimos três anos; e a variação média da taxa de detecção nessa população nos últimos cinco anos.

Somem-se a esses indicadores a taxa média de mortalidade por Aids na população nos últimos três anos; a variação média da taxa de mortalidade nos últimos cinco anos; e dados referentes à primeira contagem de CD4, que são células de defesa do sistema imunológico.

Estatísticas

Os dados primários, levantados junto a diversas bases vinculadas ao Ministério da Saúde, foram combinados e matematicamente calculados. O resultado: entre 2014 e 2018, Marituba apresentou índice de 6,663 registros de Aids para cada grupo de 100 mil habitantes e Belém, 6,581. Só perdem para os gaúchos Rio Grande (índice 8,434) e Novo Hamburgo (6,739). No entanto, os dois municípios paraenses ganham, disparado, no tocante ao crescimento da taxa de detecção de novos casos de HIV nos últimos cinco anos: 1,7% em Marituba e 2,2% em Belém.

E tem mais. Os nomes paraenses não se esgotam apenas nesses dois. Ananindeua aparece na 9ª posição do ranking, com índice de combinado de 6,319 casos de Aids por 100 mil habitantes. Santarém aparece na 38ª colocação (índice de 5,535); Marabá, na 40ª (índice de 5,518); Tucuruí, na 50ª (índice 5,461)

Na outra metade da lista de 100 nomes estão Parauapebas, no 62º lugar (índice 5,366), e Barcarena, no 74º (índice 5,278). Por outro lado, se serve de consolo, a situação dos municípios de Abaetetuba, no 94º lugar (índice 5,165) e Castanhal, último (e índice 5,120), é a menos pior.

Entre 1980 e junho de 2019, foram registrados no país 966.058 casos de HIV. A doença foi a causa da morte de 338.905 pessoas no Brasil. No Pará, já são 28.655 notificações de HIV e mais de 7,1 mil óbitos computados. É o nono estado onde mais se morre de Aids, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia.

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