Mourão avalia que composição com Centrão era inevitável

O vice-presidente da República Hamilton Mourão defendeu que o governo tenha uma base dentro do Congresso para aprovar seus projetos
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Brasília — O vice-presidente da república Hamilton Mourão disse que não havia como o governo não compor uma base de apoio no Congresso para a aprovação de seus projetos. Segundo ele, é ‘clássico’ que o governo tenha que ter uma base dentro do parlamento porque o “presidencialismo de coalizão”, caracteriza o padrão de governança brasileiro expresso na relação entre os Poderes Executivo e Legislativo.

Mourão não gosta do termo “toma-lá-dá-cá” — muito utilizado pelo então candidato Jair Bolsonaro — para criticar o que chamava de “velha política”, termo que sugere algo espúrio. Mourão não vê nenhum problema numa composição política com partidos para a construção de uma base de apoio no Congresso que compactue com a necessidade de reformas que o país precisa. “Naturalmente isso se faz com a participação desses partidos em áreas da administração do governo”, disse referindo-se a nacos que partidos que compõem o chamado “Centrão”, estão negociando com o governo.

O Centrão, a cada dia ocupa mais cargos no governo federal, seja nos ministérios da Saúde, Educação e Desenvolvimento Regional. O vice-presidente disse que as negociações não abrem mão de critérios republicanos e que se houver alguma irregularidade detectada pelo governo a exoneração dos indicados pelos partidos do Centrão será imediata.

“É ‘clássico’ que a gente tem que ter uma base dentro do Congresso para fazer avançar isso aí (base de poio). É o que o presidente vem procurando construir, com todas as dicotomias (…). Pode dizer: ‘Não, o presidente agora se rendeu ao fisiologismo; ao toma-lá-dá-cá, ao Centrão…’. Não tem como porque o Congresso é esse que está aí, multifacetado, com quase 30 partidos representados, e você tem que buscar em cada um desses partidos, o apoio necessário para a aprovação de uma agenda reformista”, disse.

A base de apoio a que o vice-presidente se refere, embora ele não tenha dito, também servirá para “blindar” o Presidente de uma provável abertura de processo de impeachment no Congresso.

Reportagem: Val-André Mutran – Correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.

Publicidade