Morre a menina de um ano e oito meses estuprada pelo padrasto em Parauapebas

A criança não resistiu aos sofrimentos. Ela teve parada cardíaca, foi reanimada e entubada, mas caiu em coma profundo
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on print

Continua depois da publicidade

A menina Carla Emanuele Miranda Correia, de um ano e oito meses de idade, vítima de estupro cometido pelo padrasto, não resistiu aos sofrimentos e morreu às 15h10 desta quarta-feira (8), no Hospital Municipal de Parauapebas. Em nota, a prefeitura lamenta o triste desfecho do caso e afirma que, “por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), prestou todo o atendimento possível à criança, mas, em função do quadro gravíssimo em que se apresentava, não foi possível salvar a vida da paciente”.

Conforme noticiado na manhã desta quarta-feira pelo Blog do Zé Dudu, a menina foi levada desmaiada para o Hospital Municipal de Parauapebas, na noite de ontem (7), pela mãe, Irislene da Silva Miranda, companheira do acusado, Deyvyd Renato Oliveira Brito. Na casa de saúde, ela relatou que a filha havia caído da cama e batido a cabeça.

Entretanto, durante o atendimento, os profissionais de Saúde detectaram que a criança foi vítima de abuso sexual e chamaram a polícia. Irislene acabou confessando que Deyvyd realmente estuprou a pequena enteada em mais de uma ocasião, quando a mulher se recusava a fazer sexo com ele. Ambos foram presos.

Eles serão enquadrados nos crimes de estupro de vulnerável e homicídio, por dolo eventual, já que ele assumiu o risco de produzir o resultado morte na criança. A mãe irá responder também por omissão, por não ter procurado a polícia para denunciar o crime contra a própria filha. 

“A causa exata da morte será divulgada pelo IML”, afirma a nota da Prefeitura de Parauapebas, relatando que “a criança chegou desmaiada e com o quadro de parada cardíaca. Depois de 20 minutos de reanimação, procedimento realizado com sucesso, a criança foi entubada e conduzida para ventilação mecânica, por conta do coma profundo.

A equipe multidisciplinar que acompanhava a criança atuava para conseguir a estabilidade do seu quadro de saúde, para então realizar a sua transferência para a UTI Infantil do Hospital Regional de Marabá. O governo municipal lamenta o óbito e reforça que todo o atendimento foi prestado para salvar a vida da criança”.

(Caetano Silva)

Publicidade