Pará

Mineração: US$ 47 bi serão investidos no Pará nos próximos quatro anos

O setor de mineração têm sido um dos principais motores de crescimento da Região Norte, em especial no Pará, onde estão as grandes jazidas minerais. Nos próximos quatro anos, até …

O setor de mineração têm sido um dos principais motores de crescimento da Região Norte, em especial no Pará, onde estão as grandes jazidas minerais. Nos próximos quatro anos, até 2018, só esse Estado deverá receber cerca de US$ 47 bilhões de novos investimentos, segundo dados do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral).

mina_vale_carajas-Salviano-Machado-Agencia-Vale

A quantidade de recursos injetados na economia local terá reflexo direto na criação de 99 mil postos de trabalho. Até o ano passado, a cadeia produtiva mineral respondia por 271 mil empregos diretos e indiretos no Estado. Para cada emprego direto, outros 13 postos de trabalho são criados ao longo da cadeia, diz o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior.

Na avaliação dele, todo esse investimento vai trazer desenvolvimento e progresso para a região, já que as cidades envolvidas recebem uma compensação financeira pela exploração dos recursos minerais, uma espécie de royalty da mineração. Em 2013, a arrecadação dessa conta cresceu 53% no Estado, segundo o Simineral. Parauapebas recebeu 87% do total e Canaã dos Carajás, 4,8% – quando o projeto S11D da Vale entrar em operação esse porcentual subirá.

Canaã dos Carajás
“Mas a população tem de cobrar dos governantes a aplicação adequada dos valores arrecadados”, afirma Gomes Júnior. O governador do Pará, Simão Jatene, é um dos defensores de mudanças no sistema de tributação e divisão dos recursos do ICMS. Segundo ele, hoje no Estado municípios de 200 mil habitantes têm a mesma cota-parte de ICMS que a capital Belém, que tem 1,5 milhão de moradores. “Aí você cria uma ilha de prosperidade num mar de tormentas, com um entorno paupérrimo”, diz ele, questionando a gestão dos recursos por parte de alguns municípios.

Várias cidades que recebem grandes projetos continuam com uma infraestrutura que deixa a desejar, apesar da arrecadação maior. Saneamento básico é a principal deficiência. A justificativa dos governantes locais é que os recursos são consumidos pelo explosão populacional das cidades, que recebem uma quantidade enorme de migrantes.

Do lado ambiental, apesar de as jazidas estarem na Amazônia, a pressão das ONGs tem sido bem menor que na construção de hidrelétricas. Em recente entrevista ao Estado, o superintendente de Política Públicas do WWF-Brasil, Jean-François Timmers, disse que os impactos da mineração são pontuais e mais restritos comparados à construção de uma usina. Por outro lado, ele ressalta que o setor mineral precisa de elevada oferta de energia para produzir. Ou seja, ela acaba demandando novos projetos de eletricidade.

Fonte: O Estado de São Paulo

4 comentários em “Mineração: US$ 47 bi serão investidos no Pará nos próximos quatro anos

  1. Marcos Lopes Responder

    O Pará e o estado de Minas Gerais são as maiores províncias minerais do País. Com esta crise que se abateu sobre a mineração no Brasil, não creio que nos próximos quatro anos o estado do Pará irá receber esses US$ 47 bilhões de novos investimentos. O que mais ouvimos falar é de investidores “recuando”.

  2. Anônimo Responder

    O comercio local fica brigando pelas migalhas, deixadas pelos compradores com sua linda agenda cheia de fornecedores de fora e com o bolso cheio de brindes… ôooo comprei mais barato, economizei 10 reais nesse material.

    • Anonimo Responder

      E os comerciantes locais, salvo alguns excelentes empreendedores, ficam querendo empurrar suas margens orbitantes de lucro sobre os produtos ofertados. Preço justo é motivo de dinheiro aplicado na região. E não adianta vir com aquela velha história pra boi dormir ” ah é o frete, é os encargos, é o salário dos funcionários”. Pelo amor de Deus, se querem mesmo ver o comercio local alavancar, aprendam a fazer um BDI justo, tornem os preços competitivos. Óbvio que não será igual a preços por ae fora. mas analisem comigo:

      Plotagem de desenhos em A1
      Local: Canãa dos Carajás/PA
      Qtds: 4616 Preço Unitário: R$ 6,50
      TOTAL: R$: 30.004,00

      Local: Palmas/TO
      Qtds: 4616 Preço Unitário: R$ 1,75
      TOTAL: R$ 8.078,00

      E ae, o que me diz? isso é só um dos exemplos.
      Você acha mesmo, que 22 mil de diferença de estados vizinhos, logística fácil, é preço justo? Tem certeza que os preços da região foram calculadas ponderamente?

  3. Empreendedor Local Responder

    Esta conversa de geração de valor e postos de trabalhos criados estão fora da realidade do Para !
    Aqui cria expectativa e na hora H os empregos são criados na China , Minas Gerais , São Paulo etc.
    O S11D é o maior exemplo todo vem de fora inclusive do Pais será que este José Fernando ainda consegui encanar as pessoas a serviços da Vale e outros investidores !
    Todos sabemos que cada vez que um projeto se anuncia na mineração o argumento é a geração de emprego ! Tem que perguntar para ele aonde ?
    Na china , nos dealer que não estão no Para e sim em outros centros com Minas e São Paulo !
    Basta disser que nenhuma empresa de engenharia é da região , nosso distrito industrial não incentivo o senhor Paulo Hadad engana todos com esta consultoria a serviços da Vale em detrimento aos interesses da região !
    O o governo deveria fazer é exigir que esta empresas de fora criam filiais no Para e aí sim os empregos e impostos seriam gerados e recolhidos aqui !
    Quero ainda ver isto acontecer porque até agora vejo o mesmo discurso a 30 anos e não é interesse desenvolver a indústria local com gerava de emprego e renda de forma sustentável !

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