Medrado ratifica informação do Blog: “não houve delação premiada à “Boi de Ouro”.

No dia 26 de maio passado Parauapebas amanheceu repleta de agentes do Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – quando foi colocada em ação a Operação Filisteus, que culminou com as prisões dos vereadores José Arenes (PT) e Odilon Rocha de Sanção (SDD), além do empresário Edmar Cavalcante, dono do supermercado Baratão, suspeito de participar de um esquema de corrupção na Câmara Municipal de Parauapebas durante a gestão de Josineto Feitosa, ex-presidente daquela casa, preso durante a segunda etapa da “Operação Filisteus”.

Dois dias após as prisões, o jornal Correio do Tocantins publicou, com exclusividade, vasta matéria sobre o ocorrido, afirmando, inclusive, que Edmar Cavalcante teria feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público.

Sob o título “Boi de Ouro” dedura fraudes em Parauapebas, o jornal afirmava que “suas fontes em Parauapebas e Belém, consultadas separadamente, revelaram que Boi de Ouro resolveu entregar o esquema enquanto estava preso ainda em Parauapebas e tudo que falou foi gravado e depois encaminhado para um juiz da cidade para homologação”.

A matéria publicada pelo CT foi amplamente repercutida pelos meios de comunicação em Parauapebas. Rádios, TV’s, jornais, Blogs e sites apenas repercutiram a afirmação do CT.

No mesmo dia, o Blogger consultou o advogado de Edmar Cavalcante que estava em Belém acompanhando seu cliente. Ele foi categórico em afirmar que não havia sequer sido proposto ao seu cliente o acordo de delação premiada. O blogger também procurou a Vara Penal de Parauapebas. Lá também recebeu a negativa que teria sido homologado qualquer acordo nesse sentido. 

Munido dessas informações, o Blog publicou o post “Defesa de Boi de Ouro nega delação premiada anunciada pelo Jornal Correio do Tocantins”. A notícia contestando a delação parece ter atingido em cheio o editor do jornal, Patrick Mascarenhas, que no outro dia usou o sistema de rádio do grupo a que o jornal faz parte para ratificar a informação publicada e, de certa tentar descrediblizar a informação postada neste Blog.

Durante matéria veiculada no Programa Fantástico, no domingo (14/6) sobre a “Operação Filisteus”, que mostrava imagens de Edmar Cavalcante supostamente entregando parte do esquema na Câmara Municipal de Parauapebas, a repórter escalada para fazer a matéria afirmou que “Boi de Ouro” havia feito acordo de delação premiada.

Na segunda-feira o Blogger recebeu várias mensagens e telefonemas de pessoas confrontando a informação do Blog sobre a delação de Edmar. Pelo simples fato do Fantástico ter ratificado a informação do jornal Correio do Tocantins, a informação do Blog, claro, seria a incorreta.

Na semana passada a “Operação Filisteus” cumpriu sua segunda etapa em Parauapebas. Após o compartilhamento de informações oriundas de escutas telefônicas, o juiz Libio Araújo Moura, da Vara Penal da Comarca de Parauapebas decretou a prisão do vereador Josineto Feitosa. Cumprida a prisão, agentes do Gaeco e o Procurador de Justiça Nelson Medrado participaram de uma entrevista coletiva para pormenorizar informações acerca desta segunda etapa da operação.

Questionado se houve acordo de delação premiada a Edmar Cavalcante, Medrado respondeu :“a delação premiada é um instrumento de investigação que também é um direito do réu. Não tenho conhecimento desse acordo feito entre o preso e o Ministério Público Estadual, mas seria bem-vindo se algum dos presos quiser colaborar com as investigações. O MPE estará disponível para ouvir e confirmar. Mas será preciso checar a veracidade do que for dito e submeter a informação à um juiz, que definirá se as informações se enquadram em uma delação premiada para que a transação penal possa acontecer e para que o delator receba algum benefício. Não se trata apenas de alguém sentar na frente do interrogador e ir falando coisas para se beneficiar. Não queremos apenas um delator que fique apontando as pessoas. Tem que falar e apresentar as provas, que deverão ser confirmadas por nós. Até agora não há nenhuma delação premiada homologada por juiz no caso dos presos na Operação Filisteus”, conclui Medrado.

O Blogger ratifica que as informações aqui postadas são checadas de forma exaustiva para que estas não sejam contestadas no futuro. Fazendo dessa forma, a credibilidade adquirida por este Blog ao longo desses quase sete anos não será maculada.

   

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