Marabá também teve protesto contra corte de verbas das universidades

Universitários, alunos do IFPA, professores, estudantes do Ensino Médio e sindicalistas formaram uma multidão de manifestantes contra as medidas do governo federal
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Assim como nas capitais dos 26 Estados e do Distrito Federal e em outras 123 cidades no interior do País, em Marabá milhares de acadêmicos e professores dos três campi da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), alunos do IFPA (Instituto Federal do Pará), estudantes do Ensino Médio, professores da rede pública, servidores da Saúde e sindicalistas saíram as ruas hoje em protesto. A manifestação, que paralisou as atividades acadêmicas em todo o País, foi contra o boqueio de verbas das universidades federais e do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e contra a Reforma da Previdência.

Além da classe estudantil e dos educadores de Marabá, engrossaram o movimento estudantes e professores de São Domingos do Araguaia, São João do Araguaia, Itupiranga e Bom Jesus do Tocantins, entre outras cidades próximas.

Eles caminharam cerca de 5 km, do local da concentração, na Praça Osório Pinheiro, em frente à Prefeitura de Marabá, na Folha 31, até a Agência do INSS, no perímetro urbano da Rodovia BR-230, a Transamazônica, onde se encerrou a passeata.

O MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas. As verbas obrigatórias (86,17%), que incluem salários e aposentadorias, não serão afetadas. Sindicatos e movimentos estudantis convocaram um dia de greve contra cortes de verbas que, segundo eles, podem paralisar as universidades.

Presidente chama manifestantes de “idiotas úteis” e “imbecis”

Do Texas (EUA), onde se encontra, o presidente Jair Bolsonaro disparou ataques verbais contra a primeira grande manifestação nacional no governo dele. Disse que a maioria dos que participaram dos protestos são militantes. “É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 vezes 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada”, atacou.

Afirmou que que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário e novamente tentou desqualificar o movimento: “São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”.

Por Eleuterio Gomes – de Marabá

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