Marabá: Candidatas colocam concurso da Câmara em xeque

A filha do presidente da Comissão de Acompanhamento do Concurso e uma servidora contratada da Câmara, membro da mesma comissão, estavam inscritas no concurso
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Depois que passaram a circular pelas redes sociais a denúncia de que duas candidatas no concurso da Câmara Municipal de Marabá (CMM) estavam diretamente ligadas à Comissão de Acompanhamento do Concurso Público, podendo ter possível acesso a informações privilegiadas, as duas retiraram sua inscrição. Além disso, a CMM enviou nota, na tarde desta quarta-feira (12), explicando as providências que foram tomadas.

Uma das candidatas é filha do vereador Alécio Stringari, que é nada menos que o presidente da Comissão de Acompanhamento do Concurso Público. A outra candidata é uma servidora contratada da CMM que também integra a mesmíssima comissão. As denúncias vieram à tona de forma anônima pelas redes sociais.

Após o recebimento da denúncia, a Comissão convocou as duas mulheres a prestarem esclarecimento nesta quarta-feira (12). A servidora Katiane de Paula Lima apresentou por escrito sua desistência, registrada em cartório, ontem (11). Além disso, ela será substituída por outro servidor como membro da referida comissão.

Já a outra inscrita, Maiana Clara Rodrigues Stringari, filha do vereador Alecio Strigari, presidente da Comissão, esclareceu que trabalha no Hospital Materno Infantil (HMI), que não é servidora da Câmara e tampouco membro da Comissão do Concurso.

Ela alegou também que não tinha conhecimento de que o próprio pai era membro da Comissão do Concurso e que, para evitar questionamentos sobre a lisura do processo, apresentou sua desistência por escrito, registrada em cartório, também na terça e não realizará a prova.

A Comissão esclareceu, ainda, que a Fadesp – Fundação de Amparo à Pesquisa –, banca que organiza o concurso, está aguardando o Decreto da Prefeitura de Marabá do retorno das aulas na rede municipal de educação para poder avaliar uma nova data para realização do certame.

Em nota, a CMM explica que a Comissão tem função apenas de fiscalizar o trabalho realizado pela Fadesp em todas as etapas do Concurso Público e que seus membros não têm nenhuma ingerência e nem acesso às provas, gabarito ou escolha de locais de prova que serão aplicadas.

De todo modo, a Comissão buscou parecer do Departamento Jurídico da CMM para avaliar quaisquer outras medidas que sejam necessárias para manter a lisura do Concurso Público.

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