Marabá: Associação Comercial doa 6 toneladas de alimentos à população carente

A ação solidária envolveu o Conselho de Jovens Empresários, o Conselho da Mulher Empresária, diretores e associados
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A Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), por meio do Conjove (Conselho de Jovens Empresários) e do Conselho da Mulher Empresária, o Acim Mulher, entregou na tarde de sábado (10), 500 cestas básicas de alimentos a nove entidades assistenciais e a famílias carentes de vários bairros da cidade. A arrecadação das cestas foi resultado da Campanha “Saldão de Aniversário Solidário de Marabá”. Trata-se de uma versão humanitária da já tradicional campanha de aquecimento do comércio Saldão de Aniversário, que há dois anos não vem sendo realizada em razão da pandemia de covid-19.

Lançada a campanha, cujo objetivo inicial era arrecadar 100 cestas, diretores e associados da Acim se uniram pela causa solidária e, ao final, a quantidade de alimentos arrecadada foi cinco vezes mais que o previsto. Levando em conta que cada cesta pesa 12kg, são 6 toneladas de alimentos que beneficiam 500 famílias, uma média de 2.500 pessoas.    

As entidades beneficiadas foram: Projeto Seja Luz (50 cestas), Abrama – Associação dos Bares e Músicos de Marabá – (30), Grupo Apoio e Esperança (50), Paróquia de São Félix de Valois (50), Paróquia do Santuário de Nossa Senhora de Nazaré (50), Rotary Club de Marabá (50), Paróquia do Sagrado Coração de Jesus (50), Igreja Batista Luz do Evangelho (50) e Igreja de Cristo Liberdade (50). Outras 120 foram entregues pelo CONJOVE e pela ACIM Mulher para famílias carentes de vários bairros.

Para Jader Santos, presidente da Abrama, que representa os trabalhadores da noite, a categoria só tem a agradecer, uma vez que há um ano o setor vem sofrendo com fechamentos constantes: “Essa doação é bem-vinda, já temos um cadastro de pessoas ligadas à associação, que estão mais necessitadas e que receberão imediatamente os alimentos”.

O advogado Adebral Favacho Júnior, que representou a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, agradeceu à Acim e ao Conjove pela iniciativa solidária: “Não só pelos que ficaram desempregados na pandemia, mas também pela enchente dos rios, que atingiu muitas famílias, o estado de calamidade é enorme na nossa cidade. Por isso, essa doação é muito importante.”

A jovem empresária Kessiana Soares, presidente do Conjove, explica que, em razão de não poder fazer a Campanha do Saldão de Aniversário, a Acim decidiu empregar o recurso que seria destinado à ação, na compra de cestas básicas. E aí espírito solidário falou mais alto.

“Em princípio, iriamos doar 100 cestas básicas, que era o que o nosso caixa permitia comprar, mas, os empresários, muitos diretores da Acim, do Conjove e do Acim Mulher, e associados abraçaram essa missão maravilhosa e nós conseguimos aí brilhantes 500 cestas”, comemora Kessiana, complementando: “A gente está muito feliz em estar contribuindo e sendo solidário nesse momento tão difícil”.

O vice-presidente da Acim, Eugênio Alegretti, lembra que, após momento em que houve uma paralisação do comércio, “necessária para preservar vidas”, a Acim realizou essa campanha de doação de cestas, para amenizar o lado da dignidade daquelas pessoas que estão necessitando de alimentos, que deixaram de ganhar suas comissões e que estão sem emprego.

“Essa é uma ação que visa, de repente, dar o exemplo, puxar outros setores da sociedade para que estejam colaborando também. O empresário, nessa questão econômica, é quem mais sofre. Nós estamos num momento em que não temos o socorro federal para que a gente possa estar custeando salários, custeando outras despesas, alongando dívidas. Mas, ainda assim, estamos ajudando”, observa Alegretti.  

“Quanto à Administração Municipal, queremos dar os parabéns. Desde o início da pandemia tem havido muito diálogo e essa é a palavra-chave. O Executivo tem muito tato na hora de tratar da questão do fechamento do comércio, assim como de cuidar das vidas”, destaca o vice-presidente da Acim.

Ele salienta ainda que o norte sempre tem sido a questão dos leitos hospitalares, observando que isso nunca pode ser esquecido e diz que sempre “que a situação apertar”, a questão da abertura do comércio terá de entrar em discussão.

“Ninguém é favorável a isso [ao fechamento], mas chega um momento que se torna inexorável. Mas a gente tem tido um diálogo fantástico com a Administração Municipal e isso tem sido uma das coisas que nos deixa tranquilos. A gente sabe que, logo que a situação dá uma acalmada, a gente volta a abrir as portas e o consumidor também volta porque a roda precisa girar”, acentuou Eugênio Alegretti.

(Fonte: Ascom Acim)

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