Líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira defende plantio de maconha em cooperativas

Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas …

Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas formadas por usuários.

Num recente debate sobre o assunto, o deputado disse que a política de “cerco” às drogas é “perversa” e gera mais violência. Dilma assumiu o governo incluindo entre suas prioridades o combater “sem tréguas” ao crime organizado e às drogas.

Em janeiro, a presidente desistiu de nomear o então secretário Nacional de Justiça Pedro Abramovay para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas depois que ele sugeriu numa entrevista a adoção de penas alternativas para pequenos traficantes.

Assim como Abramovay, o líder do PT na Câmara afirmou que a prisão de pequenos traficantes contribui para engrossar as fileiras das organizações criminosas. “São mães de família que sozinhas têm que criar os filhos e passam a vender”, disse o deputado. “As prisões têm levado a organizar a violência contra a sociedade.”

Teixeira falou sobre o assunto num debate organizado pelos grupos “Matilha Cultural” e “Desentorpecendo a Razão” em São Paulo, em 24 de fevereiro, um mês após a queda de Abramovay.

Um vídeo com a íntegra da exposição foi publicado no blog do deputado e no site Hempadão (cujo título faz uma brincadeira com as palavras “hemp”, maconha em inglês, e “empadão”).

MODELO ESPANHOL
Teixeira disse no debate que o governo deveria autorizar a criação de cooperativas para o plantio e a distribuição da maconha. “O melhor modelo é o da Espanha: cooperativas de usuários, onde se produz para o consumo dos próprios usuários, sem fins lucrativos”, afirmou.

O líder do PT disse que, se comer sanduíches do McDonald’s, “talvez o maior crime”, não é proibido, o governo não poderia impedir também o plantio de maconha. “Cabe ao Estado dizer que faz mal à saúde. Não existe crime de autolesão. Se eu quero, eu posso usar, tenho direitos como usuário. E isso o Estado não pode te negar.”

Segundo ele, a forma como o governo e alguns juízes tratam as drogas é um tiro no pé: não garante a segurança nem a saúde dos usuários. A Folha fez vários pedidos de entrevista ao deputado desde 16 de março, mas sua assessoria não deu resposta.

No debate de fevereiro, Teixeira fez um apelo aos usuários de maconha: “Só a coragem pública daqueles que vão às ruas discutir fará com que esse tema avance”. Ele disse que irá sugerir ao Ministério da Justiça que o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas faça um projeto com as “mudanças óbvias”. O deputado afirmou ainda que pedirá o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) -defensores da descriminalização de drogas.

Para o líder do PT, a proliferação do crack complicou a discussão sobre a maconha. “Ele não é o todo, ele é uma parte. É o resultado dessa política de cerco. Ele não pode interditar o debate sobre as demais drogas recreativas”.

Ao defender a regulamentação do plantio da maconha, Teixeira afirmou que isso não aumentaria a oferta da droga. “Esse cenário que as pessoas têm medo, de que “no dia em que legalizar, vão oferecer ao meu filho”, não é o futuro, é o presente. Hoje liberou geral. É mais fácil adquirir drogas na escola do que comprar antibióticos.”

A legislação atual prevê medidas socioeducativas para usuários da droga apanhados em flagrante e prisão para os traficantes.

Fonte: Folha de São Paulo

12 comentários em “Líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira defende plantio de maconha em cooperativas

  1. Carlos Amorim Responder

    Tem um bocado de males destruindo nosso sofrido povo brasileiro. A droga, sem dúvida alguma, é uma delas.
    Parece que “alguns poderosos” extrapolaram no “pó” e, em conjunto, acham agora que seu motivo de vida e sua missão maior é “sacudir a sociedade”. As aberrações deste movimento gay, a liberação da maconha… a “quebra de tabús”. Alguém tem é que dar um basta nesta festança. O povo não precisa nem merece isso!
    E tem mais uma: o líder o PT na câmara dos deputados, dep. Paulo Teixeira, defende publicamente a legalização da droga e a criação de cooperativas no Brasil para se produção e distribuição… Vai ver ele já deve sua plantação particular e quer aumentar a produção.
    Nas palavras dele “Hoje liberou geral. É mais fácil adquirir drogas na escola do que comprar antibióticos.” Este é o perfil desta e de outros Ptistas: riem da desgraça da população que deveriam defender!!! Já que não deu (melhor: não querem) acabar com o problema, vamos NOS ENTREGAR a ele.
    Lá vem o “KIT-MACONHEIRO” pras escolas!
    Alguém sabe (digo, uma forma LEGAL) como proteger o povo dessas aberrações que tentam nos enfiar goela abaixo?

  2. EltonViana Responder

    com certeza é o momento para se discutir á regulamentação da maconha não precisa ser liberação necessariamente. Tenho certeza que seria muito bom para nós não vermos traficantes em todas as esquinas e sim quem quizesse comprar o fizesse em um cáfe por exemplo como na holanda e sem duvidas mais digno para o usario que é uma pessoa como outra qualquer, igual a quem fuma cigarro por exemplo.Tudo tem que ser discutido e assim que tem que funcionar a democracia muitos morreram para nos dar essev direito de escolha não vire as suas costas para isso.

  3. Zé Dudu Autor do postResponder

    O deputado Paulo Teixeira está sendo vítima de um procedimento engendrado com o objetivo de tirá-lo da liderança do governo na Câmara. Com efeito, ao sugerir a discussão para rever a política de drogas, ele não defendeu como um doidivanas a liberação da maconha, como se anuncia a torto e a direito.
    O que ele fez foi defender uma regulação, porque – na sua correta visão – a liberação geral é o cenário atual.
    No mais, há maldades aos montes no jornalismo tupiniquim.

  4. José Fonte de Santa Ana Responder

    Médicos aprovam o uso da Maconha.
    Brasil deixa de gerar emprego e renda, além de ficar para trás do resto do mundo no campo da pesquisa científica da droga que promete ser o maior achado da ciência, talvez a mais benéfica de todas no campo medicinal. Por causa de lei retrógrada e arcaica. Nos EUA mais de vinte e quatro milhões e oitocentos mil cidadãos com prescrição médica, fizeram uso legal da maconha em 2010. O que rende milhares de empregos e bilhões de dólares em renda, gerando também impostos para o país.
    A Inglaterra acaba de lançar um remédio a base da maconha que também deve render bilhões de dólares ao seu laboratório e milhares de empregos e impostos ao país. Incentivando também as suas pesquisas científicas e agricultura familiar.
    Nós brasileiros ainda perdemos a oportunidade de avançar com a proibição do uso desta substância; no campo da ciência farmacêutica e principalmente na agricultura familiar. Porque a maconha pode e é melhor ser cultivada em pequenos espaços, em estufas.
    Leia artigo publicado em 18/04/2011 por brigadasonora
    “Médicos defendem maconha terapêutica”
    Preconceito emperra pesquisa sobre o uso da planta em remédios, dizem especialistas
    O lançamento mundial de um medicamento produzido à base de maconha pela farmacêutica britânica GW Pharma, e que será comercializado na América do Norte e na Europa pelo laboratório Novartis, reacendeu as discussões entre os especialistas brasileiros sobre o uso medicinal da droga no País. Por aqui, o princípio ativo do remédio (Sativex), usado para aliviar a dor de pacientes com esclerose múltipla, não é permitido.
    O Brasil é signatário de tratados diversos que consideram a substância ilícita, o que dificulta inclusive o desenvolvimento de pesquisas científicas sobre as propriedades terapêuticas da planta e suas reações no cérebro.
    Pesquisadores ouvidos pelo JT comparam a importância do estudo da cannabis sativa (nome científico da maconha) com a relevância do ópio para o desenvolvimento da morfina – medicamento essencial para o tratamento da dor aguda. E reforçam o argumento de que a possibilidade de uso medicinal não é sinônimo de liberação ou legalização da droga.
    “O medicamento tem estudo clínico, existem proporções corretas das substâncias usadas, imprescindíveis ao seu funcionamento”, defende Hercílio Pereira de Oliveira Júnior, médico psiquiatra do Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) da Universidade de São Paulo (USP).
    De acordo com Oliveira Júnior, ao contrário do remédio, a droga ilícita não tem padrões de equilíbrio entre os substratos terapêuticos e pode causar danos à saúde de quem a consome. “Pode ampliar a ansiedade, causar um estado depressivo e psicótico, com alucinações, e problemas pulmonares provocados pelo ato de fumar.”
    Perspectivas
    Estudos comprovam que a cannabis reduz os efeitos colaterais da quimioterapia, como náusea e vômito, estimula o apetite em pacientes com aids, pode ser usada para tratar o glaucoma e aliviar a dor crônica. “As perspectivas científicas mostram que vale a pena aprofundar os estudos sobre a planta”, avalia Oliveira Júnior.
    O Sativex, por exemplo, não é vendido como cigarro – e sim na forma de um spray. Sua composição reúne apenas dois substratos da maconha: o delta9-tetraidrocanabinol e o canabidiol.
    “Não causa mais ou menos dependência do que calmantes e antidepressivos. A dependência não é argumento considerável para proibir até mesmo a pesquisa”, diz Dartiu Xavier da Silveira, professor livre-docente em Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo.
    Defensor da criação de uma agência reguladora para o setor, Oliveira critica a legislação restritiva brasileira e afirma que o preconceito trava a pesquisa de medicamentos que poderiam ser desenvolvidos até para tratar a dependência química.
    “A questão não é proibir, mas controlar. Não se proíbe a morfina porque algumas pessoas fazem mau uso”, avalia. O psiquiatra lembra que não é necessário o plantio em terras brasileiras da maconha para os estudos. “Para pesquisa, podemos importar.”
    Diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, o psicofarmacologista Elisaldo Carlini também acredita que o Brasil está atrasado em relação às pesquisas sobre o potencial terapêutico da maconha por puro preconceito.
    “No século passado, foi considerada droga diabólica e só nos últimos 30 anos é que se retomaram os estudos terapêuticos”, conta Carlini. De acordo com ele, pesquisas mostraram que o cérebro humano possui ramais de neurotransmissores e receptores sensíveis ao estímulo da cannabis. O sistema foi chamado de endocanabinoide, que, se cientificamente estudado e estimulado, pode levar ao alívio ou à cura de várias doenças.
    Legislação
    Até o momento, a legislação brasileira proíbe o consumo de qualquer medicamento à base de maconha. Mas uma decisão judicial pode autorizar seu uso em casos específicos.
    A comercialização do Sativex ainda não foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Procurada pelo Jornal da Tarde, a agência não se manifestou sobre o assunto.
    Do Blog Brigada Sonora
    Fonte: Estadão
    José Fonte de Santa Ana
    Leia outros artigos sobre o tema:
    Maconha legal para consumo, agentes do FBI e DEA defendem sua descriminalização.
    PT vai discutir a legalização do plantio da maconha. O Brasil agradece.
    Maconha como está não é legal. Têm que legalizar!
    Maconha faz bem e o bem, também (III). Quebra dentes vitais…
    Maconha faz bem e o bem, também (II). Abriu perspectiva para o tratamento da obesidade.
    Maconha faz bem e o bem, também. Mitos sobre a maconha.
    * conheça o site da LEAP clicando aqui

  5. Wagner Dias Caldeira Responder

    Esse é um debate inadiável e que precisa ser feito com o mínimo de moralismos e com o máximo de coerência.

    Se formos olhar pelo lado da violência, o consumo do álcool gera muito mais mortes violentas que a maconha ou qualquer outra droga. Segundo a OMS, a cada ano 2 milhões de pessoas morrem em decorrência do uso nocivo do álcool, em acidentes de trânsito, assassinatos e doenças relacionadas. Nos EUA, em 2001, 76% das ocorrências de violência sexual estavam relacionadas ao consumo de bebida alcóolica.

    O poder que a maconha tem de criar uma dependência também é menor que o álcool e muito menor que o crack, por exemplo. No entanto, é uma droga que é porta de entrada pro uso de drogas “mais pesadas”, como o próprio crack.

    Fazer com que o estado tenha o controle sobre o uso das drogas é uma alternativa de redução dos danos: no nível individual, por controlar o uso e por garantir a qualidade do produto que se está colocando no corpo (com seringas descartáveis distribuídas gratuitamente, por exemplo). E no nível social, enfraquecendo drasticamente o tráfico (e toda a violência subjacente), já que o estado passa a assumir esse papel.

    A experiência dos países que assumiram esse tipo de política é positiva. Os níveis de violência diminuem, já que a violência das drogas está incomensuravelmente muito mais do lado do tráfico que do consumo; os dependentes também apresentam menos co-morbidades, já que usam cachimbos, seringas etc de boa qualidade e tem o uso controlado. Isso onera muito menos as políticas de saúde.

    A pergunta que se deve fazer é: temos maturidade pra assumir uma política com essas características? Até que ponto nossos ideais de bem e mal são flexíveis para aceitar isso?

  6. Dino Responder

    Só para TENTAR colaborar com este importante debate, as sociedades mais avançadas tem método de controle e uso da maconha, digo, da maconha, não pode se colocar outras drogas, como o crack por exemplo, em pé de igualdade `a cannabis sativa. Porém, não pode o Brasil, esperar se tornar uma sociedade moderna para só depois criar um método ou copiar um modelo de controle e legalização de outro país, porque aí, muitas crianças já eteriam entrado para o mundo do crime. Muitos filhos irão morrer SEM assistencia médica, estando nas cadeias superlotadas. Muito coisa ruim irá acontecer até que esta dita sociedade organizada venha a se compor no Brasil. Por isso algo deve ser feito fora da esfera policial.

  7. Zé Bahiano Responder

    Sou pessoalmente , neste momento, contra a legalização da maconha no BR. Mas, mesmo nos EUA, em que a sociedade é na maioria conservadora, em alguns Estados há legalmente plantio de maconha. O senhor DBC fala acerca do assunto e de outros de maneira preconceituosa – FACISTA – e sem base científica. Deveria pesquisar, se instruir melhor para nao falar besteiras.

  8. Dino Responder

    Repito, a sociedade precisa debater esse tema. Se na Holanda tem regras, que regras sejam impostas aki, ninguem ta falando em ficar por ai fumando um. Entenda o que esta sendo proposto prar opinar. O Pior é ficar finjindo que este assunto não existe ou mesmo que a policia por si só resolver, NÃO VAI. ISSO NÃO É CASO DE POLICIA e sim de politicas públicas, como sempre. Portugal também já usa um modelo que parece que esta dando certo. O caso é estudar e ver o que melhor cabe no Brasil, Olhos vendados é o que não vai resolver. Ou alguem acha que tem 100% do controle de seus filhos. Conversa, diálogo e sobretudo debate na sociedade, isso é o começo de um entendimento do problema, e também do seu tamanho. Uma vez diagnosticado aí vê-se o melhor modelo. Mas que uma coisa precisa ser feita, ah, isso precisa, quem viver verá.

  9. Creio eu que você nunca teve vicio, pois não falaria desta forma Responder


    Anônimo:

    Penso que o Brasil ainda não tem estrutura para legalizar o uso da maconha. Na Holanda o uso da maconha é legalizado, porém, há regras para o consumo, como a quantidade permitida por dia para cada usuário, não é sair por aí fumando maconha a qualquer hora. O que esse cidadão deveria fazer, seria procurar melhorar a educação e a saúde, esses sim, são fatores primordiais para se viver bem.

  10. Anônimo Responder

    Penso que o Brasil ainda não tem estrutura para legalizar o uso da maconha. Na Holanda o uso da maconha é legalizado, porém, há regras para o consumo, como a quantidade permitida por dia para cada usuário, não é sair por aí fumando maconha a qualquer hora. O que esse cidadão deveria fazer, seria procurar melhorar a educação e a saúde, esses sim, são fatores primordiais para se viver bem.

  11. Dino Responder

    Tá mais do que na hora da sociedade debater este assunto, quanto mais se foge dele pior fica.
    Enquanto muitos pais se embriagam na frente dos filhos, eles mesmos falam que na casa deles não entram um baseadinho, como assim. É hora de refletir e escutar as pessoas que tem conhecimento e está oferecendo um modelo que pode ser melhor pra nossa sociedade, do que simpleslmente se orientar pela moral sendo que estes problemas vai muito alem dela e atinge a todos. É hora de discutir sobre a descriminilização das drogas. É hora e ouvir o EX presidente Fernando Henrique e todos que estão estudando o assunto.

  12. DBC Responder

    Então agora entendo porque tem tantos negrinho(sem discriminar ) do PT comprando propriedade rural em nosso município. Mas o PT e assim mesmo: logo vira a legalização do aborto, união de pessoas do mesmo sexo, estatização da CVRD, calote da divida externa e interna, desmatamento da Amazônia para plantar maconha e ai se vai e petezinho tinhoso.

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